Eurodeputados exigem libertação de presos politicos saharauis

Numa carta dirigida a Frederica Morgherini, 29 deputados de 12 países e de diferentes grupos políticos, exigem a libertação dos presos politicos saharauis do julgamento do grupo Gdeim Izik cujo julgamento está actualmente suspenso até 8 de Maio.

Os eurodeputados recordam à alta representante de negócios estrangeiros da União Europeia as torturas a que têm sido sujeitos estes presos politicos pelo facto de exigerem de forma pacífica a autodeterminação do Sahara Ocidental, durante mais de 6 anos de detenção.

Alertam para as ilegalidades do processo e para o facto de todo o julgamento se basear em documentação assinada sob tortura.

Mencionam que a um dos condenados à revelia, Hassana Aalia foi concedido asilo politico em Espanha, exactamente pelo facto das Nações Unidas e outras organizações e observadores terem denunciado as ilegalidades deste processo.

Os eurodeputados informam que o tribunal não procedeu às perícias forenses de acordo com o protocolo de Istanbul para documentar as torturas e que o juíz não tem em conta a decisão do Comitê contra a Tortura sobre este caso.

Recordam ainda que há impedimentos aos observadores internacionais para poderem assistir e obstaculização da participação das familias saharauis, o que demonstra o character politico do processo.

Leer más …

Said Ameidan: A minha vingança é a denúncia

Por Isabel Lourenço / Jornal Tornado

Said é um jovem calado e educado, com tristeza nos olhos mas um sorriso fácil, tem uma voz suave e conta em tom baixo a sua história uma mais num role sem fim de sofrimento do povo saharaui.

“O meu maior sofrimento não são as minhas torturas ou o facto da prisão dos meus irmãos, o meu maior sofrimento é o sofrimento da minha mãe. Isso é o que me entristece.”

Quem não conhece os saharauis não ira entender a profundidade deste sentimento, para os saharauis uma mulher é intocável, a violência contra as mulheres é inaceitável, nesta sociedade.

Said foi detido com 17 anos dentro da Escola Secundária, as autoridades de ocupação entraram no edifício para reprimir um protesto pacífico dos estudantes saharauis que são objecto de discriminação e insultos constantes dentro das salas de aulas. No recinto da Escola espancaram-no até sangrar da cabeça, foi torturado durante um dia e solto em seguida, mas por pouco tempo, passado um mês já estava de novo nas mãos do verdugo a ser torturado, 4 dias de detenção arbitrária.

Leer más …

Gdeim Izik – Mulheres que lutam pela justiça

mujeres saharauis

O processo de Gdeim Izik arrasta-se desde o passado dia 26 de Dezembro, um julgamento de 24 activistas de Direitos Humanos saharaui, dos quais 21 estão detidos há 7 anos sem qualquer evidência de culpa. Um julgamento político a mais de 1000km dos territórios ocupados do Sahara Ocidental, a sua terra natal e onde foram sequestrados e detidos após antes, durante e após o brutal desmantelamento do acampamento pacifico de Gdeim Izik, um mês de protesto de dezenas de milhares de saharauis contra o apartheid social, económico e político a que estão votados desde a invasão do Sahara por Marrocos em 1975.

A distância dificulta a presença de familiares e amigos que apoiam os acusados, como o faz toda a população saharaui que revê neles o heroísmo, a dignidade e a luta não violenta pela autodeterminação a que têm direito segunda todas as resoluções das Nações Unidas, União Africana, Tribunal Internacional e outro organismos internacionais. A última colónia de África sangra sob o silêncio mediático.

Saaida, filha de Deidda Ellyazied um ancião de quase 100 anos, personagem de destaque na luta de resistência, que se deslocou com ela para apoiar os presos políticos a Rabat, conta-me como na sessão de Janeiro quando veio pela primeira vez, viu o sofrimento e as dificuldades das famílias que nunca se queixam. “Tudo faltava, é necessário muito para alimentar e alojar toda a gente, e como sabem os saharauis nunca podem deixar de oferecer comida o que temos partilhamos seja uma migalha seja um pão. Vi que era necessário ajudar muito mais, percebi que nós nos territórios ocupados não nos tínhamos dado conta do grau de sofrimento e dificuldades.”

