A Frente Polisario apela à criação de um posto de controle permanente da MINURSO em Guergarat

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Chahid El Hafed, 21/08/2016 (SPS)

A Secretaria Permanente do Secretariado Nacional da Frente Polisario apelou, no sábado, às Nações Unidas e ao Conselho de Segurança da ONU para estabelecer um posto de controle e observação permanente na área da Guergarat para prevenir novas violações marroquinas do cessar fogo assinado entre a Frente Polisário e Marrocos em 1991.

A Secretaria Permanente do Secretariado Nacional da Frente Polisario, reuniu-se no sábado, numa sessão extraordinária, presidida pelo Chefe de Estado, SG da Frente Polisario, Brahim Ghali, que pediu à ONU uma ação “imediata e decisiva” para parar estes comportamentos “hostis e irresponsáveis”e fazer cumprir os termos do acordo assinado entre as duas partes em conflito e voltar sem demora o resto da componente civil da MINURSO a exercer as suas funções completas.

A Polisário advertiu contra as terríveis consequências que possam surgir a partir desta provocação marroquina que ameaça a paz e a estabilidade em toda a região, diz o comunicado do Secretariado Permanente do Secretariado Nacional da Frente Polisario.

A Frente Polisario pediu à ONU para aplicar sanções imediatas contra Marrocos, para evitar o agravamento da situação na questão do Sahara Ocidental ocupado de flagrantes e continuadas violações contra a população saharaui.

Numa carta a Ban Ki-moon, o presidente da República e Secretário-Geral da Frente Polisário informou a 15 de agosto de 2016, as Nações Unidas, que a partir de 11 de agosto de 2016, as forças de ocupação o marroquinas no Sahara Ocidental, cruzaram o muro militar marroquino em várias ocasiões para penetrar na área Alguergarat, localizado na área de Bir Gandus, adjacente à primeira região militar saharaui.

A Frente Polisario, na sua carta a Ban Ki-moon exigiu a presença da MINURSO no campo para evitar tais provocações que ocorrem numa área sob a responsabilidade das Nações Unidas.

Recorde-se que repetidamente, a Frente Polisário alertou para a ausência de uma pressão real e direta sobre o Estado da ocupação marroquino por parte da comunidade internacional seria equivalente a dar luz verde a uma nova agressão militar contra o povo saharaui.