Estudantes saharauis condenados a 10 e 3 anos de prisão

Os estudantes saharauis detidos há quase 18 meses, foram ontem condenados tendo 5 penas de 10 anos (Abdelmaoula Elhafidi, Aziz elwahidi, Elbbar elkntawi, Mohamed dada y Mohamed zaakouk) e os restantes 3 anos de prisão.

O seu julgamento foi consecutivamente adiado 12 vezes, até que ontem, dia 6 de Julho, no tribunal de Marraquexe após apenas 8 horas do inicio da sessão lhes foram lidas as sentenças.

Este grupo é conhecido pelos “Companheiros de El Ouali”, jovem estudante assassinado pelas autoridades marroquinas.

Os 17 estudantes (um foi detido e junto ao grupo há poucos meses), eram acusados de provocar a morte premeditada de um civil, destruição de imóveis e incentivar destruição de bens e imóveis.

Os jovens foram detidos após a sua participação em manifestações estudantis saharauis. Até ao momento não foi possível confirmar quais as acusações concretas apresentadas ontem no julgamento, nomeadamente os artículos do código penal que são de extrema importância para apurar qual o enquadramento político da acusação.

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Estudantes saharauis presos vêem o seu julgamento adiado pela 12ª vez

Os estudantes saharauis detidos há quase 18 meses, viram o seu julgamento adiado pela 12ª vez hoje no tribunal de Marraquexe. Este grupo é conhecido pelos “Companheiros de El Ouali”, jovem estudante assassinado pelas autoridades marroquinas.

Os 17 estudantes (um foi detido e junto ao grupo há poucos meses), são acusados de provocar a morte premeditada de um civil, destruição de imóveis e incentivar destruição de bens e imóveis.

Os jovens foram detidos após a sua participação em manifestações estudantis saharauis.

O observador internacional Emílio Garcia, membro da SOGAPS – Galiza e acreditado pela Fundación Sahara Occidental tinha tentado entrar no tribunal de Marraquexe no passado dia 13 de Junho acompanhado de um tradutor, mas foi impedido pelas autoridades marroquinas. O Sr. García após apresentar o passaporte e acreditação necessária foi informado que não lhe era dado entrada no edifício.

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Julgamento de Estudantes saharauis adiado pela 9ª vez

O tribunal de Marraquexe que iniciou a sessão dos estudantes saharauis às 16h00 adiou o julgamento pela 9ª vez, sendo a nova data o dia 9 de Maio.

Na sala apenas foram autorizados os familiares directos com o mesmo apelido.
Os estudantes saharauis detidos de forma arbitrária há mais de um anos e quatro meses sem julgamento, continuam assim em “prisão preventiva”.

O estado de saúde dos estudantes é muito grave devido às torturas e maus tratos e às 6 greves de fome que já realizaram ao longo da sua detenção ilegal.

Os estudantes conhecidos, como grupo El Wali ,reafirmam a sua qualidade de presos políticos, detidos devido às suas actividades sindicais e politicas nas universidades de Agadir e Marraquexe, e classificam a sua detenção arbitrária como uma acção típica de regimes ditatoriais e colonialistas.

A nova data de julgamento coincide com o julgamento de Gdeim Izik.

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Estudantes saharauis em greve de fome totalmente incomunicáveis

Os estudantes saharauis detidos de forma arbitrária há mais de um anos e três meses sem julgamento, que iniciaram a 10 de Abril uma greve de fome de tempo indeterminado foram totalmente isolados pela administração da prisão de Oudaya.

Segundo a última informação das famílias os jovens estão sem visitas, sem poderem ir ao patio e sem contacto com outros presos. O estado de saúde dos estudantes é muito grave devido às torturas e maus tratos e às 5 greve de fome que já realizaram ao longo da sua detenção ilegal.

Esta greve dos estudantes conhecidos como grupo El Wali , é a última forma de protesto que têm disponível. Os 13 grevistas e três que devido ao estado de saúde muito debilitado não participaram greve, viram o seu julgamento novamente adiado no passado dia 28 de Março para 24 de Abril, sendo este o 8º adiamento.

Recordamos que este grupo de presos políticos saharauis já realizou 5 greves de fome exigindo um julgamento justo e o respeito pelas condições básicas e contra as torturas e maus tratos de que têm sido alvo desde a sua detenção arbitrária, tendo uma das greves ultrapassado os 45 dias.

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Estudantes presos políticos saharauis em Greve de Fome

Os estudantes saharauis detidos de forma arbitrária há mais de um anos e três meses sem julgamento, anunciaram hoje dia 10 de Abril o inicio de uma greve de fome de tempo indeterminado. Esta greve é como se pode ler no comunicado dos estudantes conhecidos como grupo El Wali , a última forma de protesto que têm disponível. Os 13 grevistas e três que devido ao estado de saúde muito debilitado não participam na greve, viram o seu julgamento novamente adiado no passado dia 28 de Março, sendo este o 8º adiamento.

O julgamento está agora agendado para 24 de Abril.

