Amnestia Internacional condenda expulsão de avogadas de defesa de presos políticos saharauis

“Duas advogadas francesas expulsas de Marrocos. Elas iam visitar os presos saharauis de Gdeim Izik, condenados em Julho 2017 a pesadas penas de prisão num processo manifestamente injusto” Pode – se ler hoje no Twitter da Amnestia Internacional.

Não só a AI condena a expulsão como classifica publicamente o processo de Gdeim Izik como injusto.

Também a EuroMed Rights organização mediterrânica de direitos humanos condena a expulsão.

O presidente da EuroMed Rights, Michel Tubiana, denuncia este novo ataque ao direito de defesa:

“A repressão da Dra. Metton e da Dra. Ouled é inaceitável, em flagrante contradição com o direito internacional e a convenção que liga as ordens de França e Marrocos.

Os advogados têm o direito de assistir os seus clientes ao longo do processo. Proibir as Dras. Metton e Ouled d entrar em Marrocos equivale a proibi-las de exercer a sua missão de defesa.

A EuroMed Rights apela às autoridades marroquinas a reverter esta decisão”

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Advogadas francesas detidas arbitrariamente em Casablanca e expulsas do território marroquino

COMUNICADO DE IMPRENSA

Nós, Ingrid METTON e Olfa OULED, advogadas da ordem de advogados de Paris, expressamos a nossa mais profunda indignação com a nova infração à nossa profissão e a obstrução do exercício dos direitos de defesa.

Como advogadas da defesa dos prisioneiros saharauis, viajamos a Marrocos para visitar os nossos clientes em seu recurso de cassação após sua condenação pelo Tribunal de Recurso de Rabat em 19 de julho de 2017.

Ontem, segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018, fomos abordadas na descida do nosso avião em Casablanca às 20h40. Nossos passaportes foram confiscados. Fomos detidas sem causa, justificação e sem qualquer notificação até até às 14h do dia seguinte antes de sermos expulsas do território.

Por mais de 18 horas, fomos colocadas sob escolta policial na zona internacional do aeroporto de Casablanca e deixados sem informação.

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URGENTE – Observadora noreguesa expulsa do Sahara Occidental

Photo by Ida Bergstrøm/UIB

A Sra. Tone Sørfonn Moe, observadora norueguesa foi expulsa hoje às 12h50, hora local de El Aaiun, capital do território não-autônomo do Sahara Ocidental pelas autoridades marroquinas.

Tone é um estudante de direito norueguesa e foi observadora internacional no julgamento Gdeim Izik, realizado no tribunal de recurso em Salé, Marrocos entre 2016/2017, e é credenciada pela Fundación Sahara Occidental, uma organização que monitora os Direitos Humanos e a situação de os prisioneiros políticos saharauis. Tone deveria observar um processo judicial contra um grupo de prisioneiros políticos em Marraquexe em 12 de dezembro, que foi adiado.

Ela viajou de Agadir para El Aaiún, capital do Sahara Ocidental, no domingo passado, 10 de dezembro.

Às 12h50 de hoje a Sra. Moe envio o seguinte texto:

“De acordo com a polícia, os observadores internacionais não são bem-vindos. De acordo com a polícia, não cheguei de forma legal. Expliquei ao agente civil que cheguei a El Aaiun de táxi de Agadir, e que sou observadora internacional. Fui abordado no meu hotel por cerca de 20 a 25 policiais não uniformizados. 10 desses agentes à civil estavam a filmar-me e a tirar fotografias.

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Marrocos expulsa eurodeputados por medo da verdade

Um grupo de 5 eurodeputados do Intergrupo para o Sahara Ocidental tentou visitar El Aaiun nos territórios ocupados do Sahara Ocidental sob ocupação militar marroquina desde 1975, após a aterragem no aeroporto os eurodeputados foram impedidos de sair do avião e forçados a regressar no mesmo avião a Las Palmas (Espanha). De acordo com declarações da deputada sueca, Bodil Valero, as autoridades pediram-lhes os seus passaportes, no interior do avião, a que os eurodeputados se recusaram.

Diversos passageiros mostraram a sua solidariedade com este grupo de deputados europeus.

A delegação era composta pela deputada sueca Jytte Guteland (S & D), presidente do Intergrupo; Paloma López Bermejo (IU) vice-presidente, Josu Juaristi (EH Bildu), Lidia Senra (Galega Alternativa Esquerdas) de Espanha e Bodil Valero (Verdes / ALE), também sueca, acompanhados por um assistente. O objectivo da vista era realizar reuniões com a sociedade civil saharaui, vítimas de violações dos direitos humanos e ativistas na cidade, além de verificar de perto a situação sob a ocupação marroquina e a mudança demográfica, com a introdução de centenas de milhares de colonos marroquinos.

