UA reitera apoio à RASD e apela ao boicote de evento promovido por Marrocos

A declaração final da 30ª Conferência da União Africana, em Adis Abeba, que reúne líderes da região, reafirmou o seu apoio ao referendo da autodeterminação do Sahara Ocidental e apelou ao boicote da reunião Crans Montana na cidade de Dakhla nos territórios ocupados do Sahara Ocidental. A reunião anual do Forum Crans Montana, organização suiça com sede no monaco e carácter internacional, é aproveitada há vários anos por Marrocos como veículo de propaganda para a sua presença ilegal nos territórios ocupados.

O ponto 15. da declaração diz:

15. MANIFESTA O SEU APOIO à retomada do processo de negociação entre Marrocos e a República Árabe Saharaoui Democrática (RASD), com vista a se alcançar uma solução duradoura consistente com a letra e o espírito das decisões relevantes da OUA/UA e das resoluções da ONU. A Conferência REITERA O SEU APELO aos dois Estados-Membros para realizarem, sem pré-condições, negociações directas e sérias facilitadas pela UA e pela ONU para a realização de um referendo livre e justo para o povo do Sahara Ocidental. Enquanto a UA está pronta para operacionalizar, se e quando necessário, o seu Comité de Chefes de Estado e de Governo sobre o Sahara Ocidental, a Conferência APELA às duas partes para que cooperem plenamente com o Alto Representante da UA para o Sahara Ocidental, o ex-presidente de Moçambique, Joaquim A. Chissano, e o Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas, Sr. Horst Kohler. A Conferência SOLICITA à Marrocos, como Estado-Membro da UA, que permita que a Missão de Observação da UA volte a Laayoune, Sahara Ocidental, bem como permita uma monitorização independente dos direitos humanos no Território. A Conferência REITERA os seus apelos, repetidamente formulados, em particular a sua declaração aprovada na sua 24ª Sessão Ordinária, realizada em Adis Abeba, de 30 a 31 de Janeiro de 2015, sobre o Fórum Crans Montana, uma organização com sede na Suíça, para desistir de realizar as suas reuniões na cidade de Dakhla, no Sahara Ocidental, e APELA a todos os Estados-Membros, Organizações da Sociedade Civil Africanas e outros actores relevantes para boicotarem a próxima reunião, prevista para 15 a 20 de Março de 2018.

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Cimeira UE-União Africana com presença da RASD

A primeira cimeira UE – União Africana realiza-se em Abidjan, Capital da Costa de Marfim e com a presença da República Árabe Saharaui Democrática apesar de todas as tentativas de Marrocos e França para excluir os legítimos representantes do Povo Saharaui, esta Cimeira obrigou o Rei Alauíta a sentar-se no mesmo hemiciclo de Brahim Gali, actual presidente da RASD e Secretário Geral da Frente Polisario.

Frederica Morgherini declarou no dia 22 de Novembro que a participação da RASD era uma questão interna da União Africana. Não pondo qualquer obstáculo à presença deste país, que apesar de não ter o reconhecimento da União Europeia, é reconhecido por mais de 80 países e membro fundador da União Africana.

Após semanas de manobras de manipulação e ameaças por parte de Marrocos e seu aliado europeu, França, Marrocos teve que retroceder na sua posição inicial de não participar ou participar com uma delegação de baixo nível diplomático.

Vimos assim hoje o Presidente da Costa de Marfml a saudar o Presidente da RASD, Brahim Gali, ao qual não enviou convite até que a União Africana a 16 de Outubro estabeleceu um prazo limite de 10 dias para que fossem enviados convites a todos os estados membros desta Organização, caso se não cumprisse o envio a cimeira seria realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia onde se localiza a sede da organização Africana.

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A União Africana não aceita nem aceitará uma cimeira com a União Europeia sem a RASD

>16 de outubro de 2017.- A RASD ganhou uma vitória diplomática que a história manterá como um reconhecimento da África ao heroísmo de um povo que há décadas se opôs à injustiça, opressão, êxodo e contra a cumplicidade de muitos dos poderosos no nosso mundo.

Assim, o  Honorável Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Africana decidiu que a Organização Continental não aceita nem aceitará uma cimeira com a União Europeia sem a RASD.

O Conselho deu um mandato firme ao Presidente da Comissão da União para persuadir a Costa do Marfim a enviar o convite para participar à RASD até 27 de Outubro e se esta decisão não for cumprida a Cimeira de Parceria UE-UE será organizado AUTOMÁTICAMENTE em Addis Abeba.

Esta posição política histórica dw África foi tomada após várias horas de debates onde Marrocos utilizou todas as cartas e armas no seu poder na Sala de Conferências e fora dela. Um poder extra-africano bem conhecido fez o que poderia proporcionar o seu apoio exercendo de pressões diretas sobre muitas delegações.

Uma grande maioria fez ouvir alto e claro que a África tem que ser respeitada através do seu forte apego ao seu Ato Constitutivo, seus princípios e decisões.

