A activista saharaui Sultana Khaya defende a honra da sua bandeira

A activista de direitos humanos, Sultana Khaya, foi uma das mulheres agredidas pelas autoridades de ocupação quando participou ontem na manifestação pela autodeterminação do Sahara Ocidental e em apoio a todos os presos politicos saharauis detidos em prisões marroquinas, em Bojador.

Após ter sido atirada ao chão com pontapés e golpes de bastão refugiu-se na sua casa e içou a bandeira da República Árabe Saharaui Democrática na sua janela no primeiro andar, como se pode ver no video.

A policia que ontem rodeou todas as casas de activistas num desplegue de carros, carrinhas e centenas de agentes, exigiu-lhe que retirasse a bandeira. Sultana respondeu: Não tiro a bandeira do meu país é a minha honra! Venham retirá-la se são homens!

Em 2007 Sultana Khaya foi victima de agressão e violência por parte das autoridades de ocupação que lhe arrancaram um olho com golpes de bastão, esteve vários dias no hospital sem qualquer assistência e com maus tratos por parte do pessoal hospitalar que é composto apenas por colonos marroquinos.

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Manifestações de dezenas de manifestantes ativistas dos direitos saharauis em El Aaiun e Bojador

Fonte: Ativistas Saharauis de Direitos Humanos / El Aaiun / Fotos. Ativistas de comunicação (EIC  Poemario por un Sahara Libre)

De acordo com ativistas saharauis de direitos humanos, dezenas de manifestantes saharauis sairam à rua nas cidades ocupadas de El Aaiun e Bojador.

Após o apelo lançado na semana passada pela coordenadora Gdeim Izik em conjunto com organizações e comitês civis saharauis nos territórios ocupados, as cidades de El Aaiun e Bojador viveram nesta quinta-feira à tarde protestos contra a ocupação marroquina e em apoio aos prisioneiros políticos saharauis nas prisões marroquinas.

Um dos defensores dos direitos humanos da cidade de El Aaiun indicou que a população representada em diferentes associações e comitês saiu do bairro Maatala, conhecido como Sweto, com faixas e bandeiras saharauis que com vários slogans contra a ocupação e em apoio aos presos politicos saharauis detidos nas prisões marroquinas.

O ativista de direitos humanos e defensor Abdelaziz Biay numa conversa telefônica com o Diário saharaui disse que a população atendeu ao apelo que foi feito e que o aparelho repressivo da administração de ocupação marroquina ficou surpreso com o número de manifestantes que tomaram as ruas de vários bairros. No momento da redação, a fonte indicou que os confrontos com forças policiais e auxiliares continuaram a se desenvolver nos distritos de Larak, Lehcheisha e El Batimat e que a principal concentração foi organizada na principal avenida de Smara da cidade, onde as unidades e as forças de motim se concentraram para confrontar os manifestantes. A fonte disse que há vários feridos, mas que o número de vítimas e detidos ainda não foi registrado.

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Seis presos de Gdeim Izik em greve de fome

Mohamed Tahlil preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik, entrou esta noite em greve de fome.

Tahlil encontra-se detido na prisão de Ait Melloul e protesta contra as condições infra humanas a que é submetido, obrigado a dormir no chão sem qualquer manta e sujeito a ameaças e insultos constantes dos presos de delito comun.

Junta-se assim ao seu companheiro Sidahmed Lemjeyid detido na mesma prisão e que iniciou greve de fome, ontem dia 20 de Setembro.

Brahim Ismaili, El Bachir Khadda, Hassan Dah e Cheik Banga detidos en Tiflet 1 também estão em greve de fome desde dia 19.

O grupo de Kenitra que fez uma greve de fome de aviso de 48h a 19 e 20 de Setembro, teve hoje uma reunião com o procurador de Kenitra que pretendia saber quais os motivos da greve.

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Comunicado das Familias do Grupo Gdeim Izik

Após os sequestros realizados pela administração prisional dos presos políticos saharauis do grupo Gdeim Izik, estes últimos foram dispersos em diferentes prisões dentro de Marrocos, sem que suas famílias fossem avisadas.

Depois de se comunicar com alguns destes detidos, a magnitude do sofrimento é clara. A situação de nossos filhos é trágica devido aos maus-tratos e do desejo político de vingança, contrário a todas as regras e convenções internacionais que garantem a sua dignidade e seus direitos. A situação dos prisioneiros políticos saharauis pode ser resumida da seguinte forma:

  • Maltrato por insultos e difamação durante e após a transferência, em particular os detidos de Abdallahi Toubali, Brahim Ismaili em Tiflet 1 e Tiflet 2, e Sidahmed Lemjeyid e Mohamed Bani na prisão de Ait Melloul.
  • Todos os prisioneiros são mantidos em celas isoladas que não têm os requisitos mínimos de higiene. Algumas estão cheias de vermes e ratos e a proximidade dos prisioneiros de delito comum leva a emissões poluentes (cannabis e tabaco). Todos os seus pertences que trouxeram da prisão anterior foram confiscados, como cobertores, roupas, livros e medicamentos.
  • Eles não têm acesso ao tratamento médico exigido pelo seu estado de saúde, em particular Sidahmed Lemjeyid e Brahim Ismaili.
  • O direito de livre acesso aos detidos não é garantido, foi negado o direito de visita à mãe do preso político Mohamed Mbarek Lefkir na prisão de Ait Melloul.