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POLISÁRIO APELA A UE A CONDENAR A EXPULSÃO DOS EURODEPUTADOS DE MARROCOS

[BRUXELAS, 27 DE OUTUBRO DE 2017]

Marrocos deportou hoje uma delegação de deputados do parlamento europeu da cidade ocupada de El Aaiún no Sahara Ocidental. A delegação, composta por membros do Intergrupo do Parlamento Europeu para o Sahara Ocidental, era liderada pela deputada sueca Jytte Guteland (S & D). Os outros deputados são Paloma Lopez (GUE / NGL), Bodil Valero (Verdes / EFA), Lidia Senra (GUE / NGL) e Josu Juaristi (GUE / NGL).
O representante da Polisario, Mohamed Sidati, declarou hoje que:

“Este é mais um exemplo da tentativa deliberada e contínua de Marrocos de ocultar os seus abusos contínuos e sistemáticos em matéria de direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Falei com a delegação para expressar a nossa solidariedade e agradecemos os seus esforços para ver a situação terrível dos direitos humanos dos saharauis que vivem sob a ocupação ilegal de Marrocos.

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Marrocos realiza expulsões no dia antes do julgamento de Gdeim Izik

No domingo poucas horas antes do inicio da 3a sessão do novo julgamento dos presos politicos saharauis do grupo de Gdeim Izik, marrocos expulsou a Jesús Martín Morillo de Espanha, observador internacional e Claude Mangin, esposa de Naama Asfari, um dos acusados.

Num julgamento que Marrocos pretende apresentar com justo, equitativo e moderno as irregularidades são constantes desde a primeira sessão em dezembro de 2016 que se agravam agora com estas duas expulsões.

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As autoridades de ocupação detiveram e expulsaram jornalista espanhol

 

Fonte: Equipe Mídia

Os serviços secretos cercam a casa de Ahmed Ettanji depois de ter certeza sobre a presença do jornalista espanhol e fotógrafo Bernat Millet.

Às 12h30, a polícia de ocupação marroquina prendeu quatro membros da Equipe mídia (Ettanji Ahmed Brahim Laajil, Mohamed Saleh, Mohamed Hamadi Zarouali E Bachar) juntamente com o jornalista espanhol.

Foram libertados após algumas horas. Bernat foi levado para a esquadra da polícia onde foi interrogado e, em seguida, expulso do Sahara ocupado.

A detenção do jornalista vem no âmbito de uma campanha sistemática para proibir todos os jornalistas e observadores internacionais de ver e denunciar a situação nos territórios ocupados.

Equipe de mídia faz apelo a todas as organizações, para quebrar o bloqueio imposto sobre o Sahara Ocidental pela monarquia marroquina e forçar o regime Alauita a respeitar as convenções internacionais sobre a protecção dos jornalistas saharauis que sofrem repressão pelo ocupante marroquino.

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Claude Mangin chegou esta tarde a Ginebra após expulsão por Marrocos

Segundo informação do Ministério de Negócios Estrangeiros Francês, Claude Mangin regressou à Europa ao aeroporto de Ginebra esta tarde após a sua expulsão de Rabat e Casablanca.

A esposa do preso politico Naama Asfari tinha sido expulsa ontem de Rabat e obrigada a voar para Casablanca. Nesse aeroporto a Sra. Mangin informou que não ia embarcar em nenhum voo e que ia ficar em protesto até lhe ser autorizada a visita ao seu marido.

Marrocos não acedeu e acabou por expulsar Claude também de Casablanca.

O reino alauita mais uma vez não respeita as próprias leis que ditan o direito de visita dos familires directos aos detidos.

A sra. Magin é professora, funcionária pública em França, com residência fixa e sem antecedentes penais.

A única acusação que Marrocos lode fazer é que Claude Mangin tem uma opinião diferente do Reino de Marrocos sobre a legalidade da detenção do seu marido. Opinião essa que foi confirmada pelo próprio tribunal de cassation marroquino ao anular o julgamento militar de 2013 do grupo de Gdeim Izik no qual se insere Naama Asfari.

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Apelo de solidariedade com Claude Mangin

Às 4h30 de hoje Claude Mangin continua no aeroporto de Casablanca, ao frio.

A Sra. Mangin está ha mais de 9horas no aeroporto de Casablanca para onde foi obrigada a ir após a sua expulsão pelas autoridades marroquinas em Rabat.

“Tenho muito frio, estou gelada e sem possibilidade de de aceder a bebida ou alimento.”

Marrocos expulsa a professora Mangin pela única razão de querer impedir que ela possa visitar o seu marido na prisão.

Naama Asfari é um dos presos politicos saharauis do Grupo Gdeim Izik e cumpre uma pena de 30 anos.

O comité contra a tortura das Nações Unidas considerou Marrocos culpado de detenção arbitrária, tortura e julgamento ilegal sem quaisquer evidencias de Naama Asfari ter cometido algum crime, acrescido do facto de ter sido detido um dia antes dos alegados crimes.

Apelamos a todos que manifestem o seu protesto publicamente a mais uma grave violação dos direitos mais elementares destes presos e seus familiares.

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