Recordamos que este grupo de presos políticos saharauis já realizou 5 greves de fome exigindo um julgamento justo e o respeito pelas condições básicas e contra as torturas e maus tratos de que têm sido alvo desde a sua detenção arbitrária, tendo uma das greves ultrapassado os 45 dias

Os estudantes reafirmam a sua qualidade de presos políticos, detidos devido às suas actividades sindicais e politicas nas universidades de Agadir e Marraquexe, e classificam a sua detenção arbitrária como uma acção típica de regimes ditatoriais e colonialistas.

Este grupo esgotou todas as possibilidades e tentativas de dialogo com a administração da prisão de Oudaya, onde se encontram, tendo que recorrer à greve de fome para poderem reivindicar os seus direitos básicos enquanto prisioneiros políticos.

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Said Ameidan: A minha vingança é a denúncia

Por Isabel Lourenço / Jornal Tornado

Said é um jovem calado e educado, com tristeza nos olhos mas um sorriso fácil, tem uma voz suave e conta em tom baixo a sua história uma mais num role sem fim de sofrimento do povo saharaui.

“O meu maior sofrimento não são as minhas torturas ou o facto da prisão dos meus irmãos, o meu maior sofrimento é o sofrimento da minha mãe. Isso é o que me entristece.”

Quem não conhece os saharauis não ira entender a profundidade deste sentimento, para os saharauis uma mulher é intocável, a violência contra as mulheres é inaceitável, nesta sociedade.

Said foi detido com 17 anos dentro da Escola Secundária, as autoridades de ocupação entraram no edifício para reprimir um protesto pacífico dos estudantes saharauis que são objecto de discriminação e insultos constantes dentro das salas de aulas. No recinto da Escola espancaram-no até sangrar da cabeça, foi torturado durante um dia e solto em seguida, mas por pouco tempo, passado um mês já estava de novo nas mãos do verdugo a ser torturado, 4 dias de detenção arbitrária.

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Julgamento de estudantes saharauis adiado pela sétima vez

O julgamento dos estudantes saharauis detidos em Oudaya, Marraquexe, foi adiado pela setima vez esta terça-feira, dia 14 de Fevereiro de 2017.

A nova data anunciada é dia 28 de Março.

Segundo informação de activistas e familiares os estudantes foram torturados antes da sessão de tribunal de hoje, apresentando feridas graves.

Os estudantes encontram-se assim detidos há de um ano sem julgamento, uma clara violacão da lei marroquina.

Recordamos que este grupo de 14 presos politicos já realizou várias greves de fome exigindo um julgamento justo e o respeito pela condições básicas e contra as torturas e maus tratos de que têm sido alvo desde a sua detenção arbitrária.

O tribunal tinha um forte aparato policial e membros dos serviço secretos marroquinos (DST).

Vários activistas vindos dos territórios ocupados e dezenas de estudantes foram para Marraquexe apoiar os estudantes.

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Estudante saharaui condenado a 4 meses de prisão

Mahmoud Haddi, estudante saharaui foi condenado hoje a uma pena de prisão de 4 meses pelo tribunal de primeira instância de El Aaiun, capital dos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

O jovem foi detido a 31 de dezembro de 2016 pelas autoridades de ocupação marroquinas quando participava numa manifestação pacifica pela autodeterminação do povo saharaui, na rua Tantan em El Aaiun.

As autoridades de ocupação continuam a reprimir, sequestrar e fazer detenções arbitrárias apesar dos recentes posicionamentos da União Europeia e das Nações Unidas.

O aumento de detenções arbitrárias é indicio claro do desrespeito total de Marrocos pela comunidade internacional.

Por outro lado a resistência e determinação  da população saharaui está a aumentar cada vez mais o que se torna evidente na quantidade de jovens que se manifestam apesar da brutal repressão a que estão sujeitos.

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As flores do deserto que estudam, lutam e resistem

Por Isabel Lourenço

Leila tem 20 e poucos anos, uma rapariga de aparência frágil e doce e uma energia transbordante.

É estudante saharaui, estuda inglês numa universidade marroquina como tantos outros estudantes saharauis dos territórios ocupados que não têm outra opção que seja estudar nas universidades localizadas em Marrocos, longe das suas famílias e casas e à mercê da descriminação dos professores do regime de ocupação.

A família de Leila como tantas outras tem presos políticos, desaparecidos e mortos, saharauis cujo único crime é reivindicar o seu direito ancestral à sua terra, à sua pátria.

Conheci esta jovem há três anos quando pela primeira vez foi tradutora durante o julgamento de um preso político saharaui. Lembro-me como estava assustada mas resoluta e com um animo inquebrantável e como apesar de todas as dificuldades conseguiu superar os seus receios e realizar a sua tarefa.

Activista saharaui, luta e resiste de forma não violenta. Quer o seu país livre do ocupante ilegal e não tem dúvida alguma que a vitória será do povo saharaui.

Encontrei-a de novo em várias ocasiões e sempre com a mesma determinação, uma determinação que não esmorece apesar da repressão feroz do ocupante.

Leila vive numa família de mulheres o pai faleceu a mãe não casou de novo e só tem uma irmã. As dificuldades são muitas mas a mãe incentiva as suas filhas assim como o resto da família.

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