População saharaui protesta contra expolio dos recursos naturais

Na cidade ocupada de Dakhla, Sahara Ocidental, jovens e mulheres sairam ontem às ruas em protesto contra o expolio e roubo dos recursos naturais praticado pelo ocupante marroquino em colaboração com os seus parceiros europeus.

A poucos dias da publicação da decisão do Tribunal de Justiça Europeu (TJE) os saharauis expressam publicamente a sua vontade.

A UE só pode negociar com a Frente Polisario, legitimo representante do povo saharaui, mas tem assinado acordos com o ocupante que viola os nossos direitos diariamente e que é responsável pela morte de centenas de milhares dos nossos familiares, desaparecimentos forçados e que nestas mesmas ruas nos tortura e sequestra“, declarou um dos manifestantes.

A UE ao assinar acordos de qualquer natureza que incluem território ou zona marítima do território não autónomo do Sahara Ocidental incorre na violação do direito internacional.

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Governo Alemão diz não apoiar actividades economicas no Sahara Ocidental

O partido Die Linke endereçou uma pergunta ao Governo Federal Alemão no Bundestag (parlamento alemão) sobre a actidade economica de empresas alemães nos territórios ocupados.

O Secretário de Estado Matthias Machnig respondeu que o Governo Federal informa de forma regular s actores economicos alemães sobre o facto que o estatuto do território do Sahara Ocidental não está determinado e por isso o governo não apoia as atividades econômicas das empresas alemãs no Sahara Ocidental e não garante negócios através de crédito à exportação ou garantias de investimento

Pergunta e resposta abaixo:

Deputada Eva-Maria Elisabeth Schreiber (DIE LINKE.)
Em que medida o Governo Federal (por exemplo sob a forma de créditos à exportação) suporta a Siemens AG na construção de turbinas eólicas no Sahara Ocidental (como é atualmente o caso em Boujador e Aftissat, veja: www.wsrw.org org / a105x4018) e que conclusões tira o Governo Federal sobre o fato de que as empresas alemãs são economicamente ativas no território do Sahara Ocidental, em estreita cooperação com a família real marroquina, mas contra a resistência do saharaui ?

Resposta do Secretário de Estado Matthias Machnig de 18 de dezembro de 2017
Nos seus contactos com os agentes económicos alemães, o Governo Federal assinala regularmente que o estatuto do Sahara Ocidental ao abrigo do direito internacional não foi esclarecido. Por este motivo, o Governo Federal não apoia as atividades econômicas das empresas alemãs no Sahara Ocidental e não garante negócios através de crédito à exportação ou garantias de investimento.

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Advogado da Polisario explica em Lisboa o acórdão do TJE

A convite da CGTP-IN o advogado francês Gilles Devers, que representou a Frente Polisário no Tribunal Europeu de Justiça, esteve dois dias em Lisboa, em várias reuniões na Assembleia da República e participando na «Sessão Pública de Solidariedade com o Sahara Ocidental».

A queixa apresentada no Tribunal Europeu de Justiça resultou num acórdão que reafirma claramente que o território do Sahara Ocidental é um território não autónomo ocupado pelo reino de Marrocos que não tem qualquer soberania sobre ele e que os recursos naturais não podem ser explorados e comercializados pelo Reino Alauita sem a autorização do povo saharaui. O legitimo representante do povo saharaui é a Frente Polisario.

Na sessão de solidariedade participaram ainda João Ferreira, deputado europeu e membro do Intergrupo de solidariedade com o povo sajaraui no Parlamento Europeu, e Ahmed Fal, delegado da Frente Polisário em Portugal, para além de representantes do CPPC e do MDM.

O comunicado da CGTP-IN, afirma que as várias intervenções, ficou claro que Marrocos leva a cabo «uma política de violação dos mais elementares direitos humanos» e que «não permite o adequado acesso do povo saharaui nos territórios ocupados à Saúde, à Educação ou ao trabalho, oprimindo o povo saharaui que vive e resiste à ocupação»

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Empresa dinamarquesa suspende importação de sal do Sahara Ocidental

O importador de sal Dinamarquês Dansk Vejsalt não vai continuar a importar sal de descongelamento da última colônia de África o Sahara Ocidental, disse a empresa à Afrika Kontakt numa reunião em 31 de janeiro.

Peter Kenworthy / Afrika Kontakt

“Esta é uma vitória importante para a população do Sahara Ocidental. Isso significa que a ocupação da colônia se torna um pouco menos lucrativa. Mas também é uma vitória para a Afrika Kontakt, pois continuamente pressionamos Dansk Vejsalt e seus clientes na Dinamarca “, diz Jens Bruun Madsen, do grupo do Sahara Ocidental da Afrika Kontakt.

A Afrika Kontakt esteve em contacto com a Dansk Vejsalt sobre a importação de sal de degelo do Sahara Ocidental desde 2013.

Em 2014, quatro municípios dinamarqueses decidiram abandonar um contrato para comprar sal de degelo do Sahara Ocidental através de Dansk Vejsalt depois que Afrika Kontakt informou os municípios de que o sal era do Sahara Ocidental e que o acordo violaria o direito internacional.

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Saharauis prevêm reação marroquins após a decisão do tribunal europeu 08 de fevereiro de 2017 por porunsaharalibre

Argel, 07 de fevereiro (Prensa Latina)

O Presidente saharaui, Brahim Ghali, advertiu sobre possíveis chantagens e ameaças de acções marroquinas de imigração ilegal, devido a decisão recente do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Num discurso ao Conselho de Ministros, o governante da República Árabe Saharaui Democrática (RASD) estimou que, com o anúncio de 21 de dezembro do ano passado sobre a exclusão do Sahara Ocidental nos acordos sobre de comércio europeu com Rabat, Marrocos reagirá com chantagem e ameaças.

De acordo com Gali, devido à disposição legal de alto nivel regional, que considera que o território é ‘separado e distinto’, Marrocos pode responder com a imigração ilegal para a Europa e até com atos terroristas “como uma arma para pressionar o continente e violar as suas leis e princípios “.

O chefe de Estado insistiu no seu discurso sobre os reforcos humanos, materiais e capacidades científicas do Exército de Libertação do Povo Saharaui “, para enfrentar as mudanças e promover a cultura do trabalho e da produção”.

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O negócio sujo da água nos territórios ocupados

aguaApesar de existirem lençóis subterrâneos de água potável nos arredores de El Aaiun essa água não pode ser utilizada devido à poluição provocada pelas autoridades de ocupação marroquina.

Os lençóis subterrâneos de água potável, que durante a ocupação espanhola eram filtrados e serviam a população não podem ser utilizados. As autoridades de ocupação despejam no local onde era antes feita a filtragem e extração, todas as águas poluídas, tendo infectado as reservas de água potável.

Hoje em dia a água distribuída durante apenas 2 horas diárias em El Aaiun, é proveniente de estações de dessalinização.

A população saharaui, já de si empobrecida pelo apartheid económico, social e político, é obrigada a comprar água para consumo. A água para beber e utilizar na comida é adquirida a 60cêntimos o Litro, e a água para utilização geral tem que ser adquirida e armazenada em depósitos de plástico ou metal nos telhados das casas, uma vez que as duas horas de distribuição não chegam para as necessidade das famílias.

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