A CGTP-IN expressa o seu repúdio pela sentença de Gdeim Izik

A CGTP-IN expressa o seu repúdio pela sentença decretada pelo tribunal marroquino aos 20 activistas Saarauís presos no protesto pacífico de Gdeim Izik.

O chamado “acampamento da dignidade” foi um protesto pacífico de mais de 20.000 Saarauís contra o despedimento massivo de trabalhadores e trabalhadoras Saarauís, os julgamentos arbitrários e sem garantia, uma actuação que prossegue a continuada violação dos direitos humanos deste povo por parte do Reino de Marrocos.

Uma decisão ilegítima que procura intimidar todo um povo e negar-lhe o seu inalienável direito à auto-determinação, perpetuando a política de exploração e saque das riquezas naturais do seu território.

O processo a que foram sujeitos estes activistas Saarauís denuncia uma vez mais o significado da submissão deste povo ao domínio marroquino

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Sentença do grupo Gdeim Izik espelho do Tribunal Militar

Hoje 19 de Julho, após 19horas do inicio da sétima sessão do julgamento dos activistas saharauis conhecidos como Grupo de Gdeim Izik, o painel de juízes anunciou sentenças praticamente idênticas às emitidas pelo Tribunal Militar, com penas de 20 anos a prisão perpétua, dois dos acusados foram libertados hoje de manhã às 10h07, Deich Daff e El Laarabi Bakay que viram as suas sentenças reduzidas ao tempo de prisão cumprido, 6 anos e 6 meses e 4 anos e 6 meses respectivamente.

Este caso foi enviado pelo Tribunal Supremo para o tribunal civil, após a anulação da sentença do Tribunal Militar emitida em 2013. O painel de juízes emitiu a sentença sem mencionar as questões colocadas pelo Tribunal Supremo.

Dos 24 acusados, 3 estão em liberdade com pena cumprida; Aberrahman Zeyou e El Machdoufi Taki, que forma postos em liberdade em 2013 e El Laarabi Bakay e Deich Daf que foram libertados hoje.

Mohamed Ayoubi não foi ainda condenado, uma vez que o seu caso foi separado do resto do grupo e o seu julgamento iniciará a 22 de Setembro de 2017.

Neste julgamento não foi possível provar qualquer acção criminosa por parte dos acusados, nem nenhuma das provas apresentadas tinha relevância para estabelecer causa – efeito , nem relação entre os acusados e supostos crimes.

Uma vez mais Marrocos fez ouvidos moucos às recomendações internacionais, e o tribunal ignorou também as questões apresentadas pelo tribunal supremo de Marrocos.

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Julgamento de Gdeim Izik novamente interrompido

A sexta sessão do julgamento do grupo de presos politicos de Gdeim Izik foi interrompida após menos de 5 horas do inicio.

Nesta sessão o procurador geral do Rei e a parte civil responderam às alegações finais da defesa. Um dos advogados de defesa pediu de novo a requalificação das acusações para crimes contra a segurança do reino, sendo a pena de morte a sentença para estes casos.

Ao julgamento assistiram observadores de Portugal, Noruega, Italia e Espanha, assim como representantes das embaixadas da Noruega, Suécia, Holanda e Suiça.

Observadores de vários outros países tinham a sua chegada agendada para os próximos dois dias.

A próxima sessão ficou agendada para 18 de Julho, com a resposta dos advogados de defesa que foram nomeados pelos tribunal após a retirada dos acusados e dos seus advogados no passado dia 15 de Maio.

A pressão internacional é essencial para que este grupo não seja utilizado pelo regime monarquico marroquino como um exemplo de firmeza e reafirmação de controlo absoluto e inquestionável da ocupação do Sahara Ocidental por Marrocos.

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Estudantes saharauis condenados a 10 e 3 anos de prisão

Os estudantes saharauis detidos há quase 18 meses, foram ontem condenados tendo 5 penas de 10 anos (Abdelmaoula Elhafidi, Aziz elwahidi, Elbbar elkntawi, Mohamed dada y Mohamed zaakouk) e os restantes 3 anos de prisão.

O seu julgamento foi consecutivamente adiado 12 vezes, até que ontem, dia 6 de Julho, no tribunal de Marraquexe após apenas 8 horas do inicio da sessão lhes foram lidas as sentenças.

Este grupo é conhecido pelos “Companheiros de El Ouali”, jovem estudante assassinado pelas autoridades marroquinas.

Os 17 estudantes (um foi detido e junto ao grupo há poucos meses), eram acusados de provocar a morte premeditada de um civil, destruição de imóveis e incentivar destruição de bens e imóveis.

Os jovens foram detidos após a sua participação em manifestações estudantis saharauis. Até ao momento não foi possível confirmar quais as acusações concretas apresentadas ontem no julgamento, nomeadamente os artículos do código penal que são de extrema importância para apurar qual o enquadramento político da acusação.

