Preso politico Naama Asfari em isolamento

Segundo informação da familia a direção da prisão El Arjat colocou o preso politico do Grupo de Gdeim Izik, Naama Asfari em isolmento numa celula de dimensões exíguas, conhecida como caixão.

O irmão de Naama Asfari foi impedido hoje de visitar o irmão sob o pretexto da ausência do diretor da prisão.

Khadad Asfari confirmou que Naama está há mais de 36 horas em prisão solitária e apela ao apoio de todos os ativistas de direitos humanos e organizações de solidariedade.

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Gdeim Izik – Mohamed Ayoubi em estado de saúde critico

AyoubiMohamed Ayoubi preso politico de Gdeim Izik em liberdade condicional encontra-se num estado muito critico de saúde em El Aaiún.

Ayoubi que foi detido pelas autoridades de ocupação marroquinas durante o desmantelamento de Gdeim Izik a 8 de Novembro de 2010, vitima de violação e torturas físicas e psicológicas durante vários dias tanto na sede da Gendarmaria como na esquadra da Policia em El Aaiún, Sahara Ocidental, foi transferido com vários presos do grupo de Gdeim Izik no dia 11 de Novembro para Salé Rabat no Reino de Marrocos.

Devido à tortura sofrida, teve que se manter numa cadeira de rodas durante o seu tempo de detenção em Salé 2 até ao dia 12 de Janeiro de 2011 quando o transferiram ao hospital Souissi Rabat onde ficou internado até ao dia 28 de Fevereiro 2011.

No regresso à prisão já podia andar mas devido à tortura e à sua condição de diabético e problemas de rins continuou com problemas de saúde graves e sem a assistência médica necessária.

A 31 de Outubro de 2011 todos os presos de Gdeim Izik iniciaram uma greve de fome que durou mais de um mês. No dia 2 de Dezembro de 2011 o Conselho do Direitos Humanos Marroquino negociou com os grevistas a libertação de Mohamed Ayoubi que era uma das principais reivindicações devido ao seu estado de saúde gravíssimo.

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O prisioneiro político saharaui Mohamed Ayoubi sofre a amputação de dois dedos

Mohamed Elayoubi encontra-se num centro de hemodiálise em El Aaiún após a cirurgia e o corte de dois dedos do pé direito.

Ayoubi é diabético e tem hepatite B, vive sozinho sem qualquer companheiro que possa lhe dar ajuda nas suas deslocações ao hospital.

Mohamed Ayoubi, membro do grupo de Gdeim Izik, condenado a 20 anos está em liberdade condicional desde 2013

Durante a sua detenção arbitrária foi vitima de violação e tortura.

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O preso politico saharaui Abdel Jalil Laaroussi termina greve de fome

Abdel Jalil Laaroussi, preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik termina hoje uma greve de fome de dez dias na prisão de Okasha, Casablanca.

A reivindicação de Laaroussi é a transferência para outra prisão.

Abdel Jalil Laaroussi é o único membro do grupo de Gdeim Izik na prisão de Casablanca e está em isolamento absoluto desde 16 de Setembro.

Apesar de ter problemas de saúde graves resultado das torturas extremas a que foi submetido, continua a ser vitima de negligencia médica, sofrendo de perdidas de sangue diarias há anos e tensão arterial extremamente elevada.

No próximo dia 15 de Janeiro terá exames da Universidade mas todos os seus livros foram confiscados de forma a impedir que possa estudar.

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O preso politico saharaui Mohamed Mbarek Lefkir vitima de tortura

O preso politico saharaui Mohamed Mbarek Lefkir do grupo de Gdeim Izik foi sujeito a tortura fisica e psicologica na passada segunda feira, dia 25 de Dezembro, pelos guardas da prisão de Ait Melloul onde se encontra detido desde o passado dia 16 de Setembro.

Lefkir deveria realizar um exame universitário no dia 25 de Dezembro, os guardas que o escoltaram até a uma sala da prisão onde deveria fazer a prova disseram-lhe que se deveria despir e ficar nú para ser autorizado a fazer o teste.

Ao negar-se, o preso politico saharaui foi brutalmente espancado, com fortes golpes na cabeça até perder os sentidos. Os guardas arrancaram-lhe toda a ropa e disseram-lhe que ele era POLISARIO e portanto nunca o iam deixar aprovar um exame ou estudar.

Lefkir que faz parte do grupo conhecido como Gdeim Izik foi sequestrado e vitima de detenção arbitrária em 2010, foi condenado a 25 anos num tribunal militar em 2013 e após a anulação dessa sentença novamente condenado com a mesma sentença este ano.

