Os Corpos Gerentes do Sindicato dos Professores do Norte (SPN/Fenprof) manifestam o seu apoio e solidariedade aos presos saharauis de Gdeim Izik

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Porto, 5 de Março de 2016  – porunsaharalibre.org

Solidariedade com presos saharauis em greve de fome

No dia 1 de março, 13 presos políticos saharauis iniciaram uma greve de fome, por tempo indeterminado, reivindicando o direito à sua liberdade e chamando a atenção da comunidade internacional para uma detenção que a Organização das Nações Unidas considera arbitrária (Relatório 2014 do Relator Especial para a detenção arbitrária).

Os Corpos Gerentes do Sindicato dos Professores do Norte (SPN/Fenprof), reunidos no dia 5 de março de 2016, manifestam o seu apoio e solidariedade aos presos saharauis de Gdeim Izik, em cativeiro há mais de cinco anos. A sua condenação pelo Tribunal das Forças Armadas reais marroquinas a penas que variam entre 20 anos e prisão perpétua, traduzem a vingança do Estado marroquino face à luta pacífica do povo saharaui pela sua independência.

Tratou-se da condenação de civis por um tribunal militar. O julgamento foi considerado nulo devido a violações procedimentais e a falta de provas. De facto, os 40 observadores internacionais presentes, incluindo portugueses, foram unânimes em considerar que o processo constituiu uma farsa, denunciando não só a ilegalidade do julgamento como as contínuas pressões e ameaças exercidas durante todo o processo pelas autoridades marroquinas sobre os próprios observadores e os seus tradutores.

As detenções de Gdeim Izik remontam a outubro de 2010, quando a polícia marroquina desmantelou pela força o que ficou conhecido como o Acampamento da Dignidade, onde se concentravam dezenas de milhares de saharauis para reivindicar o respeito pelos seus direitos e liberdades fundamentais, tendo-se registado cinco mortos, um deles ainda criança. De então para cá, centenas de prisioneiros foram submetidos a todos os tipos de tortura e de abusos – entre os quais, 25 de Gdeim Izik, acusados de crimes que não foram provados,  sendo que 21 continuam detidos, dois foram libertados após cumprirem penas de dois anos e meio, um está em liberdade condicional e Hassana Aalia (julgado à revelia) encontra-se em Espanha, aguardando decisão sobre pedido de asilo político.

Os Corpos gerentes do SPN reafirmam a sua solidariedade com os presos políticos saharauis, exigindo a sua libertação incondicional, e com todo o povo Saharaui, pelo direito a decidir o destino da sua Pátria, ocupada pelo Reino de Marrocos.

Porto, 5 de Março de 2016