Leer más …

Julgamento de Gdeim Izik 8º dia – “A tortura é metódica para nos quebrar”

gdeim izik

No 8º dia de julgamento de Gdeim Izik foram interrogados Abdallahi Toubali, Sidahmed Lemjeyid e El Bachir Khadda no tribunal de Sale, Rabat.

Durante o testemunho de Abdallahi Toubali o juiz pediu-lhe que assinasse duas folhas de papel em branco olhando para o lado, para ver se era possível faze-lo de olhos vendados e mãos algemadas como tinha denunciado Toubali.

Os advogados de defesa opuseram-se visto que evidentemente as condições e circunstâncias não eram as mesmas, mas mesmo assim o juiz não alterou a sua posição.

Toubali assinou e o juiz declarou ser a mesma assinatura, assumindo um papel de especialista em caligrafia.

Este episódio é apenas um mais do julgamento político do Grupo de Gdeim Izik, que parece ser um beco sem saída para Marrocos.

Não conseguem provar nem crime nem culpados e por isso transformam o caso numa caça às bruxas como fazia a inquisição e os regimes fascistas.

Abdallahi Toubali declarou-se inocente e disse “… ninguém fala das nossas vitimas do nosso sofrimento há mais de 40 anos”, a única esperança é que a ONU amplie a competência Minurso para proteger os direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental e implemente o referendo.

Toubali era membro do comitê de diálogo do acampamento e explicou que o campo nasceu devido à marginalização e repressão do povo saharaui, a população tinha exigências sociais.

Leer más …

Gdeim Izik: Juiz adopta papel de especialista em caligrafia

Durante o testemunho de Abdallahi Toubali o juiz pediu-lhe que assinasse duas folhas de papel em branco olhando para o lado, para ver se era possivel faze-lo de olhos vendados e mãos algemadas como tinha denunciado Toubali.

Os advogados de defesa opuseram-se visto que evidentemente as condições e circunstâncias não eram as mesmas, mas mesmo assim o juiz não alterou a sua posição.

Toubali assinou e o juiz declarou ser a mesma assinatura, assumindo um papel de especialista em caligrafia.

Este episódio é apenas um mais do julgamento politico do Grupo de Gdeim Izik, que parece ser um beco sem saída para Marrocos.

Não conseguem provar nem crime nem culpados e por isso transformam o caso numa caça às bruxas como fazia a inquisição e os regimes facistas.

Leer más …

Gdeim Izik: Bourial e Ismaili denunciam manobras marroquinas

Mohammed Bourial foi o terceiro a depor na segunda-feira dia 20 de Março , no caso Gdeim Izik. Bourial começou o seu depoimento explicando o que era o campo de Gdeim Izik. Gdeim Izik era um movimento que consistia de milhares de saharauis que construíram tendas no deserto, e tinham reivindicações sociais. Bourial era chefe do comitê de diálogo e explicou como esse comitê e o governo chegaram a um acordo dois dias antes do desmantelamento. Esperava-se que o ministro do interior viesse ao acampamento com 9 tendas para organizar um censo da população no acampamento, para que o governo pudesse responder às reivindicações colocadas pela população saharaui. O governo não cumpriu a sua promessa, e as pessoas no acampamento foram surpresas com o ataque; Que ocorreu de madrugada. Bourial afirmou:

“O campo Gdeim Izik revelou a política do ocupante Marroquino, e como eles marginalizam o povo do Sahara Ocidental e roubam nossos recursos. Gdeim Izik é obresultado da marginalização de todos os saharauis pela ocupação de Marrocos do Sahara Ocidental. O acampamento durou 28 dias. Não houve crimes, nem violencia. O ocupante marroquino atacou no dia 8 de novembro mulheres, crianças, idosos e homens “.

