O Conselho de Segurança da ONU adiou seu voto sobre Sahara Ocidental

lavanguardia.com.- O Conselho de Segurança da ONU vai atrasar a votação da sua resolução anual sobre o Sahara Ocidental, inicialmente prevista para quarta-feira, para tentar resolver as diferenças sobre o texto, edisseram hoje fontes diplomáticas à Efe.

As negociações continuam por enquanto e o Conselho “ainda não está pronto para votar”, explicou um diplomata do Conselho que pediu anonimato.

Por enquanto, uma nova data para a votação não foi estabelecida, que deve ser realizada em qualquer caso antes do final do mês, quando expira o mandato da missão da ONU no Sahara Ocidental (Minurso).

No texto, além de estender a missão, o Conselho de Segurança tradicionalmente expressa sua posição sobre os últimos desenvolvimentos no terreno e sobre o processo político.

Como todos os anos, os Estados Unidos são o país encarregado de redigir a resolução, que geralmente é adotada por consenso.

Nesta ocasião, o texto proposto por Washington encontrou a resistência de vários países e está a passar por negociações de última hora.

Segundo fontes diplomáticas, a linguagem proposta pelos EUA não é do agrado da Frente Polisariol, sobretudo porque apela ao progresso rumo a uma “solução realista, viável e duradoura” para o conflito.

Para a organização saharaui esses termos estão muito longe da “justa, duradoura e mutuamente aceitável” solução política que vinha exigindo o Conselho de Segurança e poderia ser interpretada como um endosso do plano de autonomia que defende Marrocos contra o seu compromisso com um referendo sobre o futuro do território.

O projecto dos EUA também manifesta preocupação com a presença do Polisário dentro da “zona tampão” em Guerguerat, no extremo sul do Sahara, e pede-lhe que se abstenha de transferir as funções administrativas para Bir Lahlou, no nordeste.

Nas últimas semanas, Marrocos repetidamente alertou que recorrerá a todos os meios para expulsar elementos de Polisario daquela área.

A área é controlada pelo Polisario e a ONU deixou claro nesta semana que não considera que Bir Lahlou e Tifarati estejam dentro da “zona tampão” onde a presença militar não é permitida no âmbito dos acordos entre os dois lados.

Além disso, a proposta aponta para que os países vizinhos sejam mais estreitamente envolvidos nas negociações, uma mensagem destinado principalmente a Argélia, a quem Marrocos vê como parte do conflito e até agora se tem recusado a intervir diretamente nas discussões.

Portanto, de acordo com uma fonte diplomática, a proposta inicial dos EUA está mais próxima das teses marroquinas este ano.

A posição, segundo a fonte, é diretamente impulsionada pela administração em Washington e não pela missão na ONU.

As negociações dependerão se o texto for modificado no último minuto ou se for finalmente colocado em votação na sua forma original.

Tanto o Conselho de Segurança e o SG da ONU, António Guterres, disseram que querem negociações entre Marrocos e a Frente Polisário para tentar fechar o conflito depois de anos de relançamento bloqueio.

Para esse fim, o novo enviado da ONU, o ex-presidente alemão Horst Köhler, realizou uma ampla rodada de contatos nos últimos meses.

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