Mohamed Abdelaziz apelou à ONU para que investigue a morte do cidadão saharaui Yuli Achmad Abad

rais-ban_1_1Bir Lahlou, 29/02/16 (SPS)

O Presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisário, Mohamed Abdelaziz pediu na segunda-feira a Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, que seja investigada a morte do cidadão saharaui Achmad Abad Yuli que ocorreu enuma zona desmilitarizada.

“O crime cometido este sábado pelas forças da ocupação marroquinas, contra um cidadão saharaui inocente, numa área que está sob a responsabilidade das Nações Unidas constitui um acto criminoso hediondo e salienta a necessidade de tomar medidas firmes e severas para lidar com tais atrocidades” assinala Abdelaziz ao secretário-geral da ONU.

O Presidente recordou que a ONU é o principal responsável por assegurar o cumprimento do plano da resolução das Nações Unidas no Sahara Ocidental, em todos os seus aspectos, incluindo o cessar-fogo, assinado sob a sua supervisão em 6 de setembro de 1991, em preparação para a organização de um referendo de autodeterminação do povo saharaui.

Após informar as Nações Unidas sobre a morte da vítima e a perda dos seus animais, o presidente saharaui pediu que se proceda à realização de uma investigação justa e transparente, na presença das partes em conflito e a família da vítima para revelar todas as circunstâncias desse crime covarde e determinar responsabilidades.

O incidente ocorreu em 27 de fevereiro de 2016 numa área próxima ao sector Guelta, uma área geográfica onde não é permitido o uso de armas e que está registada no cessar fogo assinado entre as partes em conflito, a Frente POLISARIO e Marrocos. De acordo com relatos de testemunhas deste ato criminoso, forças marroquinas abriram fogo sem aviso, matando os quatro primeiros camelos da manada, depois virou o seu fogo sobre a vítima e seus companheiros, que sobreviveram por um milagre.

A área é considerada desmilitarizada de acordo com o cessar-fogo mas tem-se registado casos semelhantes nos últimos anos muitos, com a morte de pastores e suas manadas e rebanhos devido a dispositivos de explosão e bombas e por fogo direto das forças de ocupação perto do muro da vergonha, considerado um crime contra a humanidade.