Bourial negou todas as acusações e afirma que “aquele que deveria ser julgado, é quem ordenou o ataque ao campo de Gdeim Izik, não nós“.

Leer más …

Gdeim Izik: Sidi Abdallahi Abaha acusa Marrocos

Sidi Abdallahi Abahah foi o segundo acusado a ser interrogado.

Abdallahi Abahah não começou a depôr antes que o deixassem falar com os seus advogados, algo que tem sido dificultado aos presos politicos saharauis. Dois dos advogados de defesa nunca foram autorizados a falar com os seus clientes

Abdallahi começou por dizer que o único representante do povo saharaui é a Frente Polisario e que quer a autodeterminação do Sahara Ocidental.

“Dizeram-nos que o tribunal militar seria justo e no final condenaram-nos sem provas este julgamento esta a ser igual.”

Diz que se recusou a fazer a pericia forense porque a sua advogada tinha exigido um médico independente em conformidade com o protocolo de Istanbul.

O julgamento não pode continuar sem que a pericia forense esteja terminada, disse Abdallahi.

Ao ser interrompido respondeu ao juiz que todos eles estão inocentes e estiveram mais de 6 anos presos agora era a vez dele falar, e disse que falava em seu nome e em nome de todos os presos politicos e do povo saharaui.

Leer más …

Reiniciou-se a 3a sessão do julgamento de Gdeim Izik

gdeim izik

No quarto dia o primeiro acusado a depôr perante o tribunal foi El Houcein Zawi que reafirmou a sua inocência e condição de preso politico. Recusou-se a responder a qualquer pergunta antes de lhe ser permitido mostrar as marcas da tortura e relatar o seu sofrimento. “Fui torturado durante dias, violado, espancado, arrancara-me as unhas dos pés e das mãos, partiram-me o braço e tive dias sem comer nem beber! Transportaram-me numa manta até ao sitio onde me obrigaram a assinar com uma impressão digital. … Não conheço o conteúdo de nenhuma declaração ou confissão, ninguém me leu nada nem informou dos meus direitos! A riqueza de Marrocos vem do saque dos recursos naturais do Sahara Ocidental! … Fui detido el El Aaiun no Sahara Ocidental.

Zawi denunciou os nomes de todos os torturadores que foi capaz de identificar.

“Fazem-me perguntas sobre as negociações antes do desmantelamento de Gseim Izik! Porquê não autorizam o testemunho dos deputados e pessoas do governo que estiveram a falar consosco? Porquê não os trazem a este tribunal???”

Leer más …

Gdeim Izik: Comunicado observadores internacionais no julgamento

Perseguição política, inexistência de justiça imparcial

Nós, observadores internacionais, presentes no julgamento contra o Grupo Gdeim Izik, a decorrer  no Tribunal de Apelação de Salé, Marrocos, estamos preocupados com a falta de evidência de um julgamento justo.

Condenamos o uso de provas obtidas através da tortura e alertamos que o julgamento contra o grupo de Gdeim Izik é por razões de perseguição política, e não de aplicação de justiça.

O Governo marroquino está  a julgar de novo os  conhecidos activistas saharauis de direitos humanos, detidos  após que as forças públicas marroquinas desmantelarampela força, na madrugada de 8 novembro de 2010, o acampamento  de protesto pacífico, composto por mulheres, crianças, idosos e homens.

Após de mais de seis anos de prisão e tortura, os activistas são acusados ​​de formar uma banda criminal e violência contra funcionários públicos no cumprimento do dever.

O juiz absteve-se de pronunciar-se sobre a formalidade em relação à instância em que o julgamento é julgado. Por conseguinte, não se sabe se este processo constitui uma primeira instância ou um recurso.

Leer más …

Uso de cookies

porunsaharalibre.org utiliza cookies para que usted tenga la mejor experiencia de usuario. Si continúa navegando está dando su consentimiento para la aceptación de las mencionadas cookies y la aceptación de nuestra política de cookies, pinche el enlace para mayor información.plugin cookies

ACEPTAR
Aviso de cookies