Marrocos adia julgamento de jornalista saharaui

O tribunal de primeira instância de El Aaiún adiou hoje para 14 de Maio o julgamento de Laaroussi Ndour, detido arbitrariamente no passado dia 2 de Maio.

O fotógrafo e editor do Bentilli Center, um dos vários grupos de comunicação social saharauis dos territórios ocupados, que diariamente denunciam e filmam as violações dos direitos humanos no Sahara Ocidental cometidas por Marrocos foi detido de forma violenta na Avenida Smara segundo testemunhas várias.

Esta manhã quando foi presente a tribunal não tinha o aparelho auditivo que necesita e que lhe foi retirado pelas autoridades de ocupação marroquinas.

O julgamento teve que ser adiado uma vez que Ndour estava com dificuldades de audição.

Amigos, activistas e familiares foram ao tribunal demonstrar o seu apoio ao jornalista e em protesto pela sua detenção arbitrária.

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Marrocos detém jornalista saharaui – Dia Internacional da Liberdade de Imprensa

Um dia antes do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, as autoridades de ocupação marroquinas detiveram Laaroussi Ndour, fotógrafo e editor do Bentilli Center, um dos vários grupos de comunicação social saharauis dos territórios ocupados, que diariamente denunciam e filmam as violações dos direitos humanos no Sahara Ocidental cometidas por Marrocos.

A detenção do jornalista Ndour enquadra-se na política sistemática de silenciar os meios de comunicação saharauis, cujos jornalistas são perseguidos e vitimas de maus tratos, torturas e detenções.

Laaroussi Ndour de 26 anos foi detido na noite de 2 de março de 2018 na rua Smara em El Aaiún, capital do Sahara Ocidental ocupado. Segundo testemunhas o jornalista foi detido por um grupo da polícia marroquina e transferido num carro da polícia para a esquadra central. Este jovem jornalista saharaui tem sido perseguido várias vezes pelas autoridades de ocupação por causa das suas convicções políticas.

Bentili, responsabiliza o Estado marroquino pela integridade física de Larousse Ndour , e condena veementemente esta retaliação contra os jornalistas Saharaui.

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As autoridades de ocupação colocaram dois jornalistas saharauis na prisão de El Aaiún ocupado

Aaiún ocupada. (Equipe Media) – As autoridades de ocupação marroquinas, em 1 de abril de 2018, levaram dois jornalistas saharauis para a prisão negra em El Aaiún ocupada; depois de passarem 72 horas em prisão preventiva dentro da esquadra de polícia na cidade de Smara ocupada.

As falsas acusações que as autoridades de ocupação fabricaram, contra os dois jornalistas, são: tentativa de homicídio de um policial, barricadas e funcionários públicos humilhantes no desempenho de suas funções. Ambos os jornalistas – Mohamed Salem Mayara e o fotógrafo Mohamed Aljomayaai – foram presos num café em vias públicas.

A detenção ocorreu um dia após a publicação de um relato televisivo saharaui que mostra os protestos saharauis, o caos da segurança na cidade que levou os colonos marroquinos a atacarem os activistas saharauís, ferindo mais de cinco deles. O relatório também mostra quando os ativistas são transferidos para o hospital da cidade, e lhes é negado atendimento médico.

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A News Network Activists denuncia violações contra jornalistas no Sahara Ocidental

Num relatório publicado pela News Network Activists, grupo de jornalistas saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, é denunciada a perseguição e ataques de qua são vitimas os jornalistas pelas autoridades de ocupação marroquinas.

Segundo se pode ler no relatório em menos de um mês registaram-se ataques, sequestros, espancamentos, agressões violentas e confiscação de equipamento fotográfico, câmaras e telemóveis de vários jornalistas saharauis por parte de agentes das forças marroquinas.

Este relatório (ver aqui) é mais um elemento que documento a falta de liberdade de expressão nos territórios ocupados e a brutal repressão a que são sujeitos todos aqueles que tentam documentar as violações cometidas pelo Reino de Marrocos contra a população saharaui.

O Sahara Ocidental está ilegalmente ocupado por Marrocos desde 1975 quando Espanha abandonou esta colónia sem finalizar o processo de descolonização.

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Jornalista saharaui sob ameaça

Mbarek El Fahimi
Mbarek El Fahimi

Mbarek El Fahimi, jornalista da Nuchataa Press, meio de comunicação online saharaui, tem a sua casa e movimentos sob vigilância policial desde 11 de Junho deste ano.

O jornalista e estudante universitário saharaui, foi detido 5 vezes pelas autoridades de ocupação marroquinas entre 2011 e 2014 devido à sua participação em manifestações não violentas contra a ocupação marroquina do Sahara Ocidental e pelo direito do povo saharaui à autodeterminação de acordo com as resoluções das Nações Unidas.

De acordo com as declarações de Mohamed Daddi, jornalista saharaui de 24 anos, que foi detido a 13 de Março em Rabat, quando estava a fazer uma reportagem sobre o julgamento do grupo de Gdeim Izik, o Chefe distrital de segurança marroquino de El Aaiun, deixou claro que pretende deter Mbarek El Fahimi e que este jornalista é um dos alvos das autoridades marroquinas.

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Said Ameidan: A minha vingança é a denúncia

Por Isabel Lourenço / Jornal Tornado

Said é um jovem calado e educado, com tristeza nos olhos mas um sorriso fácil, tem uma voz suave e conta em tom baixo a sua história uma mais num role sem fim de sofrimento do povo saharaui.

