Seis presos de Gdeim Izik em greve de fome

Mohamed Tahlil preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik, entrou esta noite em greve de fome.

Tahlil encontra-se detido na prisão de Ait Melloul e protesta contra as condições infra humanas a que é submetido, obrigado a dormir no chão sem qualquer manta e sujeito a ameaças e insultos constantes dos presos de delito comun.

Junta-se assim ao seu companheiro Sidahmed Lemjeyid detido na mesma prisão e que iniciou greve de fome, ontem dia 20 de Setembro.

Brahim Ismaili, El Bachir Khadda, Hassan Dah e Cheik Banga detidos en Tiflet 1 também estão em greve de fome desde dia 19.

O grupo de Kenitra que fez uma greve de fome de aviso de 48h a 19 e 20 de Setembro, teve hoje uma reunião com o procurador de Kenitra que pretendia saber quais os motivos da greve.

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Comunicado das Familias do Grupo Gdeim Izik

Após os sequestros realizados pela administração prisional dos presos políticos saharauis do grupo Gdeim Izik, estes últimos foram dispersos em diferentes prisões dentro de Marrocos, sem que suas famílias fossem avisadas.

Depois de se comunicar com alguns destes detidos, a magnitude do sofrimento é clara. A situação de nossos filhos é trágica devido aos maus-tratos e do desejo político de vingança, contrário a todas as regras e convenções internacionais que garantem a sua dignidade e seus direitos. A situação dos prisioneiros políticos saharauis pode ser resumida da seguinte forma:

  • Maltrato por insultos e difamação durante e após a transferência, em particular os detidos de Abdallahi Toubali, Brahim Ismaili em Tiflet 1 e Tiflet 2, e Sidahmed Lemjeyid e Mohamed Bani na prisão de Ait Melloul.
  • Todos os prisioneiros são mantidos em celas isoladas que não têm os requisitos mínimos de higiene. Algumas estão cheias de vermes e ratos e a proximidade dos prisioneiros de delito comum leva a emissões poluentes (cannabis e tabaco). Todos os seus pertences que trouxeram da prisão anterior foram confiscados, como cobertores, roupas, livros e medicamentos.
  • Eles não têm acesso ao tratamento médico exigido pelo seu estado de saúde, em particular Sidahmed Lemjeyid e Brahim Ismaili.
  • O direito de livre acesso aos detidos não é garantido, foi negado o direito de visita à mãe do preso político Mohamed Mbarek Lefkir na prisão de Ait Melloul.

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Situação dos presos políticos de Gdeim Izik deteriora-se

Segundo informação obtida junto dos familiares directos dos presos de Gdeim Izik, as autoridades marroquinas não permitiram aos detidos em Tiflet levarem nada da prisão anterior excepto a roupa.

Brahim Ismaili entrou em greve de fome aberta devido aos maus tratos sufridos, e as condições da cela onde se encontra onde tem que deitar-se no chão de cimento. Todos os seus medicamentos lhe foram retirados.

Os activistas presos em Tiflet estão em celas em modulos com presos de delito comun.

Abdallahi Toubali vai entrar em greve de fome a partir de quinta feira dia 21 de Setembro.

Os detidos do Grupo de Gdeim Izik na prisão de Kenitra estão em celas individuais, também em modulos com presos de delito comun. Este grupo vai estar em greve de fome simbólica de 48h em 19 e 20 de Setembro.

A familia de Abdel Jalil Laaroussi continua sem noticias sobre o seu estado de saúde.

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Presos do Grupo de Gdeim localizados

 Os onze presos politicos do grupo de Gdeim Izik que estavam em paradeiro desconhecido desde a madrugada de dia 16 de Setembro, foram localizados:

 

Prisão de Tifelt 1 
El Bachir Khada, Hassan Dah, Brahim Ismaili  y Cheik Banga

Tifelt 2
Mohamed Lamin Haddi, Khouna Babeit y Toubali Abdelahi

Prisão de Bouzakarn
Mohamed Tahlil

Prisão Ait Melloul
Mohamed Embarek Lefkir, Mohamed Bani y Sidahmed Lemjeyid

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Presos de Gdeim Izik transferidos de prisão – 11 desaparecidos

Na madrugada de sábado, dia 16 de Setembro, 18 dos 19 presos do Grupo de Gdeim Izik foram arbitrariamente transferidos da prisão sem qualquer aviso prévio. Segundo informação das familias Naama Asfari foi o único preso que ficou na prisão de El Arjat, Abdel Jalil Laaroussi foi levado para a prisão de Okacha em Casablanca e um grupo de seis presos :Sidi Abdallahi Abbahah, Houcein Zawi, Abdallahi Lakfawni, Ahmed Sbaai e Mohamed Bourial foram levados para a prisão de Kenitra.

Onze presos estão desaparecidos há mais de 24h, nem as familias nem os advogados são informados do local onde se encontram.

Esta transferência acontece a poucos dias da visita da sub comissão contra a tortura das Nações Unidas a Marrocos.

As autoridades marroquinas tentam com esta manobra dificultar o contacto entre a sub comissão da ONU e o grupo de Gdeim Izik e também enfraquecer a capacidade de reivindicação do grupo.

Lembramos que Marrocos “escondeu” o preso Abdel Jalil Laaroussi, entre os presos de delito comun em 2014 quando o grupo de trabalho sobre as detenções arbitrárias visitou a prisão de Salé, Rabat. Abdel Jalil Laaroussi tinha sido violentamente torturado durante meses e com esta manobra Marrocos impediu o contacto entre o activista e o grupo de trabalho da ONU.

