A activista saharaui Sultana Khaya defende a honra da sua bandeira

A activista de direitos humanos, Sultana Khaya, foi uma das mulheres agredidas pelas autoridades de ocupação quando participou ontem na manifestação pela autodeterminação do Sahara Ocidental e em apoio a todos os presos politicos saharauis detidos em prisões marroquinas, em Bojador.

Após ter sido atirada ao chão com pontapés e golpes de bastão refugiu-se na sua casa e içou a bandeira da República Árabe Saharaui Democrática na sua janela no primeiro andar, como se pode ver no video.

A policia que ontem rodeou todas as casas de activistas num desplegue de carros, carrinhas e centenas de agentes, exigiu-lhe que retirasse a bandeira. Sultana respondeu: Não tiro a bandeira do meu país é a minha honra! Venham retirá-la se são homens!

Em 2007 Sultana Khaya foi victima de agressão e violência por parte das autoridades de ocupação que lhe arrancaram um olho com golpes de bastão, esteve vários dias no hospital sem qualquer assistência e com maus tratos por parte do pessoal hospitalar que é composto apenas por colonos marroquinos.

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Saharauis exigem a independência

Cientos de saharauis salieron a la calle en El Aaiún, exigiendo la independencia y salida de Marruecos del territorio

Esta sexta-feira, 30 de Junho, centenas de saharauis sairam à rua no bairro de Casa Piedra em El Aaiún, territórios ocupados do Sahara Ocidental exigindo a independência e saída de Marrocos que ocupa ilegalmente este território desde 1975.

As forças de ocupação marroquinas investiram contra os manifestantes tendo provocado dezenas de feridos.

As manifestações da população saharaui pela autodeterminação são constantes desde o início da intifada pacífica em 2010.

A comunidade internacional continua a não querer ouvir o clamor dos saharauis que utilizam todas as formas de resistência não violenta desde, 1991, data da assinatura do cessar fogo.

Marrocos desrespeita o acordo assinado e continua a impedir a realização do referendo da autodeterminação, e ao mesmo tempo inunda o território com colonos e forças militares, paramilitares, policiais e agentes dos serviços de inteligência, reprimindo a população saharaui e recorrendo aos métodos do apartheid para marginalizar, empobrecer e controlar.

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Hamadi Naciri entra em coma ao 13º dia de greve de fome

No sábado, 30 de Abril, Hamadi Naciri entrou em coma após 13 dias de greve de fome e fui levado às urgências do hospital de Smara.

Hamadi Naciri e Gabal Jouda, iniciaram uma greve de fome aberta em frente ao edifico da administração de Smara contra as represálias arbitrárias que têm sofrido devido à sua condição de activistas saharauis e contra a política de apartheid promovida pelo regime de ocupação marroquino a 17 de Abril passado.

Hamadi Naciri, Presidente da Organização Freedom Sun para a Protecção dos Defensores dos Direitos Humanos Saharauis e a Sra. Gabbal Jouda, membro fundador da mesma organização, reivindicam o respeito pelos seus direitos sociais e económicos que lhes são negados pelo regime de ocupação e apartheid marroquino.

Os dois activistas esperam com esta acção alertar a comunicação social para os problemas diários de sobrevivência da população saharaui, entre os quais o deslocamento forçado para território marroquino através da recolocação laboral e o controle da alimentação.

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Mais de uma centena de vídeos mostram a violação sistemática dos direitos humanos por Marrocos no Sahara Ocidental

Fonte: Watching Western Sahara

Após de analisar mais de uma centena de vídeos gravados clandestinamente por jornalistas saharauis no Sahara Ocidental, uma equipe internacional de especialistas em verificação de vídeo encontrou um padrão de violações sistemáticas dos direitos humanos cometidas por Marrocos contra a população saharaui.

Estas violações incluem o uso de brutalidade policial e intervenções violentas contra saharauis que se manifestam pacificamente para exigir os seus direitos básicos: o acesso à educação, emprego, liberdade de expressão e de reunião e, acima de tudo, a autodeterminação, através da realização de um referendo há muito prometido para acabar com mais de 41 anos de ocupação marroquina do Sahara Ocidental.

Na véspera da votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, neste mês de abril, para renovar o mandato da sua missão de paz no território, a equipe Watching Western Sahara publica o seu primeiro relatório anual resumindo 12 meses vídeos gravados e compartilhados por testemunhas oculares e ativistas de vídeo.

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Activistas Saharauis atacadas em Bojador

Várias activistas saharauis foram violentamente atacadas na sexta-feira dia 21 de Abril, em frente da casa de Sultana Khaya em Bojador, pelas forças de ocupação marroquinas.

As activistas que gritavam palavras de ordem pela autodeterminação do Sahara Ocidental e saída imediata de Marrocos do território (que ocupa ilegalmente e à força desde 1975) exibiam bandeiras da República Árabe Saharaui Democrática.

De imediato das forças marroquinas investiram contra as mulheres tendo ferido gravemente a Sra. Mina Baali no maxilar.

Este é apenas mais um exemplo da repressão diária em todas as cidades do Sahara Ocidental ocupado.