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Estudantes saharauis presos vêem o seu julgamento adiado pela 12ª vez

Os estudantes saharauis detidos há quase 18 meses, viram o seu julgamento adiado pela 12ª vez hoje no tribunal de Marraquexe. Este grupo é conhecido pelos “Companheiros de El Ouali”, jovem estudante assassinado pelas autoridades marroquinas.

Os 17 estudantes (um foi detido e junto ao grupo há poucos meses), são acusados de provocar a morte premeditada de um civil, destruição de imóveis e incentivar destruição de bens e imóveis.

Os jovens foram detidos após a sua participação em manifestações estudantis saharauis.

O observador internacional Emílio Garcia, membro da SOGAPS – Galiza e acreditado pela Fundación Sahara Occidental tinha tentado entrar no tribunal de Marraquexe no passado dia 13 de Junho acompanhado de um tradutor, mas foi impedido pelas autoridades marroquinas. O Sr. García após apresentar o passaporte e acreditação necessária foi informado que não lhe era dado entrada no edifício.

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Julgamento de Estudantes saharauis adiado pela 9ª vez

O tribunal de Marraquexe que iniciou a sessão dos estudantes saharauis às 16h00 adiou o julgamento pela 9ª vez, sendo a nova data o dia 9 de Maio.

Na sala apenas foram autorizados os familiares directos com o mesmo apelido.
Os estudantes saharauis detidos de forma arbitrária há mais de um anos e quatro meses sem julgamento, continuam assim em “prisão preventiva”.

O estado de saúde dos estudantes é muito grave devido às torturas e maus tratos e às 6 greves de fome que já realizaram ao longo da sua detenção ilegal.

Os estudantes conhecidos, como grupo El Wali ,reafirmam a sua qualidade de presos políticos, detidos devido às suas actividades sindicais e politicas nas universidades de Agadir e Marraquexe, e classificam a sua detenção arbitrária como uma acção típica de regimes ditatoriais e colonialistas.

A nova data de julgamento coincide com o julgamento de Gdeim Izik.

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O preso politico Mohamed Yazza em situação de saúde critica

O preso politico saharaui Mohamed El Hafed Yazza enviou uma carta aberta à Adiministração Geral das Penitenciárias de Marrocos exigindo uma cela individual devido ao seu estado de saúde.

O preso politico saharaui, que cumpre uma pena de 15 anos, encontra-se detido na prisão de Taroudant numa cela superlotada com presos de delito comun.

As celas superlotadas das prisões marroquinas não cumprem nenhum dos requisitos do estandarte mínimo das Nações Unidas, não têm arejamento, os presos fumam e as paredes escorrem água.

A violência é diária e o controle de cada cela está a cargo de um “chefe” que tem o apoio dos guardas. El Hamed Yazza sofre de asma, e outros problemas de saúde graves, resultantes de torturas e maus tratos que foi sujeito e às várias greves de fome que realizou desde a sua detenção em 2008.

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Estudantes saharauis em greve de fome totalmente incomunicáveis

Os estudantes saharauis detidos de forma arbitrária há mais de um anos e três meses sem julgamento, que iniciaram a 10 de Abril uma greve de fome de tempo indeterminado foram totalmente isolados pela administração da prisão de Oudaya.

Segundo a última informação das famílias os jovens estão sem visitas, sem poderem ir ao patio e sem contacto com outros presos. O estado de saúde dos estudantes é muito grave devido às torturas e maus tratos e às 5 greve de fome que já realizaram ao longo da sua detenção ilegal.

Esta greve dos estudantes conhecidos como grupo El Wali , é a última forma de protesto que têm disponível. Os 13 grevistas e três que devido ao estado de saúde muito debilitado não participaram greve, viram o seu julgamento novamente adiado no passado dia 28 de Março para 24 de Abril, sendo este o 8º adiamento.

Recordamos que este grupo de presos políticos saharauis já realizou 5 greves de fome exigindo um julgamento justo e o respeito pelas condições básicas e contra as torturas e maus tratos de que têm sido alvo desde a sua detenção arbitrária, tendo uma das greves ultrapassado os 45 dias.

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Manifestação em El Aaiun pela libertação de presos de Gdeim Izik brutalmente reprimida

Na tarde de sábado, 15 de Abril, dezenas de activistas saharauis revindicaram a libertação dos presos politicos saharauis do Grupo de Gdeim Izik.

Segundo informação de Aicha Babeit do órgão intifadamay as autoridades marroquinas investiram de forma brutal contra os manifestantes provocando inúmeros feridos graves que tiveram que ser transportados para o hospital.

Entre os feridos estão os activistas:
Mariam Bourheimi, Fatimetu Darhuar, Ghalia Jimmi, Barkadina Baali, Mahfouda Lefkir, Ali Douhihi, Aziza Ndour, Arrahaad Lamash, Mohamed Dadach, Ahmed Dafa, Hadtum Zaraginat, Lehbib Sahlhe, Fatma Ragkaoui, Ebeba Sidamou y El Houcein Moujahid

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