PUSL 13 anos de caminho pelo Sahara Ocidental

Porunsaharalibre cumpre este ano 13 anos, desde o seu “nascimento” num modesto blog que se foi transformando ao longo dos anos até que se transformou no sitio que os nossos leitores conhecem.

Surgiu da necessidade de concentrar a informação que existia dispersa pela comunicação social tradicional, a comunicação online e redes sociais. Os pais do PUSL somos Fito Álvarez Tombo e Conchi Fernández González transformamos uma ideia em realidade, e graças a esta actividade conseguimos um lugar dentro do conjunto de activistas pela causa saharaui na Galiza e em Espanha.

Desde o primeiro dia que este projecto se baseia só e exclusivamente no trabalho 100% voluntário sem qualquer tipo de ajuda ou suporte económico e com horas diárias de dedicação.

O PUSL tem como objectivo a divulgação e denúncia da situação vivida pelos saharauis, as violações de que são alvo, os desenvolvimentos a nível político, as atuações dos diversos intervenientes no conflito, a situação nos territórios ocupados, nos campos de refugiados e na diáspora.

Tentamos que toda a informação dada seja fidedigna e para isso muitas vezes recorremos a várias fontes que comparamos, não sendo nenhum dos autores jornalista de profissão, respeitamos os princípios éticos que se esperam de um meio de comunicação. E por isso optamos por vezes por não publicar o que não podemos confirmar.

De nacionalidade Galego/Espanhola, decidimos ampliar o PUSL à língua portuguesa em 2015, um projecto ambicioso uma vez que apenas contamos com trabalho voluntário e, no caso do idioma Português com a colaboração da ativista de direitos humanos, Isabel Lourenço. Todo este projecto apenas é possível devido aos autores “permanentes” e os amigos e associações saharauis, mas não podemos esquecer o apoio das nossas famílias e amigos que suportam as chamadas telefónicas à todas as horas do dia e noite e a nossa quase obsessão temática em muitas conversas.

Mas mais que tudo temos que agradecer aos nossos leitores, antigos e novos que nos apoiam e com cada partilha demonstram que todo o trabalho vale a pena.

Pretendemos que o PUSL seja uma ferramenta de trabalho para todos os que o lêem e por isso temos o motor de pesquisa interno, o dossier Gdeim Izik, a documentação das várias entidades e organismos internacionais e relatórios que tem vindo a ser publicados por colaboradores do PUSL e outros. Toda esta informação é para ser partilhada e utilizada em prol da denuncia da injustiça sofrida pelo povo saharaui e na luta pela sua independência.

Damos a cara e o nome pela informação prestada e tentamos diariamente corresponder às necessidades de divulgação. Em artigos em que comentamos ou analisamos documentos tentamos sempre que possível incluir o documento original, pois a nossa opinião não é um dogma, é uma analise e queremos que contribua para a discussão colectiva e despertar consciências para determinados aspectos.

Não temos a intenção de ser um meio de comunicação diário, queremos poder fornecer informação correcta, confirmada e interessante de forma constante e coerente.

No PUSL também temos promovido campanhas de terceiros e nossas com o apelo de envio de cartas e e-mails aos vários organismos nacionais e internacionais, nomeadamente para a libertação dos presos políticos saharauis ou em protesto e denuncia em casos de greves de fome de tempo indeterminado em que a vida dos grevistas está em perigo. Não sendo este o objectivo principal do PUSL, é no entanto uma das formas que vimos ser mais eficiente para alertar a opinião pública.
As nossas aplicações para Smartphones surgiram numa primeira versão em 2014, e uma segunda versão em Português em 2015 para dar resposta a um mundo onde a utilização do telemóvel é omnipresente. E esperamos poder continuar a dar resposta às novas tecnológicas e desafios para poder alcançar cada vez mais leitores e assim de forma constante contribuir para a consciencialização sobre o conflito do Sahara Ocidental.

Durante estes treze anos, temos sido vítimas de ataques cibernéticos e pirataria constantes, que apenas provam a veracidade das nossas informações e confirmam que estamos do lado certo deste conflito.

Com o passar do tempo, também começamos a fazer colaborações em vários meios de comunicação espanhóis e portugueses, escrita e digital, como Faro de Vigo, Jornal Tornado, Pravda, Rebeldia, Praza Pública, Abril de Novo Magazine, Revista Shukran e outros.

Não queremos perder a oportunidade de cumprimentar e agradecer a todos os blogs amigos que compartilham esta luta para “quebrar o bloqueio da mediático” que existe sobre esta causa.

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