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Gdeim Izik – Mohamed Ayoubi condenado a 20 anos de prisão

A 20 de Dezembro 2017, Mohamed Ayoubi, saharaui do grupo de Gdeim Izik foi condenado a 20 anos de prisão pelo tribunal de recurso de Sale, Rabat.

O caso de Mohammed Ayoubi tinha sido separado do processo do resto do grupo em Junho deste ano e era o único acusado que ainda não tinha recebido sentença do tribunal de recurso.

Ayoubi encontrava-se em liberdade condicional desde o final do julgamento militar em 2013 devido o seu estado de saúde critico.

Ontem o julgamento e leitura de sentença realizaram-se sem a presença de Mohamed Ayoubi, que se encontra em Agadir onde realiza hemodiálise no hospital dessa cidade.

Segundo as informações obtidas pelo PUSL a situação de Ayoubi não sofre alterações e continuará em liberdade condicional.

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Pergunta do PCP ao governo português sobre situação dos presos políticos saharauis

Na pergunta dirigida ao Governo (através dos Ministério dos Negócios Estrangeiros) pela Senhora Deputada Carla Cruz, do Grupo Parlamentar do PCP, sobre a “Situação dos presos políticos saharauis”, o PCP questiona o governo se tem conhecimento ou contactou as instituições internacionais sobre este assunto.

O grupo parlamentar do PCP tem dirigido várias perguntas ao governo sobre esta matéria e a grave violação dos direito humanos por parte da força de ocupação marroquina nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Esta bancada parlamentar tem ainda apresentado votos e moções pela libertação dos presos políticos saharauis e pelo respeito do direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação, que tem sido aprovados pela maioria dos deputados dos vários partidos representados na Assembleia da República.

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Brahim Ismaili, prisioneiro politico saharaui transferido de prisão

Brahim Ismaili foi hoje transferido para a prisão de Ait Melloul, Marrocos. O activista de direitos humanos e membro do Grupo de Gdeim Izik, tinha realizado uma greve de fome de 36 dias, exigindo a transferencia da prisão de Tiflet 2 para uma prisão mais perto de El Aaiún, Sahara Ocidental.

O estado de saúde de Brahim Ismaili é preocupante devido às doenças pre-existentes e a debilitação física resultante da greve de fome prolongada.

Ismaili, está agora na mesma prisão que Sidahmed Lemjeyid, Mbarek Lefkir e Mohamed Bani do grupo de Gdeim Izik.

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O preso político saharaui Ahmed Sbaai denuncia tortura

Testemunho de Ahmed Sbaai, defensor dos direitos humanos e prisioneiro político saharaui (Gdeim Izik Group) sobre os dez dias que passou num wc da prisão central de Kenitra.

Enquanto o mundo se preparava para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Estado marroquino também o celebrou, mas à sua maneira,

Assim, em 4 de dezembro de 2017, fui arrastado para um pequeno wc, assim como o meu companheiro do mesmo grupo, Sidi Abdallahi Abbahah, que também foi atirado para outro wc, não muito longe de mim. Era um espaço muito pequeno com odores e insetos nauseabundos e um pequeno respiradouro que permitia a entrada de frio durante a noite. Estes wc estão no segundo andar chamado * Bairro do Arrependimento *. Todos os prisioneiros são presos de delito comun, que gritam dia e noite, batem nas portas e há um cheiro intenso de fumo de cigarro. A isso, devO acrescentar que as lâmpadas estavam acessas toda a noite. A comida estava suja e não me permitiram ter os meus pertences ou trocar de roupa durante 10 dias nem lavar-me, não conseguia distinguir o odor corporal do cheiro da retrete. Isso só agravou a minha já precária saúde porque tenho dificuldade em respirar, problemas cardíacos e alergias. Tinha comichão em diferentes partes do meu corpo. Todas as noites, eu estava a sufocar e não consegui encontrar ninguém para me ajudar. Impediram-me de entrar em contato com o meu advogado. Proibiram-me ter folhas e uma caneta para escrever às autoridades e organizações para intervir para me tirar desse pesadelo. Anunciei que tinha iniciadouma greve de fome aberta no primeiro dia e ainda estou em greve. Eu estava com fome e frio, e acima de tudo, não tinha notícias da minha família que moram em El Aaiún, no Sahara Ocidental. Não pude ver meu pai por sete anos em violação da lei penal da prisão marroquina no. 93/28 e de todas as normas e convenções relacionadas com os direitos dos prisioneiros em relação às suas famílias.

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