Marrocos nega denuncia de advogados da situação dos presos políticos saharauis

A Delegação Geral da Administração Penitenciária e Reintegração (DGPA) do reino de Marrocos, reagiu a uma carta enviada por advogados estrangeiros ao primeiro-ministro francês, sobre a situação dos presos políticos do grupo de Gdeim Izik segundo noticiado ontem na h24info.ma.

Numa informação publicada na quinta-feira, em resposta à carta/denúncia de um grupo de advogados de 5 países dirigida  ao primeiro-ministro francês em visita a Marrocos, a Delegação Geral da Administração Penitenciária e Reintegração (DGPA) nega as acusações e afirma que os detidos gozam de todos os seus direitos, da mesma forma que outros prisioneiros, e não sofrem danos à sua dignidade ou maus tratos.

Segunda a informação dada pela DGPA “a falta de interação positiva de alguns desses detidos,  e sua obstinação em fazer avisos de greve fome apesar da disposição mostrada pela instituição para facilitar suas condições de detenção e preservar sua saúde, a administração teve de aplicar o regulamento apropriado contra eles”. Não especificando de que consta o” regulamento apropriado contra eles”.

É surpreendente verificar que uma greve de fome no entender da DGPA é um acto de indisciplina que necessita de correção disciplinar e que haja um “regulamento apropriado”, que pelo que se pode ler na carta dos advogados deve constar das mesmas medidas que a DGPA nega.

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Comunicado de presos políticos de Gdeim Izik

A 10 de novembro de 2017, a administração central da prisão de Kenitra colocou um prisioneiro marroquino que cometeu crimes violentos, numa cela da mesma ala das celas dos prisioneiros políticos saharauis, El Bashir Boutanguiza, Abdallahi Lakfawni e Houcein Zawi. A presença de um detido de delito criminal na mesma ala onde os presos políticos saharauis estão presentes constitui um perigo para as nossas vidas e uma ameaça à nossa segurança física, especialmente porque o estado marroquino, por meio de sua comunicação social , sempre lançou campanhas de incitação contra nós, o que nos torna sempre ameaçados, especialmente depois que a administração das Penitenciárias ter dispersado o nosso grupo em várias prisões. Juntar prisioneiros políticos saharauis com prisioneiros marroquinos de delito penal é uma violação flagrante da lei, cartas e acordos que prevêem a proteção de prisioneiros de consciência, ainda mais quando os prisioneiros de consciência são de um território ocupado.

Condenamos este ato hediondo e as más intenções e responsabilizamos o Estado marroquino por todos os efeitos que podem afetar a segurança de nossas vidas. As nossas vidas estão ameaçadas e pedimos a todas as associações e instituições democráticas para intervir para nos salvar.

Presos políticos saharauis do grupo Gdeim Izik
Prisão central de Kenitra

Segunda-feira, 13 de novembro de 2017

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Situação alarmante dos presos políticos saharauis

As autoridades marroquinas aumentaram a pressão e maus tratos sobre os presos políticos saharauis.

Mohamed Bani, Sidahmed Lemjeyid e Mbarek Lefkir estiverem em greve de protesto esta terça e quarta-feira, continuam sem os seus pertences que lhes foram confiscados a 16 de Setembro quando os presos de Gdeim Izik foram dispersos por 7 prisões em Marrocos. Este grupo que esta detido em Ait Melloul passa a maior parte do dia dentro de celas individuais e os guardas têm tentado através de ameaças que assinem folhas em branco ao qual os activistas saharauis se têm recusado. A sua situação de saúde também está cada vez mais grave.

Hassan Dah e Brahim Ismaili também do grupo de Gdeim Izik detido na prisão Tiflet2 estão em greve de fome devido aos maus tratos a que têm sido sujeitos, em resposta a este protesto a administração da prisão enviou Brahim Ismaili para uma ala destinada a presos com doenças de foro psiquiátrico, numa cela sem o minimo de condições de higiene e infestada por insectos.

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Seis presos de Gdeim Izik em greve de fome

Mohamed Tahlil preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik, entrou esta noite em greve de fome.

Tahlil encontra-se detido na prisão de Ait Melloul e protesta contra as condições infra humanas a que é submetido, obrigado a dormir no chão sem qualquer manta e sujeito a ameaças e insultos constantes dos presos de delito comun.

Junta-se assim ao seu companheiro Sidahmed Lemjeyid detido na mesma prisão e que iniciou greve de fome, ontem dia 20 de Setembro.

Brahim Ismaili, El Bachir Khadda, Hassan Dah e Cheik Banga detidos en Tiflet 1 também estão em greve de fome desde dia 19.

O grupo de Kenitra que fez uma greve de fome de aviso de 48h a 19 e 20 de Setembro, teve hoje uma reunião com o procurador de Kenitra que pretendia saber quais os motivos da greve.

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Comunicado das Familias do Grupo Gdeim Izik

Após os sequestros realizados pela administração prisional dos presos políticos saharauis do grupo Gdeim Izik, estes últimos foram dispersos em diferentes prisões dentro de Marrocos, sem que suas famílias fossem avisadas.

