Organização portuguesa pede intervenção do parlamento pela independência do Sahara

24.sapo.pt.- O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) pediu hoje ao parlamento que intervenha junto do Governo português, das autoridades marroquinas e das Nações Unidas para defender o direito à autodeterminação do povo saharauí.

“Solicitamos que intervenham junto da ONU, do Governo português ou de Marrocos, das formas que puderem, porque há direitos que não são respeitados e decisões da ONU que não são respeitadas”, afirmou hoje a presidente da direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Ilda Figueiredo, durante uma audiência com a comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros.

A responsável defendeu também a necessidade de respeitar o “direito humanitário” dos presos políticos saharauís.

A situação destes detidos foi descrita pelo representante da Frente Polisário em Portugal, Mohamed Fadel, como o problema mais relevante quanto aos direitos humanos “nos territórios ocupados por Marrocos”.

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Seminário sobre Sahara Ocidental no Porto

Organizado pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, celebrou-se ontem 15 de março um seminário sobre o Sahara Ocidental, na Cooperativo do Povo Portuense, com a participação de Mohamed Fadel, delegado de Frente Polisario em Portugal e Isabel Lourenço activista de direitos humanos, membro da Fundación Sahara Occidental e  colaboradora do porunsaharalibre.

Mohamed Fadel iniciou o debate com um breve resumo histórico e informação sobre os últimos desenvolvimentos do conflito, nomeadamente as recentes decisões do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Após a projecção de um video sobre a realidade vivido nos território ocupados, Isabel Loourenço abordou a questão deste território, uma enorme prisão a céu aberto, onde as forças de ocupação marroquinas invadem as casas da população saharaui sem respeitar nem crianças, nem idosos, e falou sobre as manifestações desta população exigindo a garantia dos seus direitos económicos e sociais e o direito a autodeterminação que são reprimidas de forma violenta.

Abordou ainda o silêncio meditático imposto ao território assim a expulsão de observadores se jornalistas.

A activista explicou a de forma resumida o acampamento de protesto conhecido por Gdeim Izik as consequentes detenções, torturas e sequestros.

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Conferências sobre Sahara Ocidental no Porto

Nos próximos dia 15 e 16 de Março, realizara-se-ão no Porto dois seminários sobre o Sahara Ocidental organizadas pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto.

Os seminários têm como titulo “Sahara Ocidental balanço de um processo de Paz adiado” e contarão com a participação do Sr. Mohamed Fadel, delegado da Frente Polisario em Portugal e Isabel Lourenço, activista de direitos humanos membro da Fundación Sahara Ocidental e colaboradora do porunsaharalibre.

No dia 15 o seminário terá lugar na Cooperativa Porto Portuense pelas 21h30 e no dia 16 no Anfiteatro 2 do GAE2 na Faculdade de Letras do Porto, pelas 17h00.

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Parlamento Português aprova voto sobre Sahara Ocidental

No dia 9 de Março 2018, foi aprovado, um voto apresentado pelo Bloco de Esquerda pelo relançamento do processo negocial sobre o Sahara Ocidental, “sob a égide das Nações Unidas”.

No voto, exprime-se a “profunda convicção de que este é um momento para uma solução política” que garanta a autodeterminação do povo do Sahara ocidental” e é destacado o encontro, em 06 de março, em Lisboa, do enviado do secretário-geral da ONU com representantes de Marrocos.

O voto foi aprovado com os votos do Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português, Partido Ecologista “Os Verdes”, PAN (Pessoas-Animais-Natureza) e o Partido Socialista. O PSD (Partido Social Democrata) votou contra e o CDS absteve-se.

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Pergunta do PCP ao governo português sobre situação dos presos políticos saharauis

Na pergunta dirigida ao Governo (através dos Ministério dos Negócios Estrangeiros) pela Senhora Deputada Carla Cruz, do Grupo Parlamentar do PCP, sobre a “Situação dos presos políticos saharauis”, o PCP questiona o governo se tem conhecimento ou contactou as instituições internacionais sobre este assunto.

O grupo parlamentar do PCP tem dirigido várias perguntas ao governo sobre esta matéria e a grave violação dos direito humanos por parte da força de ocupação marroquina nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Esta bancada parlamentar tem ainda apresentado votos e moções pela libertação dos presos políticos saharauis e pelo respeito do direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação, que tem sido aprovados pela maioria dos deputados dos vários partidos representados na Assembleia da República.

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FRENTE POLISARIO NA FESTA DO AVANTE 2017

A Frente Polisario participa na 41a primeira edição da Festa do Avante com um stand político e uma delegação politica encabeçada pelo delegado Ahmed Fal.

No sábado dia 2 às 18h00 de Setembro realizar-se-á um acto de solidariedade com o povo saharaui.

A questão dos presos políticos saharauis é o tema central do stand este ano. Muitos são os visitantes da festa que se acercam do stand da Polisario para declarar a sua solidariedade com o povo saharauis e os presos, em especial com o grupo de Gdeim Izik.

