Tratamento desumano de prisioneiros políticos saharauis em greve de fome

Sidi Abdallahi Abbahah, Abdallahi Lakfawni, El Bachir Boutanguiza e Mohamed Bourial, prisioneiros políticos saharauis do grupo Gdeim Izik, detidos na prisão de Kenitra, em greve de fome e isolamento desde 9 de Março, continuam os seus protestos apesar de toda a pressão.

Depois de várias queixas enviadas pela sua advogada francesa Olfa Ouled, às autoridades judiciais marroquinas, pedindo uma investigação do tratamento desumano a que os prisioneiros são submetidos devido ao isolamento, o estado de saúde dos detidos continua a ser preocupante.

A 21 de Março dois advogados da equipe de defesa visitaram os prisioneiros que estavam muito debilitados.

Deve sublinhar-se que a lei marroquina apenas autoriza o isolamento por motivos de segurança ou de precaução o que não se aplica aos prisioneiros de Gdeim Izik.

Os prisioneiros políticos estão em greve de fome desde 9 de março exigindo que as autoridades marroquinas melhorem as suas condições de detenção, transferindo-os para mais perto das suas famílias.

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Presos políticos saharauis em greve de fome colocados em isolamento

Sidi Abdallahi Abbahah, El Bachir Boutanguiza, Abdallahi Lakfawni e Mohamed Bourial, presos políticos saharauis do grupo de Gdeim Izik que iniciaram hoje uma greve de fome (ver noticia aqui) foram colocados em isolamento hoje às 8h00.

O director da prisão de Kenitra tinha ameaçado ontem os activistas saharauis que todos aqueles que entrassem em greve de fome seriam colocados em isolamento como medida disciplinar.

Recordamos que em Novembro de 2017 e em reacção a uma carta emviada por um conjunto de advogados aos primeiro ministro francês sobre a situação dos presos politicos saharauis, a Delegação Geral da Administração Penitenciária e de Reintegração do Reino de Marrocos publicou um comunicado no qual dizia que devido à obstinação de alguns presos em fazer avisos de greves de fome tinham que aplicar regulamento apropriado contra eles.

O Reino de Marrocos não respeita assim a greve de fome como uma forma de protesto não violenta universalmente reconhecida, mas como uma infracção disciplinar.

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8 presos de Gdeim izik entram em greve de fome

Hoje, dia 9 de Março, os presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik, Brahim Ismaili, Mohamed Mbarek Lefkir, Sidahmed Lemjeyid e Mohamed Bani detidos em Ait Melloul e El Bachir Boutanguiza, Mohamed Bourial, Abdallahi Lakfawni e Sidi Abdallahi Abbahah detidos em Kenitra entram em greve de Fome.

Os activistas saharauis detidos em 2010 durante e após o desmantelamento de Gdeim Izik têm sido victimas de tortura, maus tratos, detenção arbitrária, um julgamento militar ilegal, um segundo julgamento em tribunal civil sem garantias de um processo justo e baseado apenas em actas redactas pela polícia assinadas sob tortura.

A 16 de Setembro de 2017 o grupo de 19 detidos foi dispersado por várias prisões no Reino de Marrocos, durante e após a transferência foram novamente vitimas de maus tratos.

A 4 de Dezembro de 2017 Sidi Abdallahi Abbahah e Ahmed Sbaai foram postos em isolamento em dois wc exíguos com as luzes acessas 24h espancados e maltrarados durante dez dias.

Após inúmeras denúncias que não tiveram qualquer resposta por parte das autoridades marroquinas e um estado de saúde muito debilitado devido aos maus tratos e negligência médica os 4 membros do grupo detidos Ait Melloul e 4 detidos em Kenitra decidiram entrar em greve de fome exigindo os seus direito mais elementares como o é direito de visita, assistência médica adequada, e oitras.

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Hamadi Naciri entra em coma ao 13º dia de greve de fome

No sábado, 30 de Abril, Hamadi Naciri entrou em coma após 13 dias de greve de fome e fui levado às urgências do hospital de Smara.

Hamadi Naciri e Gabal Jouda, iniciaram uma greve de fome aberta em frente ao edifico da administração de Smara contra as represálias arbitrárias que têm sofrido devido à sua condição de activistas saharauis e contra a política de apartheid promovida pelo regime de ocupação marroquino a 17 de Abril passado.

Hamadi Naciri, Presidente da Organização Freedom Sun para a Protecção dos Defensores dos Direitos Humanos Saharauis e a Sra. Gabbal Jouda, membro fundador da mesma organização, reivindicam o respeito pelos seus direitos sociais e económicos que lhes são negados pelo regime de ocupação e apartheid marroquino.

Os dois activistas esperam com esta acção alertar a comunicação social para os problemas diários de sobrevivência da população saharaui, entre os quais o deslocamento forçado para território marroquino através da recolocação laboral e o controle da alimentação.

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Estudantes saharauis em greve de fome totalmente incomunicáveis

Os estudantes saharauis detidos de forma arbitrária há mais de um anos e três meses sem julgamento, que iniciaram a 10 de Abril uma greve de fome de tempo indeterminado foram totalmente isolados pela administração da prisão de Oudaya.

Segundo a última informação das famílias os jovens estão sem visitas, sem poderem ir ao patio e sem contacto com outros presos. O estado de saúde dos estudantes é muito grave devido às torturas e maus tratos e às 5 greve de fome que já realizaram ao longo da sua detenção ilegal.

