A POLISARIO apela ao Conselho de Segurança da ONU a tomar medidas “urgentes” para a autodeterminação do povo saharaui

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Chahid El Hafed, 2016/10/09 (SPS)

O Secretariado Nacional da Frente Polisario pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que tome medidas concretas “urgentes e cruciais” para acabar com a arrogância e a intransigência de Marrocos e para a retomada urgente do processo de paz da ONU/OUA para organizar o referendo de autodeterminação do povo saharaui.

Numa declaração que coroou a sua terceira reunião ordinária realizada a 8 e 9 de Outubro, presidida pelo Presidente da República e SG da Frente Polisario, Brahim Ghali, o SN da Frente POLISARIO condenou veementemente as violações deliberadas e repetidas do acordo de cessar fogo por parte de Marrocos e responsabilizou o Estado marroquino pela perigosas consequências desta escalada, para a paz, a segurança e estabilidade na região.

O SN da Frente POLISARIO reafirmou a necessidade de expandir os poderes da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO) para incluir a protecção e vigilância dos direitos humanos e para cumprir a sua missão principal, ou seja, a celebração de um referendo de autodeterminação do povo saharaui.

Também fez um apelo para permitir o retorno imediato do componente político e civil da MINURSO, expulso em Março último por Marrocos e o apoio às suas capacidades operacionais para poder controlar de forma eficaz e estrita o cessar-fogo assinado entre a Frente Polisário e o Reino de Marrocos em 1991 sob os auspícios da ONU.

A Frente Polisario reiterou a sua vontade de cooperar construtivamente com os esforços do Secretário-Geral da ONU e seu enviado pessoal, Christopher Ross para a descolonização do Sahara Ocidental e permitir que o povo saharaui posso usufruir dos seus legítimos direitos de liberdade e independência.

O SN da Frente POLISARIO exortou a comunidade internacional a exercer a pressão necessária para libertar todos os presos políticos saharauis nas prisões marroquinas, o desmantelamento do “muro da vergonha”, muro militar de Marrocos e da abertura das áreas ocupadas do Sahara Ocidental a observadores e meios de comunicação internacionais.

O SN denunciou ainda o vergonhoso apoio de França ao ocupante marroquino, especialmente no Conselho de Segurança.