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A CGTP-IN expressa o seu repúdio pela sentença de Gdeim Izik

A CGTP-IN expressa o seu repúdio pela sentença decretada pelo tribunal marroquino aos 20 activistas Saarauís presos no protesto pacífico de Gdeim Izik.

O chamado “acampamento da dignidade” foi um protesto pacífico de mais de 20.000 Saarauís contra o despedimento massivo de trabalhadores e trabalhadoras Saarauís, os julgamentos arbitrários e sem garantia, uma actuação que prossegue a continuada violação dos direitos humanos deste povo por parte do Reino de Marrocos.

Uma decisão ilegítima que procura intimidar todo um povo e negar-lhe o seu inalienável direito à auto-determinação, perpetuando a política de exploração e saque das riquezas naturais do seu território.

O processo a que foram sujeitos estes activistas Saarauís denuncia uma vez mais o significado da submissão deste povo ao domínio marroquino

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Advogado da Polisario explica em Lisboa o acórdão do TJE

A convite da CGTP-IN o advogado francês Gilles Devers, que representou a Frente Polisário no Tribunal Europeu de Justiça, esteve dois dias em Lisboa, em várias reuniões na Assembleia da República e participando na «Sessão Pública de Solidariedade com o Sahara Ocidental».

A queixa apresentada no Tribunal Europeu de Justiça resultou num acórdão que reafirma claramente que o território do Sahara Ocidental é um território não autónomo ocupado pelo reino de Marrocos que não tem qualquer soberania sobre ele e que os recursos naturais não podem ser explorados e comercializados pelo Reino Alauita sem a autorização do povo saharaui. O legitimo representante do povo saharaui é a Frente Polisario.

Na sessão de solidariedade participaram ainda João Ferreira, deputado europeu e membro do Intergrupo de solidariedade com o povo sajaraui no Parlamento Europeu, e Ahmed Fal, delegado da Frente Polisário em Portugal, para além de representantes do CPPC e do MDM.

O comunicado da CGTP-IN, afirma que as várias intervenções, ficou claro que Marrocos leva a cabo «uma política de violação dos mais elementares direitos humanos» e que «não permite o adequado acesso do povo saharaui nos territórios ocupados à Saúde, à Educação ou ao trabalho, oprimindo o povo saharaui que vive e resiste à ocupação»

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Lisboa, Sessão Pública de Solidariedade com o Saara Ocidental

Sahara occidentalNo quadro da realização de uma Sessão Pública de Solidariedade com o Saara Ocidental, a realizar no próximo dia 21 de Junho, pelas 18h, na Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, as organizações promotoras, dessa sessão, apelam junto de outras organizações portuguesas à subscrição do texto que divulgamos abaixo.

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Comunicado – Liberdade para o Saara Ocidental

O Saara Ocidental ocupa um território com aproximadamente 284.000 km2 – mais de três vezes a área de Portugal –, com uma costa marítima com aproximadamente 1.500 km, que contém um dos mais ricos bancos pesqueiros do mundo, e outros importantes recursos naturais, designadamente minerais.

O Saara Ocidental foi uma colónia espanhola, tendo as Nações Unidas inscrito o Saara Ocidental na lista dos territórios que deviam ser descolonizados, reconhecendo o direito inalienável do povo saaraui à auto-determinação e a Frente Polisário como sua legítima representante.

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PCP: Solidariedade com os presos políticos sarauís em prisões marroquinas

O PCP expressa a sua solidariedade aos activistas sarauís detidos pelas autoridades marroquinas em 2010, quando participavam no acampamento de protesto de Gdeim Izik, acção realizada por milhares de sarauís em defesa dos seus direitos nos territórios do Sara Ocidental ilegalmente ocupados por Marrocos.

Após sete anos, estes activistas sarauís continuam detidos e em processo de julgamento, após o julgamento decorrido em 2013 num tribunal militar ter sido considerado nulo.

O PCP continuará a intervir em defesa dos direitos, liberdades e garantias dos activistas sarauís e pela sua libertação, incluindo ao nível institucional, de que é exemplo o voto de solidariedade sobre os presos políticos sarauís detidos em Marrocos recentemente aprovado na Assembleia da República.

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Universidade do Porto entrevista activistas saharauis

entrevista universidad oporto activistas saharauis

Uma equipa do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto realizou no passado dia 14 uma entrevista aos activistas de direitos humanos Saharauis na “Casa dos Heróis” da Fundacion Sahara Occidental em Badajoz.

A equipa liderada pelo Prof. Maciel Santos manteve um encontro com Brahim Sabbar, secretário geral da ASVDH e Degja Lechgar activista de El Aaiun, territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Os dois activistas são ex-presos politicos da prisão Kalat Meguna, onde passaram mais de uma década e sofreram torturas horriveis. Esta prisão era um dos centros secretos mais temidos de marrocos.

A realidade actual e a repressão exercida pelas autoridades de ocupação foi outro dos temas abordados, assim como o actual julgamento do grupo de Gdeim Izik.

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