Esta greve dos estudantes conhecidos como grupo El Wali , é a última forma de protesto que têm disponível. Os 13 grevistas e três que devido ao estado de saúde muito debilitado não participaram greve, viram o seu julgamento novamente adiado no passado dia 28 de Março para 24 de Abril, sendo este o 8º adiamento.

Recordamos que este grupo de presos políticos saharauis já realizou 5 greves de fome exigindo um julgamento justo e o respeito pelas condições básicas e contra as torturas e maus tratos de que têm sido alvo desde a sua detenção arbitrária, tendo uma das greves ultrapassado os 45 dias.

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Estudantes presos políticos saharauis em Greve de Fome

Os estudantes saharauis detidos de forma arbitrária há mais de um anos e três meses sem julgamento, anunciaram hoje dia 10 de Abril o inicio de uma greve de fome de tempo indeterminado. Esta greve é como se pode ler no comunicado dos estudantes conhecidos como grupo El Wali , a última forma de protesto que têm disponível. Os 13 grevistas e três que devido ao estado de saúde muito debilitado não participam na greve, viram o seu julgamento novamente adiado no passado dia 28 de Março, sendo este o 8º adiamento.

O julgamento está agora agendado para 24 de Abril.

Recordamos que este grupo de presos políticos saharauis já realizou 5 greves de fome exigindo um julgamento justo e o respeito pelas condições básicas e contra as torturas e maus tratos de que têm sido alvo desde a sua detenção arbitrária, tendo uma das greves ultrapassado os 45 dias

Os estudantes reafirmam a sua qualidade de presos políticos, detidos devido às suas actividades sindicais e politicas nas universidades de Agadir e Marraquexe, e classificam a sua detenção arbitrária como uma acção típica de regimes ditatoriais e colonialistas.

Este grupo esgotou todas as possibilidades e tentativas de dialogo com a administração da prisão de Oudaya, onde se encontram, tendo que recorrer à greve de fome para poderem reivindicar os seus direitos básicos enquanto prisioneiros políticos.

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Presos politicos saharauis na prisão negra de el Aaiun, em greve de fome, castigados e isolados

Após a denúncia de Ali Saadoni que foi difundida ontem sobre a greve de fome que Saadoni, Aargoubi e Elfak iniciaram há 11 dias e o seu depoimento como preso político que defende e continuará a defender o direito à autodeterminação do povo saharaui, a administração da prisão negra de El Aaiun colocou os três grevistas em celas de Isolamento total.

Os presos políticos foram despojados dos seus parcos pertences e apesar de estarem em greve de fome e em condições de saúde preocupantes estão agora detidos em celas de isolamento individuais.

O vídeo de Saadoni que foi feito na prisão de forma clandestina foi divulgado em vários grupos de whatsapp, o que provocou a retaliação da administração da prisão.

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9º dia de greve de fome de Presos politicos saharauis na prisão negra de El Aaiún

Os presos politicos saharauis Ali Saadouni, Nouradin Elargoibi e Khaliehna Elfak iniciaram uma greve de fome a 4 de janeiro uma vez que a administração da prisão não cumpriu as promessas que fez após os vários protestos dos presos para respeitar os seus direitos básicos e ao continuo adiamento do seu julgamento.

Ali Saadoni fez uma declaração hoje na qual explica que a única razão para a os 2 anos de prisão a que foram condenados, é a sua luta pela autodeterminação do Sahara Ocidental, um direito inalienável do Povo Saharaui.

Irão continuar a greve de fome até que sejam tratados de acordo com os estandartes mínimos para presos das Nações Unidas.

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Presos saharauis na prisão Negra de El Aaiun iniciam greve de fome

O preso politico Ali Saadoni apresentou à administração da prisão negra uma queixa relativa à proibição de utilização do telefone conforme é direito dos detidos assim como a proibição de visitas.

Os três presos politicos saharauis Ali Saadouni, Nouradin Elargoibi e Khaliehna Elfak avisaram que irão iniciar uma greve de fome hoje, 4 de janeiro 4, uma vez que a administração da prisão não cumpriu as promessas que fez após os vários protestos dos presos para respeitar os seus direitos básicos e ao continuo adiamento do seu julgamento.

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Presos politicos saharauis entram em greve de fome aberta na prisão de El Aaiun

Ali Saadoni, Nouradin Elargoubi e Khaliehna Elfak, activistas saharauis que estão a aguardar julgamento na prisão negra de El Aaiun, anunciaram que irão entrar em greve de fome de tempo indeterminado amanha dia 15 de Dezembro.

Os três activistas que já tinham feito um protesto no dia internacional de direitos humanos com um protesto sentado no pátio da prisão.

Os presos politicos denunciam as condições degradantes da prisão, o facto de estarem detidos com presos de delito comun, a proibição de visitas dos seus familiares e o adiamento do julgamento por duas vezes consecutivas, estando agora anunciado para o próximo dia 21 de Dezembro.

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Aziz Aluahadi transferido de urgência para o hospital após 43 dias de Greve de Fome

15211793_1560686800614325_499962756_nAziz Aluahadi que entrou hoje, dia 5 de Novembro no seu 43 dia de greve de fome teve que ser transferido de urgência da prisão de Oudaya, Marraquexe para o hospital dessa cidade.

Segundo informação da família Aziz vomitava sangue para além de um estado geral muito debilitado.

Aziz Aluahadi estudante saharaui e activista de direitos humanos aguarda julgamento há mais de 9 meses. O grupo de 14 estudantes presos políticos do qual faz parte foram detidos e torturados e exigem o direito a um julgamento justo.

Os jovens foram detidos devido à sua participação em manifestações pacíficas exigindo o direito de autodeterminação do povo saharaui.

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