A 6 de novembro de 1975, o rei de Marrocos lançou a Marcha Verde, conhecida como a Marcha Negra para os saharauis.

Com a marcha verde, o regime marroquino desviou a atenção da verdadeira invasão que começou alguns dias antes, a 31 de outubro, quando os tanques e o regimento blindado do exército marroquino invadiram o Sahara Ocidental, começando por Hauza e Djederia (Leste de Smara), destruindo, matando e sequestrando a população saharaui.

A Espanha,  tinha obrigações claras enquanto metrópole e, de acordo com o direito internacional, não as cumpriu. A atitude da Espanha e a sua falta de dignidade foi uma traição para o povo saharaui que ainda hoje sofre com ocupação e exílio. (veja aqui)

42 anos passaram, 16 anos de guerra e 26 anos de assinatura do acordo de cessar fogo, mas o povo Saharaui continua à espera que a Comunidade Internacional obrigue Marrocos a honrar o acordo que previa a realização do referendo em 1992.

Uma vergonha para o mundo, uma vergonha para Espanha e uma vergonha para o Continente Africano, a última colónia de África que até ao dia de hoje espera justiça e cujo povo resiste pacificamente é o exemplo da ineficácia das Nações Unidas e da corrupção mundial que permite a Marrocos continuar a explorar, oprimir, e manter num regime de Apartheid brutal a população saharaui nos riquíssimos territórios ocupados enquanto que nos campos de refugiados os saharauis aguardam do outro lado do muro de separação uma solução que não está na agenda mundial.

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