O negócio sujo da água nos territórios ocupados

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aguaApesar de existirem lençóis subterrâneos de água potável nos arredores de El Aaiun essa água não pode ser utilizada devido à poluição provocada pelas autoridades de ocupação marroquina.

Os lençóis subterrâneos de água potável, que durante a ocupação espanhola eram filtrados e serviam a população não podem ser utilizados. As autoridades de ocupação despejam no local onde era antes feita a filtragem e extração, todas as águas poluídas, tendo infectado as reservas de água potável.

Hoje em dia a água distribuída durante apenas 2 horas diárias em El Aaiun, é proveniente de estações de dessalinização.

A população saharaui, já de si empobrecida pelo apartheid económico, social e político, é obrigada a comprar água para consumo. A água para beber e utilizar na comida é adquirida a 60cêntimos o Litro, e a água para utilização geral tem que ser adquirida e armazenada em depósitos de plástico ou metal nos telhados das casas, uma vez que as duas horas de distribuição não chegam para as necessidade das famílias.

A distribuição “oficial” é cortada a miúde, chegando a haver cortes de uma semana. Para colmatar estes cortes a população saharaui é obrigada a comprar a água não potável de camiões cisternas dos colonos marroquinos o das próprias autoridades de ocupação, custando cada 200l, 6 euros.

A água potável engarrafada, é transportada em camiões desde o Norte de Marrocos sem condições mínimas de higiene, chegando a El Aaiun é armazenada em armazéns a céu aberto, sob o sol escaldante durante semanas.

Também aqui Marrocos não só discrimina a população saharaui, como ainda lucra com o seu sofrimento.