Jornalista saharaui sob ameaça

Mbarek El Fahimi
Mbarek El Fahimi

Mbarek El Fahimi, jornalista da Nuchataa Press, meio de comunicação online saharaui, tem a sua casa e movimentos sob vigilância policial desde 11 de Junho deste ano.

O jornalista e estudante universitário saharaui, foi detido 5 vezes pelas autoridades de ocupação marroquinas entre 2011 e 2014 devido à sua participação em manifestações não violentas contra a ocupação marroquina do Sahara Ocidental e pelo direito do povo saharaui à autodeterminação de acordo com as resoluções das Nações Unidas.

De acordo com as declarações de Mohamed Daddi, jornalista saharaui de 24 anos, que foi detido a 13 de Março em Rabat, quando estava a fazer uma reportagem sobre o julgamento do grupo de Gdeim Izik, o Chefe distrital de segurança marroquino de El Aaiun, deixou claro que pretende deter Mbarek El Fahimi e que este jornalista é um dos alvos das autoridades marroquinas.

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Said Ameidan: A minha vingança é a denúncia

Por Isabel Lourenço / Jornal Tornado

Said é um jovem calado e educado, com tristeza nos olhos mas um sorriso fácil, tem uma voz suave e conta em tom baixo a sua história uma mais num role sem fim de sofrimento do povo saharaui.

“O meu maior sofrimento não são as minhas torturas ou o facto da prisão dos meus irmãos, o meu maior sofrimento é o sofrimento da minha mãe. Isso é o que me entristece.”

Quem não conhece os saharauis não ira entender a profundidade deste sentimento, para os saharauis uma mulher é intocável, a violência contra as mulheres é inaceitável, nesta sociedade.

Said foi detido com 17 anos dentro da Escola Secundária, as autoridades de ocupação entraram no edifício para reprimir um protesto pacífico dos estudantes saharauis que são objecto de discriminação e insultos constantes dentro das salas de aulas. No recinto da Escola espancaram-no até sangrar da cabeça, foi torturado durante um dia e solto em seguida, mas por pouco tempo, passado um mês já estava de novo nas mãos do verdugo a ser torturado, 4 dias de detenção arbitrária.

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Jornalistas saharauis, mulheres que desafiam a opressão de Marrocos

mujeres periodistas saharauis

No mundo ocidental a realidade do Sahara Ocidental é desconhecida devido ao black out mediático imposto por Marrocos, ocupante ilegal desde 1975 de um dos territórios mais ricos de África. Este silêncio mediático imposto impede os jornalistas estrangeiros a entrar nos territórios ocupados, e os poucos que conseguem entrar são perseguidos e expulsos como foi o caso mais recente de Robert McShane da revista The Economist.

Os jovens saharauis dos territórios ocupados rompem este silêncio através de vários meios de comunicação social saharauis na Internet, que difundem online e através de aplicações para smartphones.

Num ambiente de extrema vigilância e violência os repórteres saharauis arriscam a sua integridade física diariamente, trabalhando de forma clandestina. Os e as jovens desenvolveram formas de conseguir fazer sair alguma informação e imagens sobre o terror que o seu povo vive sob ocupação marroquina, o saque dos recursos naturais e o apartheid social, económico e político a que estão sujeitos.

Durante o julgamento do grupo de presos políticos de Gdeim Izik que se realizou a mais de 1000km de distância do Sahara Ocidental, em Rabat várias equipas saharauis cobriram os acontecimentos. Vivendo sem condições e sem qualquer tipo de ingresso realizam o impossível.

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Aumento da repressão contra jornalistas no Sahara Ocidental

periodistas saharauis

Equipe de mídia e outros grupos de comunicação social saharaui alertam para uma nova vage de detenções, condenações, ataques físicos e represálias contra jornalistas saharauis, e instam as organizações internacionais de direitos humanos para colocar pressão sobre Marrocos para respeitar o direito à liberdade de informação no Sahara ocupado.

Em 2016 foram vários os jornalistas internacionais expulsos à forças dos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

O reino de Marrocos quer silenciar e isolar o povo saharaui, para permitir vender uma imagem que não corresponde à verdade.