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A RASD adverte que participará como um país mais na cúpula da UA-UE de Abidjan

Argel, 11 oct (diariovasco.com).- O ministro dos Negócios Estrangeiros saharaui, Mohammad Ould Salek, declarou hoje que a República Árabe Saharaui  Democrática(RASD) participará como um país adicional na cúpula entre a União Africana e a União Europeia que se realiza em Abidjan nos dias 29 e 30 de novembro.

Numa conferência de imprensa em Argel, Ould Salek também atacou a França, acusando-a de vender armas e munições a Marrocos e dificultando os esforços do Conselho de Segurança para realizar um referendo sobre autodeterminação apoiado pela ONU .

“A RASD participará da próxima cimeira da UA-UE como os restantes Estados membros da UA, em pé de igualdade. Sem a RASD não haverá cúpula “, disse.

Ould Salek acusou Rabat de tentar evitar a presença saharaui  procurando na França um novo parceiro.

“Marrocos está a  dificultar os esforços dos enviados da ONU junto com a França, que está a pressionar a Costa do Marfim e exorta a UA a evadir a decisão de uma organização de respeito e direito de todos os Estados membros de participar na reunião”

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União Africana envia Missão de avaliação de Direitos Humanos aos território Ocupados do Sahara Ocidental

União Africana preocupado com a situação no Sahara Ocidental

Na esperança de ver os dois lados chegarem a uma solução consensual

O Presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, disse ontem, em Addis Abeba (Etiópia), que está preocupado com o actual impasse a respeito do conflito no Sahara Ocidental ocupado por Marrocos desde 1975 .

Segundo noticia publicada no jornal “La Tribune” ” Moussa Faki na sessão de abertura da 29ª Cimeira da UA. disse “Vimos com agrado a redução das tensões em torno de El Guerguerat no Sahara Ocidental, e a nomeação de um novo representante pessoal do secretário-geral das Nações Unidas e a sua intenção de lançar uma nova iniciativa para a resolução pacífica de conflito, e continuamos preocupados com o impasse atual .”

“Esperamos que a presença de ambas as partes, Marrocos e a República Árabe Saharaui Democrática (RASD), como membros da nossa União irá facilitar uma solução consensual, de acordo com o direito internacional, que garante o direito do povo saharaui à autodeterminação” disse, argumentando que “as questões de paz e segurança continuam a ser a nossa preocupação ao mais alto nível.”

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Joaquim Chissano : Conselho de Segurança da ONU tem que assumir a sua responsabilidade para a realização do referendo no Sahara Ocidental

Na 34ª sessão de direitos humanos da ONU, em Genebra, Joaquim Chissano enviado especial da União Africana (UA) para o Sahara Ocidental, alertou para a situação alarmante em que se encontra o povo saharaui, num discurso de mais de meia hora.

Joaquim Chissano saudou a criação do G14, grupo de apoio de Genebra ao Sahara Ocidental, que espera poder desenvolver um papel importante para que o povo saharaui consiga alcançar a sua autodeterminação e independência. Esse grupo é composto por Argélia, Angola, Bolívia, Cuba, Equador, Moçambique, Namíbia, Nicarágua, Nigéria, África do Sul, Tanzânia, Timor Leste, Venezuela e Zimbabwe, foi constituido no passado dia 28 de Fevereiro com o objectivo de apoiar dentro e fora da ONU a concretização rápida da autodeterminação e independência do povo saharaui.

Como enviado especial da UA , Chissano, expôs a posição desta organização relativamente ao conflito do Sahara Ocidental, um conflito que afirma ser urgente resolver e que necessita de uma acção imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas com o agendamento de uma data concreta para a realização do referendo de autodeterminação que foi a base do acordo de cessar- fogo entre Marrocos e a Frente Polisario.

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Jacob Mundy: “A União Africano pode ter semeado as sementes de sua própria destruição”

Jacob Mundy

Fuente: NOTICIAS DEL SÁHARA  / Zine Cherfaoui زين شرفاوي – Traduzido ao Espanhol por  Pasqual Luis Riquelme -Editado por Maria Piedad Ossaba

A União Africana (UA), aprovou a 31 de Janeiro a adesão de Marrocos, que não colocou qualquer condição para a entrada. Qual é o interesse estratégico desta associação para Marrocos e para os membros da UA? Jacob Mundy, um professor da Universidade Colgate em Nova York e um especialista sobre a questão do Sahara Ocidental, dá algumas respostas.

A União Africana (UA) acaba de aceitar a adesão de Marrocos. Na sua opinião, por que o rei Mohammed VI quis aderir à organização pan-Africana?

Eu acho que o regime marroquino percebeu o  fracasso da sua estratégia de boicote. Esta, simplesmente não funcionou. Marrocos queria que a RASD (República Árabe Saharaui Democrática) fosse expulsa da UA quando um número suficiente de Estados Africano tivesse “suspenso” o seu reconhecimento. Isto não só não aconteceu, mas, legalmente, é também impossível. A UA não tem nenhum mecanismo para expulsar um membro.