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Presidente da RASD enviou uma carta ao presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha

O Presidente da República Árabe Saharaui Democrática enviou uma carta ao presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O Presidente recordou que os presos políticos devem ser julgados e detidos em território ocupado sob pena de cometer uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra. O presidente também reiterou a necessidade de investigar de forma imparcial as torturas a que foram submetidos os prisioneiros.

O Presidente pediu ao CICV a intervir junto das autoridades de ocupação, em primeiro lugar, para acabar com todas as violações e, em segundo lugar, para garantir que eles são tratados de acordo com as normas do direito internacional humanitária, incluindo a Quarta Convenção de Genebra, que visa proteger os civis.

Declaração M.KHADDAD

Do Secretariado Nacional da Frente Polisário

Coordenador da Frente Polisario para a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental

A Frente Polisário, movimento de libertação nacional do Sahara Ocidental, aderindo à declaração de adesão às Convenções de Genebra foi aceite em 2015 pelo governo Suíço, Estado depositário dos referidos acordos, reafirma o seu firme compromisso para implementar as Convenções Genebra no conflito que opõe Marrocos desde a invasão condenada pela Organização das Nações Unidas (S / RES / 380, 06 de novembro de 1975), o território do Sahara Ocidental.

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Declaração Internacional: Sentenças dos activistas saharauis do grupo Gdeim Izik são ilegais e injustas e mostram o regime de terror da monarquia marroquina

Os abaixo assinados, acadêmicos, ativistas e defensores dos direitos humanos, líderes sociais e políticos, estudantes e jornalistas expressam o seu profundo repúdio e indignação com as sentenças ilegais e injustas dadas a 19 de julho de 2017, pelo Tribunal de Recurso de Rabat, Marrocos , contra 23 activistas sarauís que compõem o chamado Grupo de Gdeim Izik (1), que receberam penas de prisão de entre dois anos e prisão perpétua, após um longo processo cheio de irregularidades e absoluta ausência do devido processo legal.

Os activistas saharauis haviam sido condenados inicialmente pelo tribunal militar de Rabat, em violação das normas e padrões internacionais de direitos humanos, que proíbem que civis sejam julgado num tribunal militar. Na primeira frase, a 17 fevereiro de 2013, o tribunal militar baseou-se em confissões extraídas sob tortura e supostas evidências não estabelecendo ligações directas com os acusado.

Várias organizações regionais e internacionais de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, Acção dos Cristãos para a Abolição da Tortura, a Associação Saharaui das Vítimas de Direitos Humanos graves, a Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento e Human Rights Watch denunciaram e questionaram a acusação.

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IBAHRI lembra a Marrocos a obrigação de investigar alegações de tortura de ativistas saharauis encarcerados

Após mais de 20 ativistas saharauis terem sido encarcerados em Marrocos, com afirmações de que as evidências no julgamento foram obtidas so tortura, o Instituto de Direitos Humanos da Associação Internacional de Advogados (IBAHRI) lembra a este país o seu compromisso internacional de investigar incidentes suspeitos onde houve dor intensa Infligida a indivíduos para forçá-los a “confessar” e / ou a implicar outros em atividades ilegais.

O Copresidente do IBAHRI, embaixador (ret.) Hans Corell comentou: “Como Marrocos ratificou a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Punições Cruéis, Desumanos ou Degradantes em 1993, o IBAHRI lembra às autoridades do país a obrigação de assegurarem a pronta e imparcialidade Investigação sempre que houver motivos razoáveis para acreditar que um ato de tortura foi cometido no seu país. O caso profundamente preocupante dos ativistas saharauis, alguns dos quais enfrentam a prisão perpétua após um julgamento marcado por irregularidades processuais, é certamente um caso em que tal investigação é obrigatória. Como Estado que é parte da Convenção, Marrocos é obrigado a conduzir uma investigação , mesmo sem queixa de uma vítima. A Convenção prevê ainda que qualquer prova obtida através da tortura é inadmissível no tribunal. É evidente que, no caso destes arguidos, Marrocos não cumpriu as suas obrigações.

O comité contra a Torture das Nações Unidas irá visitar Marrocos de 21 a 27 de outubro segundo informação do jornal online lakome2.

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Partido Comunista do Brasil: Condenação de ativistas saarauís desnuda a face cruel da ocupação

A Secretaria de Política e Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil divulgou nesta segunda-feira (31) uma nota de repúdio à condenação de militantes saarauís que lutam pela libertação do Saara Ocidental, ocupado há 42 anos pelo Reino do Marrocos. Leia, abaixo, a íntegra da nota.

Partido Comunista do Brasil: Condenação de ativistas saarauís desnuda a face cruel da ocupação

O PCdoB expressa seu mais veemente protesto contra a injusta condenação de 23 presos políticos saarauís, que foram julgados por um tribunal do Reino do Marrocos.

A República Árabe Saarauí Democrática está com a maior parte do seu território ocupada por tropas do Reino do Marrocos há mais de 40 anos. Durante todo este tempo a população saarauí resiste e luta pela independência de sua pátria.

Em 2010 foi organizado o acampamento de Gdiem Izik (conhecido como “acampamento da dignidade”) nas fronteiras da capital ocupada, El Aaiún, onde se concentraram mais de 20.000 saarauís para denunciar a opressão social, política e econômica promovida pelo invasor. O Acampamento da Dignidade foi atacado pelas forças de ocupação marroquina na madrugada de 8 e 9 de novembro de 2010. Centenas de ativistas foram presos. Os detidos, que participavam de um protesto pacífico, foram torturados e sofreram toda sorte de maus-tratos, repetidas vezes denunciados por entidades internacionais.

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