Este território não é comparável em termos de isolamento a nenhum outro, rodeado por um muro de 2720km altamente fortificado militarmente, e com apenas duas entradas terrestres com postos fronteiriços ilegais marroquinos, sem presença de nenhuma organização internacional no terreno, nem consulados nem embaixadas e com um contingente de paz da ONU (MINURSO) que foi expulso em 2016 e ainda não conseguiu atingir de novo a sua capacidade total . No entanto a MINURSO também não é garante de segurança uma vez que é totalmente ineficaz no cumprimento da sua tarefa assignada em 1991 e que continua por concretizar, a realização de um referendo pela autodeterminação. O Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos desde 1975, é praticamente inacessível para os meios de comunicação e observadores internacionais de direitos humanos, dezenas de jornalistas e observadores estrangeiros foram expulsos do território ou foi-lhes negada a entrada. Em Janeiro de 2017 foi expulso à força, Robert McShane, jornalista do jornal “The Economist” e ameaçado.

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Jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil condenados a 3 e 4 meses

Equipe Media

Segundo informação do advogado Abdullah Chalok o tribunal de primeira instância de Guelmim (sul de Marrocos) condenou a 29 de Novembro os jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil a 4 e 3 meses respectivamente.

Os jornalistas continuam com pena suspensa, as autoridades de ocupação prenderam em 30 de setembro de 2016 a Said Amidan e Brahim Laajil em Guelmim, quando estavam a caminho de Agadir para estudar na universidade. Nesse momento foram confiscados todos os seus pertences e foram torturados durante o interrogatório de 72 horas antes de serem postos em liberdade condicional.

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Tribunal de Guelmim adia julgamento dos jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil

Equipe Media

Fonte: Equipe Media

O tribunal de primeira instância de Guelmim (sul de Marrocos) adiou para 29 de Novembro o julgamento dos jornalistas da Equipe Media, Said Amidan e Brahim Laajil.

A audiência começou às nove horas na presença dos acusados e seu advogado, Abdullah Chalok, que apresentou documentos e provas refutando as acusações e alegações contidas nos registos da polícia judiciária.

O juiz não falou na audiência, nem dirigiu perguntas aos acusados, expondo apenas a decisão de adiamento do julgamento para essa data.

Na audiência de hoje estiveram presentes os de ativistas de direitos humanos Moutik Khadija Abdullah Hassan, Leila Fakhouri e Hassana Abba.

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Apelo para libertação de jornalistas saharauis

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1 de outubro de 2016, porunsaharalibre.org

Caros amigos/as,

apelamos a todos/as que enviem a carta abaixo em espanhol para os três e-mails listados.

  • Sr. David Kaye (Relator Especial para a Liberdade de Expressão da ONU) – freedex@ohchr.org
  • International Federation of Journalists –ifj@ifj.org
  • Sra. Elena Valenciano, Presidente do DROI (Direitos Humanos) da União Europeia – droi-secretariat@ep.europa.eu

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Detenção de dois jornalistas de de Equipe Media em Guelmin

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Fonte: Equipe Media, El Aaiún, Sahara Occidental ocupado

Sexta-feira 30 de setembro de 2016, às 14 h:. 5 horas estamos sem notícias dos nossos colegas jornalistas Said Amidan e Brahim Laajail.

Os dois jornalistas da Equipe Media, estudantes em Agadir, viajando a bordo de um autocarro Supratours (uma subsidiária da empresa nacional marroquina ONCF), no percurso -Agadir El Aaiun.

Estavam de regresso à faculdade para o início do ano lectivo. Said está no segundo ano de Direito Privado e Brahim Laajail licenciado em Sociologia, está no segundo ano de Direito Público.

Ás 14 h., Said enviou uma mensagem de texto para Ahmed Ettanji, presidente da Equipe de Media, para informar que a polícia marroquina os deteve no autocarro no posto de controle a sul de Guelmim (sul de Marrocos) e que foram levados para a sede da polícia da cidade. Ao telefonar em resposta ao seu sms, o telefone tocou sem haver resposta.

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Jornalista saharaui detido e assediado pelas autoridades de ocupação

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22 de setembro de 2016, porunsaharalibre.org

Dia 22 de Setembro o jornalista saharaui Abrabou Badi foi detido pelas autoridades marroquinos que o interrogaram durante varias horas acabando por ser libertado no final da noite.

Badi ia filmar o testemunho do seu irmão Mustafaa Almarufi que tinha sido violentamente espancado pelas forças de ocupação.

Almarufi é professor num instituto em El Aaiun e tem salários em atraso. Ao protestar junto do director marroquino do instituto exigindo os seus direitos as forças de ocupação investiram selvaticamente.

O apartheid politico, economico e social a que são sujeitos os saharauis nos territórios ocupados agrava-se diariamente com o empobrecimento forçado da população.

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