Além disso, politicamente, teria também destruído a UA, como eles alertaram claramente países como a Argélia, Nigéria e África do Sul. Alguns argumentam que Marrocos vai lidar diretamente com a RASD agora, em vez de através Argélia e enviado especial da ONU. Mas isso é uma ilusão. Como é o caso com Israel e o Estado palestino nas Nações Unidas, Marrocos vai continuar a recusar-se a reconhecer a RASD e aproveitar todas as oportunidades para exigir a sua expulsão do UA.

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Zâmbia quer que as fronteiras do Sahara Ocidental sejam respeitadas

FuOnte: toutdz.com / Tradução porunsaharalibre.org

ARGEL – O ministro dos Negócios Estrangeiros da Zâmbia Harry Kalaba, expressou quarta-feira o desejo do seu país que as fronteiras do Sahara Ocidental sejam “respeitada” e que Marrocos “não se esqueça que o Sahara Ocidental é um país membro União africana (UA) “.

“Eu gostaria de ver as fronteiras do Sahara Ocidental respeitados e que Marrocos não perca de vista que o Sahara Ocidental é um país membro da UA,” disse o Sr.. Kalaba depois de sua reunião com o Ministro de Estado e Ministro das Relações Exteriores e Cooperação Internacional Argelino, Ramtane Lamamra.

Ele lembrou que a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) é um membro da UA, sublinhando que a organização continental foi criada “, não só para promover o comércio e a cooperação entre os países do continente, mas também para impor respeito da soberania dos estados membros e de suas fronteiras “.
Última colónia de África, o Sahara Ocidental foi ocupado por Marrocos em 1975 após a saída das tropas espanholas e até hoje continua a ser registado na ONU, na lista dos territórios a descolonizar de acordo com as regras do direito internacional na matéria.

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Marrocos brinca ao Cavalo de Tróia com a AU?

Por Shannon Ebrahim* – www.iol.co.za (Traducción porunsaharalibre.org)

Marrocos poderia revelar-se um cavalo de Tróia dentro da barriga da UA, servindo para minar a unidade dentro do organismo continental, escreve Shannon Ebrahim.

Esta semana, Marrocos conseguiu o apoio de dois terços dos Estados membros da UA para a re-admissão ao organismo continental. Marrocos poderia, no entanto, provar ser um cavalo de Tróia dentro da barriga da UA, servindo para minar a luta pela autodeterminação do Sahara Ocidental, bem como minar a unidade dentro do próprio organise continental.

Somente os países da África Austral reconheceram os perigos e as contradições que a inclusão de Marrocos na União Africana representou para o continente, votando contra ela.

A maioria dos países que se opuseram à inclusão de Marrocos são liderados por antigos movimentos de libertação que confiaram na solidariedade da OUA na sua luta pela liberdade.

Compreendendo perfeitamente as consequências da inclusão de Marrocos, o ANC, o SACP e até mesmo o EFF rejeitaram firmemente a decisão da UA de re-admitir Marrocos, perguntando como Marrocos se poderia tornar membro quando o povo do Sahara Ocidental continua a sofrer sob a ocupação injusta de Marrocos.

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Ministro das Relações Exteriores marroquino, nervoso com perguntas sobre a presença de Marrocos, com a RASD na União Africana

Fonte. Red Maizirat / El Aaiun / Sahara Ocidental territórios ocupados, 1 de fevereiro de 2017

Tradução e edição: EIC Poemario para um Sahara livre

Diplomacia marroquina emaranhada nas cláusulas da Carta da União Africana (UA) após a sua admissão e sentado-se ao lado da República saharaui. O ministro do Exterior marroquino Salaheddine Mezouar respondeu nervosamente a pergunta de um jornalista marroquino sobre a aceitação de Marrocos dos estatutos da União Africana, quando o presidente saharaui esta sentado no mesmo hemiciclo em frente ao Rei de Marrocos e a República saharaui ser um membro fundador da UA.

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Brahim Ghali: “Marrocos é chamado a contribuir para a plena aplicação do plano de paz”

Addis Abeba, 01/02/17 (SPS)

O Presidente da República e SG da POLISARIO, Brahim Ghali, disse em Addis Ababa que a adesão do Reino de Marrocos a União Africana compromete o reino a contribuir eficazmente para a execução do plano de paz da ONU – UA no Sahara Ocidental e o respeito à soberania da República Saharaui no seu território.

O Presidente salientou que a União Africana continua a ser um importante garante das Nações Unidas na implementação do plano de resolução, bloqueada pelo regime marroquino ao longo dos anos, e trabalhar para a resolução completa do conflito entre os dois membros da organização continental.

Observou ainda que Marrocos para aderir à União Africana é obrigado a participar nos esforços das duas organizações (União Africano e da Organização das Nações Unidas) na resolução do conflito do Sahara Ocidental.

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