Depois de se comunicar com alguns destes detidos, a magnitude do sofrimento é clara. A situação de nossos filhos é trágica devido aos maus-tratos e do desejo político de vingança, contrário a todas as regras e convenções internacionais que garantem a sua dignidade e seus direitos. A situação dos prisioneiros políticos saharauis pode ser resumida da seguinte forma:

  • Maltrato por insultos e difamação durante e após a transferência, em particular os detidos de Abdallahi Toubali, Brahim Ismaili em Tiflet 1 e Tiflet 2, e Sidahmed Lemjeyid e Mohamed Bani na prisão de Ait Melloul.
  • Todos os prisioneiros são mantidos em celas isoladas que não têm os requisitos mínimos de higiene. Algumas estão cheias de vermes e ratos e a proximidade dos prisioneiros de delito comum leva a emissões poluentes (cannabis e tabaco). Todos os seus pertences que trouxeram da prisão anterior foram confiscados, como cobertores, roupas, livros e medicamentos.
  • Eles não têm acesso ao tratamento médico exigido pelo seu estado de saúde, em particular Sidahmed Lemjeyid e Brahim Ismaili.
  • O direito de livre acesso aos detidos não é garantido, foi negado o direito de visita à mãe do preso político Mohamed Mbarek Lefkir na prisão de Ait Melloul.

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Situação dos presos políticos de Gdeim Izik deteriora-se

Segundo informação obtida junto dos familiares directos dos presos de Gdeim Izik, as autoridades marroquinas não permitiram aos detidos em Tiflet levarem nada da prisão anterior excepto a roupa.

Brahim Ismaili entrou em greve de fome aberta devido aos maus tratos sufridos, e as condições da cela onde se encontra onde tem que deitar-se no chão de cimento. Todos os seus medicamentos lhe foram retirados.

Os activistas presos em Tiflet estão em celas em modulos com presos de delito comun.

Abdallahi Toubali vai entrar em greve de fome a partir de quinta feira dia 21 de Setembro.

Os detidos do Grupo de Gdeim Izik na prisão de Kenitra estão em celas individuais, também em modulos com presos de delito comun. Este grupo vai estar em greve de fome simbólica de 48h em 19 e 20 de Setembro.

A familia de Abdel Jalil Laaroussi continua sem noticias sobre o seu estado de saúde.

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Presos do Grupo de Gdeim localizados

 Os onze presos politicos do grupo de Gdeim Izik que estavam em paradeiro desconhecido desde a madrugada de dia 16 de Setembro, foram localizados:

 

Prisão de Tifelt 1 
El Bachir Khada, Hassan Dah, Brahim Ismaili  y Cheik Banga

Tifelt 2
Mohamed Lamin Haddi, Khouna Babeit y Toubali Abdelahi

Prisão de Bouzakarn
Mohamed Tahlil

Prisão Ait Melloul
Mohamed Embarek Lefkir, Mohamed Bani y Sidahmed Lemjeyid

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Presos de Gdeim Izik transferidos de prisão – 11 desaparecidos

Na madrugada de sábado, dia 16 de Setembro, 18 dos 19 presos do Grupo de Gdeim Izik foram arbitrariamente transferidos da prisão sem qualquer aviso prévio. Segundo informação das familias Naama Asfari foi o único preso que ficou na prisão de El Arjat, Abdel Jalil Laaroussi foi levado para a prisão de Okacha em Casablanca e um grupo de seis presos :Sidi Abdallahi Abbahah, Houcein Zawi, Abdallahi Lakfawni, Ahmed Sbaai e Mohamed Bourial foram levados para a prisão de Kenitra.

Onze presos estão desaparecidos há mais de 24h, nem as familias nem os advogados são informados do local onde se encontram.

Esta transferência acontece a poucos dias da visita da sub comissão contra a tortura das Nações Unidas a Marrocos.

As autoridades marroquinas tentam com esta manobra dificultar o contacto entre a sub comissão da ONU e o grupo de Gdeim Izik e também enfraquecer a capacidade de reivindicação do grupo.

Lembramos que Marrocos “escondeu” o preso Abdel Jalil Laaroussi, entre os presos de delito comun em 2014 quando o grupo de trabalho sobre as detenções arbitrárias visitou a prisão de Salé, Rabat. Abdel Jalil Laaroussi tinha sido violentamente torturado durante meses e com esta manobra Marrocos impediu o contacto entre o activista e o grupo de trabalho da ONU.

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“Os Verdes” questionam MNE sobre presos de Gdeim Izik

los verdes pt

18 de outubro de 2016, porunsaharalibre.org

José Luís Ferreira e Heloísa Apolónia, deputados do Partido Ecologista “Os Verdes, dirigiram uma pergunta ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para ser remetida ao Governo português, sobre as condições de detenção dos presos políticos do acampamento saharaui de Gdeim Izik.

Os deputados solicitaram esclarecimentos sobre as informações que o MNE dispõe relativamente às condições de detenção dos presos políticos saharauis de Gdeim Izik e pergunta ainda se o Governo português solicitou ou pondera solicitar junto das instituições internacionais, informações sobre a situação relatada.

A pergunta colocada pelo Partido Ecologista os Verdes vem no seguimento das denúncias de contínuos maus tratos e transferência arbitrária do grupo de Gdeim Izik.

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