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Situação dos presos políticos de Gdeim Izik deteriora-se

Segundo informação obtida junto dos familiares directos dos presos de Gdeim Izik, as autoridades marroquinas não permitiram aos detidos em Tiflet levarem nada da prisão anterior excepto a roupa.

Brahim Ismaili entrou em greve de fome aberta devido aos maus tratos sufridos, e as condições da cela onde se encontra onde tem que deitar-se no chão de cimento. Todos os seus medicamentos lhe foram retirados.

Os activistas presos em Tiflet estão em celas em modulos com presos de delito comun.

Abdallahi Toubali vai entrar em greve de fome a partir de quinta feira dia 21 de Setembro.

Os detidos do Grupo de Gdeim Izik na prisão de Kenitra estão em celas individuais, também em modulos com presos de delito comun. Este grupo vai estar em greve de fome simbólica de 48h em 19 e 20 de Setembro.

A familia de Abdel Jalil Laaroussi continua sem noticias sobre o seu estado de saúde.

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Tahlil do Grupo de Gdeim Izik transferido de prisão

Mohamed Tahlil preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik foi transferido para a prisão de Ait Melloul.

Tahlil tinha sido transferido na noite de 16 de Setembro para a prisão de Bozakarn, sendo o único membro do grupo nesta prisão.

Segundo informação de familiares dos presos Tahlil encontra-se agora em Ait Melloul onde estavam já Mohamed Lefkir, Mohamed Bani e Sidahmed Lemjeyid do mesmo grupo.

Marrocos iniciou um sistema “roulette” com o objectivo de destabilizar o grupo e dificultar o encontro dos activstas deste grupo com a missão da subcomissão contra a tortura das Nações Unidas que tem prevista uma visita ao Reino de Marrocos no mês de Outubro.

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Presos do Grupo de Gdeim localizados

 Os onze presos politicos do grupo de Gdeim Izik que estavam em paradeiro desconhecido desde a madrugada de dia 16 de Setembro, foram localizados:

 

Prisão de Tifelt 1 
El Bachir Khada, Hassan Dah, Brahim Ismaili  y Cheik Banga

Tifelt 2
Mohamed Lamin Haddi, Khouna Babeit y Toubali Abdelahi

Prisão de Bouzakarn
Mohamed Tahlil

Prisão Ait Melloul
Mohamed Embarek Lefkir, Mohamed Bani y Sidahmed Lemjeyid

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Presos de Gdeim Izik transferidos de prisão – 11 desaparecidos

Na madrugada de sábado, dia 16 de Setembro, 18 dos 19 presos do Grupo de Gdeim Izik foram arbitrariamente transferidos da prisão sem qualquer aviso prévio. Segundo informação das familias Naama Asfari foi o único preso que ficou na prisão de El Arjat, Abdel Jalil Laaroussi foi levado para a prisão de Okacha em Casablanca e um grupo de seis presos :Sidi Abdallahi Abbahah, Houcein Zawi, Abdallahi Lakfawni, Ahmed Sbaai e Mohamed Bourial foram levados para a prisão de Kenitra.

Onze presos estão desaparecidos há mais de 24h, nem as familias nem os advogados são informados do local onde se encontram.

Esta transferência acontece a poucos dias da visita da sub comissão contra a tortura das Nações Unidas a Marrocos.

As autoridades marroquinas tentam com esta manobra dificultar o contacto entre a sub comissão da ONU e o grupo de Gdeim Izik e também enfraquecer a capacidade de reivindicação do grupo.

Lembramos que Marrocos “escondeu” o preso Abdel Jalil Laaroussi, entre os presos de delito comun em 2014 quando o grupo de trabalho sobre as detenções arbitrárias visitou a prisão de Salé, Rabat. Abdel Jalil Laaroussi tinha sido violentamente torturado durante meses e com esta manobra Marrocos impediu o contacto entre o activista e o grupo de trabalho da ONU.

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CEBRAPAZ, Repúdio à decisão peruana de barrar a entrada da embaixadora saráui Jadiyettu El Mohtar

cebrapaz.org.br

Com alarme e indignação, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ) denuncia a situação a que foi submetida, por decisão das autoridades peruanas, no aeroporto de Lima, a embaixadora da República Árabe Saráui Democrática (RASD), Sra. Jadiyettu El Mohtar*, detida no sábado (09/09), para ser eventualmente deportada.

O CEBRAPAZ soma-se a outras organizações civis da América Latina em defesa dos direitos humanos e associações de solidariedade com o povo saráui para demandar explicações e mudança no tratamento inaceitável oferecido à Sra. Jadiyettu El Mohtar, que é, aliás, uma diplomata de um país reconhecido pelo Peru.

Este reconhecimento pressupõe ao Peru deveres diplomáticos além das obrigações de respeito aos direitos humanos que, como denunciado pelo advogado da embaixadora saráui, podem estar ameaçados ao, por exemplo, negar-se o contato do advogado com sua cliente.

As organizações de defesa dos direitos humanos a que nos somamos, inclusive peruanas, também exortam o Peru a retomar suas relações diplomáticas com a RASD com base no direito à autodeterminação dos povos e a igualdade jurídica entre os Estados, como plasmado na Carta das Nações Unidas.

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