Greve de fome dos prisioneiros políticos saharauis – as famílias alertam para a situação alarmante

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Em um comunicado de imprensa publicado ontem, o Comitê de famílias do grupo Gdeim Izik alertou para a situação de saúde de alguns dos prisioneiros políticos que estão em greve de fome. Desde a separação dos 19 ativistas e prisioneiros políticos saharauis do grupo Gdeim Izik em 16 de setembro, estes foram vítimas de maus tratos, assédio, discriminação e outras formas de pressão, incluindo negligência médica.

Devido a esta situação, alguns dos prisioneiros políticos deste grupo, que estão em 7 prisões diferentes no reino marroquino, entraram em greve de fome.

Os funcionários da prisão, com o consentimento da administração das diferentes prisões, insultam sistematicamente este grupo de ativistas saharauis . Os prisioneiros marroquinos condenados por crimes comuns são autorizados a persegui-los e ameaçá-los.

Na prisão de Tifelt 2, Cheik Banga, El Bachir Khadda e Hassan Dah, iniciaram uma greve de fome desde a sua transferência no dia 16/09/2017. Eles têm uma situação de saúde debilitada e têm dificuldades em manter-se de pé e falar.

Lamine Haddi, iniciou uma greve de fome aberta também em 16/09/2017. Haddi sofre de pressão alta, dor de estômago aguda e dificuldade em se mover.

Brahim Ismaïili, iniciou uma greve de fome aberta também em 16/09/2017, e está muito debilitado.

O diretor da prisão de Tifelt ameaçou os prisioneiros de morte acima mencionados e recusou-se a negociar com eles. O diretor da prisão chegou até ao ponto de ameaçar Hassan Dah dizendo ” vivo ou morto, não és nada! ….. alguns dias depois da tua morte, ninguém se lembrará de ti”.

Na prisão de Tifelt 2, Abdallah Toubali, que fez uma greve de fome de advertência na semana anterior, é continuamente submetido a assédio e provocações pelos detidos de delito comun. Há alguns dias que não tem saida ao pátio e não recebe refeições quentes, sendo forçado a comer apenas alimentos enlatados frios.

Mohamed Khouna Babeit foi assediado pelos guardas da prisão. Não pode ter os seus cobertores e roupas.

O terceiro grupo que atualmente está na prisão de Ait Melloul recebe o mesmo tratamento. Sidahmed Lemjeyid, iniciou uma greve de fome aberta também em 16/09/2017. Lemjeiyd tem problemas pulmonares, alergias e pés inchados. A administração da prisão não dialogou com ele até agora e o pedido de visita da sua família foi recusado.

Mohamed Bani realizou uma greve de fome de advertência depois que a administração da prisão se recusou a fornecer-lhe tratamento médico e roupas. Ontem, 25 de setembro, entrou em greve de fome aberta.

Mohamed Embarek Lefkir, não tem roupa nem cobertores.

O grupo detido na prisão central de Kenitra realizou uma greve de fome de alerta de 48h.

Mohamed Bourial, Ahmed Sbaai, Mohamed Bachir Boutanguiza, Abdallahi Abbahah, Abdallah Lakhfawni e Houcein Zawi protestaram e alertaram com este protesto contra os maus tratos que receberam.

Abdel Jalil Laaroussi, foi transferido para a prisão de Okasha, isolado do resto do grupo. Laroussi foi colocado em isolamento e foi submetido ao mesmo assédio que o resto do grupo nas outras prisões.

O comunicado de imprensa do Comitê das famílias dos prisioneiros Gdeim Izik é alarmante e mostra que as autoridades marroquinas estão desrespeitando as condições mínimas estandard para prisioneiros estipuladas pelas Nações Unidas.