“O meu maior sofrimento não são as minhas torturas ou o facto da prisão dos meus irmãos, o meu maior sofrimento é o sofrimento da minha mãe. Isso é o que me entristece.”

Quem não conhece os saharauis não ira entender a profundidade deste sentimento, para os saharauis uma mulher é intocável, a violência contra as mulheres é inaceitável, nesta sociedade.

Said foi detido com 17 anos dentro da Escola Secundária, as autoridades de ocupação entraram no edifício para reprimir um protesto pacífico dos estudantes saharauis que são objecto de discriminação e insultos constantes dentro das salas de aulas. No recinto da Escola espancaram-no até sangrar da cabeça, foi torturado durante um dia e solto em seguida, mas por pouco tempo, passado um mês já estava de novo nas mãos do verdugo a ser torturado, 4 dias de detenção arbitrária.

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Jornalistas saharauis, mulheres que desafiam a opressão de Marrocos

mujeres periodistas saharauis

No mundo ocidental a realidade do Sahara Ocidental é desconhecida devido ao black out mediático imposto por Marrocos, ocupante ilegal desde 1975 de um dos territórios mais ricos de África. Este silêncio mediático imposto impede os jornalistas estrangeiros a entrar nos territórios ocupados, e os poucos que conseguem entrar são perseguidos e expulsos como foi o caso mais recente de Robert McShane da revista The Economist.

Os jovens saharauis dos territórios ocupados rompem este silêncio através de vários meios de comunicação social saharauis na Internet, que difundem online e através de aplicações para smartphones.

Num ambiente de extrema vigilância e violência os repórteres saharauis arriscam a sua integridade física diariamente, trabalhando de forma clandestina. Os e as jovens desenvolveram formas de conseguir fazer sair alguma informação e imagens sobre o terror que o seu povo vive sob ocupação marroquina, o saque dos recursos naturais e o apartheid social, económico e político a que estão sujeitos.

Durante o julgamento do grupo de presos políticos de Gdeim Izik que se realizou a mais de 1000km de distância do Sahara Ocidental, em Rabat várias equipas saharauis cobriram os acontecimentos. Vivendo sem condições e sem qualquer tipo de ingresso realizam o impossível.

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Aumento da repressão contra jornalistas no Sahara Ocidental

periodistas saharauis

Equipe de mídia e outros grupos de comunicação social saharaui alertam para uma nova vage de detenções, condenações, ataques físicos e represálias contra jornalistas saharauis, e instam as organizações internacionais de direitos humanos para colocar pressão sobre Marrocos para respeitar o direito à liberdade de informação no Sahara ocupado.

Em 2016 foram vários os jornalistas internacionais expulsos à forças dos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

O reino de Marrocos quer silenciar e isolar o povo saharaui, para permitir vender uma imagem que não corresponde à verdade.

Este território não é comparável em termos de isolamento a nenhum outro, rodeado por um muro de 2720km altamente fortificado militarmente, e com apenas duas entradas terrestres com postos fronteiriços ilegais marroquinos, sem presença de nenhuma organização internacional no terreno, nem consulados nem embaixadas e com um contingente de paz da ONU (MINURSO) que foi expulso em 2016 e ainda não conseguiu atingir de novo a sua capacidade total . No entanto a MINURSO também não é garante de segurança uma vez que é totalmente ineficaz no cumprimento da sua tarefa assignada em 1991 e que continua por concretizar, a realização de um referendo pela autodeterminação. O Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos desde 1975, é praticamente inacessível para os meios de comunicação e observadores internacionais de direitos humanos, dezenas de jornalistas e observadores estrangeiros foram expulsos do território ou foi-lhes negada a entrada. Em Janeiro de 2017 foi expulso à força, Robert McShane, jornalista do jornal “The Economist” e ameaçado.

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Jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil condenados a 3 e 4 meses

Equipe Media

Segundo informação do advogado Abdullah Chalok o tribunal de primeira instância de Guelmim (sul de Marrocos) condenou a 29 de Novembro os jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil a 4 e 3 meses respectivamente.

Os jornalistas continuam com pena suspensa, as autoridades de ocupação prenderam em 30 de setembro de 2016 a Said Amidan e Brahim Laajil em Guelmim, quando estavam a caminho de Agadir para estudar na universidade. Nesse momento foram confiscados todos os seus pertences e foram torturados durante o interrogatório de 72 horas antes de serem postos em liberdade condicional.

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Tribunal de Guelmim adia julgamento dos jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil

Equipe Media

Fonte: Equipe Media

O tribunal de primeira instância de Guelmim (sul de Marrocos) adiou para 29 de Novembro o julgamento dos jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil.

A audiência começou às nove horas na presença dos acusados e seu advogado, Abdullah Chalok, que apresentou documentos e provas refutando as acusações e alegações contidas nos registos da polícia judiciária.

O juiz não falou na audiência, nem dirigiu perguntas aos acusados, expondo apenas a decisão de adiamento do julgamento para essa data.

Na audiência de hoje estiveram presentes os de ativistas de direitos humanos Moutik Khadija Abdullah Hassan, Leila Fakhouri e Hassana Abba.

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Apelo para libertação de jornalistas saharauis

urgente

1 de outubro de 2016, porunsaharalibre.org

Caros amigos/as,

apelamos a todos/as que enviem a carta abaixo em espanhol para os três e-mails listados.

  • Sr. David Kaye (Relator Especial para a Liberdade de Expressão da ONU) – freedex@ohchr.org
  • International Federation of Journalists –ifj@ifj.org
  • Sra. Elena Valenciano, Presidente do DROI (Direitos Humanos) da União Europeia – droi-secretariat@ep.europa.eu

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