Câmara dos Deputados do México acolhe a exibição de pintura “saharauis: olhos refletindo a alma” do artista saharaui mexicano Antonio Velázquez Abdallahy

Foi inaugurada a exposição de pintura “saharauis: olhos refletindo a alma” de Antonio Velázquez que tem como objectivo solicitar o respeito e garantia da ONU dos direitos humanos e direito à autodeterminação do povo saharaui.

Com o pedido que o direito internacional seja aplicado e os direitos de liberdade e autodeterminação do povo saharaui contra a ocupação marroquina sejam respeitados, o “artivista” plástico António Velázquez, Abdallahy, inaugurou na segunda-feira no salão principal da Câmara dos Deputados a exposição “saharauis: olhos que refletem a alma”.

Tendo como convidados o Embaixador da República Saharaui Árabe Democrática, Ahmed Mulay Ali; o Embaixador da Cote d’Ivoire, Obou Marcellin Abie; o embaixador da República Bolivariana da Venezuela, María Lourdes Urbaneja de Durant; e vários deputados; o artista de origem tapatío reiterou o seu compromisso com a luta travada por este povo africano para recuperar a sua liberdade e afirmou que a arte é um caminho para o mundo ver e compreender os sentimentos desses lutadores.

“Esta coleção procura dar voz a um povo ancestral que vive no deserto e há vários anos luta pacificamente para recuperar a sua liberdade e independência”, disse Antonio Velázquez lembrando que como observador internacional do povo saharaui, foi capaz de documentar atrocidades e o genocídio que este enfrenta.

O artivista explicou que denunciou as atrocidades que testemunhou na assembleia da ONU, no entanto a ONU não deu atenção ao tema, porque garante o artista “a ONU favorece os interesses econômicos daqueles que integram o Conselho de Segurança. Com estas 20 peças em óleo sobre madeira e meios mistos com fotografias, eu quero mostrar ao mundo os sentimentos dos saharauis e da sua luta pacífica para recuperar a sua liberdade “.

Por sua parte, o embaixador da República Árabe Saharaui Democrática, Ahmed Mulay Ali disse que esperam neste mês de abril uma resolução pelo Conselho de Segurança da ONU, que valide a monitorização dos direitos humanos e a situação de vida do povo saharaui contra a ocupação de Marrocos e, em segundo lugar estabelecer mecanismos para a instalação de urnas ,para que pela primeira vez, os saharauis possam decidir o destino do seu povo.

“Pedimos às Nações Unidas que o direito internacional seja aplicado; que Marrocos respeite as resoluções da ONU e que a sentença emitida há 4 meses atrás pelo Tribunal de Justiça Europeu em favor do povo saharaui seja executada. Queremos o reconhecimento do pleno direito do Sahara de viver e ter uma forma democrática de governo “, disse o embaixador, que agradeceu a Antonio a partilha através da arte, da queixa do seu povo e mostrar a sua visão ao mundo.

Jesús Zambrano vice-presidente do grupo de amizade México-República Árabe Saharaui Democrática, endossou o apoio do México à luta Saharaui e considerou que a situação que este povo enfrenta é condenável de qualquer ponto de vista, porque não se pode tolerar a imposição de um muro que divide famílias e nações.

A exposição “saharauis: Olhos como reflexo da alma”, permanecerá no salão principal do Senado de 17 a 21 abril.

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