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Comunicado de imprensa

“Melhor morrer por dignidade do que viver sem ela”

– Após uma semana de prisão solitária e uma greve de advertência em 12 e 13 de fevereiro de 2018, greve para a qual a administração da prisão se recusou a me dar um recibo de declaração de greve,

– Após a reação irresponsável do diretor da instituição penitenciária transferindo-me para uma cela de isolamento e me privando de todos os direitos fundamentais, com argumentos falsos e absurdos que mostram a pressão e a chantagem exercidas contra mim desde o primeiro dia pelo diretor desta prisão,

– E devido à persistência dessa chantagem e da falta de resposta da Administração Central sobre o meu primeiro pedido a ser transferido para uma das cidades do Sahara Ocidental e abrir um diálogo sério sobre minhas reivindicações legítimas:

Anuncio que irei iniciar uma greve de fome ilimitada a partir de 27 de fevereiro de 2018.

A greve terá lugar depois de ter tentado, por todos os meios, aliviar o sofrimento dos meus irmãos do grupo de Gdeim Izik que foram separados e dispersos há mais de 6 meses, agora em várias prisões, após as sentenças injustas que nos foram impostas devido simplesmente por sermos ativistas da liberdade e da autodeterminação do povo saharaui.

Naama Abdi Moussa (Asfari)

Prisão de El Aarjat perto de Rabat / Marrocos.