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Julgamento de activistas saharauis em Dahkla

Hamdi Mohamed Haddad, Hicham Maaief, Ahmed Hmaiada e Alfarah Ahmed, foram condenados ontem a um mês de prisãopelo tribunal de primeira instância de Dahkla, cidade ocupada do Sahara Ocidental.

As autoridades marroquinas detiveram os catro jovens no inicio do mês após terem participado em manifestações pacíficas pela autodeterminação do Sahara Ocidental.

A onda de detenções de activistas não tem parado nos últimos meses, com aumento de detenções abitrárias e sequestros em plena luz do dia, em cafés e outros locais públicos.

O aumento de repressão deve-se ao número elevado de protestos e formas de luta não violenta que se multiplicam nas principais cidades dos territórios ocupados, El Aaiún, Smara, Dakhla e Bojador.

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Saharauis em protesto em frente do Município de Smara

Protesta Hamadi Naciri y Gabal JoudaHamadi Naciri e Gabal Jouda, activistas saharauis iniciaram hoje um protesto em frente ao edifico da administração de Smara contra as represálias arbitrárias que têm sofrido devido à sua condição de activistas saharauis e contra a política de apartheid promovida pelo regime de ocupação marroquino.

Segundo se pode ler num comunicado publicado na sexta-feira passada pelo activista Hamadi Naceri, da Freedom Sun e membro de várias associações nacionais e internacionais de direitos humanos, optaram por realizar uma greve de fome após as suas reivindicações terem sido continuamente rejeitadas pelas autoridades marroquinas.

Naciri, ex-preso político e destacado activista de Smara, reivindica a sua transferência de acordo com a lei marroquina, para a cidade ocupada de Smara, a sua cidade natal e onde está a sua familia que depende dele. A senhora Gabal Douda, é uma das muitas saharauis que dependem das “ajudas sociais” marroquinas para sobreviver uma vez que os saharauis são votados à segregação económica e social e esta é uma das forma das autoridades de ocupação controlarem as actividades dos saharauis, a quem atribuem e retiram a ajuda de cesta básica de acordo com o “comportamento” que lhes é exigido.

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Intensos confrontos na noite de terça-feira na cidade ocupada de El Aaiun

Foto de archivo

Diario La Realidad Saharaui. DLRS / Fonte. Comité por el Derecho a la Autodeterminación del Pueblo Sahara Occidental, CODAPSO/El Aaiun

Sidi Brahim Alouat, defensor saharaui dos direitos humanos foi levado ao hospital de El Aaiun em estado grave.. De acordo com a fonte com a qual Diario La Realidad Saharaui foi informada, a cidade de El Aaiun viveu na noite desta terça-feira, 4 de Abril fortes confrontos entre a população dos bairros da população saharaui e forças da polícia, gendarmeria e forças auxiliares Segundo o vice-presidente de CODAPSO, “El Aaiun está asfixiado há cerca de 15 dias por milhares de policias e outros órgãos do exército marroquino. Em todas as saídas e entradas de El Aaiun y distrito Edchera onde chega à cidade a correia transportadora de fosfatos foram deslocados milhares de soldados e policias. À cidade de El Aaiun chegaram milhares de colonos marroquinos e polícia à paisana “. Hmad Hammad disse que todas estas manobras do regime marroquino são para cobrir a visita planeada do Rei de Marrocos à cidade do Sahara Ocupado.

A fonte disse que todos saharaui rejeitaram a visita do monarca e que o consideram indesejado e malquisto no território saharaui ocupado. A mobilidade na cidade foi reduzida e cada saharaui tem 20 policiais atrás dele, uma situação enfrentada pela família do ex-preso político e presidente da “Associação Saharaui de Inválidos” Sidahmed Alouat. A sua casa foi invadida por unidades de polícia sem autorização judicial. Segundo a fonte o irmão de Alouat, Sidi Brahim, assim como a sua mãe e irmã foram torturados. E Sidi Brahim teve que ser levado para o Hospital em estado muito grave.

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Said Ameidan: A minha vingança é a denúncia

Por Isabel Lourenço / Jornal Tornado

Said é um jovem calado e educado, com tristeza nos olhos mas um sorriso fácil, tem uma voz suave e conta em tom baixo a sua história uma mais num role sem fim de sofrimento do povo saharaui.

“O meu maior sofrimento não são as minhas torturas ou o facto da prisão dos meus irmãos, o meu maior sofrimento é o sofrimento da minha mãe. Isso é o que me entristece.”

Quem não conhece os saharauis não ira entender a profundidade deste sentimento, para os saharauis uma mulher é intocável, a violência contra as mulheres é inaceitável, nesta sociedade.

Said foi detido com 17 anos dentro da Escola Secundária, as autoridades de ocupação entraram no edifício para reprimir um protesto pacífico dos estudantes saharauis que são objecto de discriminação e insultos constantes dentro das salas de aulas. No recinto da Escola espancaram-no até sangrar da cabeça, foi torturado durante um dia e solto em seguida, mas por pouco tempo, passado um mês já estava de novo nas mãos do verdugo a ser torturado, 4 dias de detenção arbitrária.

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