O Sindicato co.bas pede amparo à ONU diante da brutal repressão marroquina no Sahara Ocidental

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PUSL.- O Sindicato das comissões de base das Canárias (Co. Bas) pede ao governo da Espanha que solicite a intervenção ” URGENTE ” do secretário-Geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, ” para investigar a morte da jovem Saharaui Sabah Azman Heimad e acabar com a repressão exercida contra a população civil saharaui noss territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Desde o sindicato das comissões de base das Canárias (Co. Bas) pedimos ao governo de Espanha, como membro do conselho dos direitos humanos, que solicite a intervenção ” URGENTE ” do secretário-Geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, ” para investigar a morte dajovem Saharaui Sabah Azman Heimad e pôr fim a A repressão exercida contra a população Saharaui nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

No passado dia 19 de julho centenas de saharauis saíram às ruas para celebrar a vitória na Copa Africana das nações da seleção da Argélia. As forças de ocupação marroquina aumentaram a repressão a partir desse momento com detenções arbitrárias e saques de casas de ativistas saharauis e suas famílias, semeando o terror entre a população.

Desde o sindicato das comissões de base das Canárias (Co. Bas) queremos lembrar que a Espanha continua a ser a potência administradora no processo de descolonização e continua a dar as costas ao povo saharaui que nos territórios ocupados do Sahara vivem uma realidade silenciada pela comunidade internacional, tornando-se cúmplice perante as constantes provas de violações dos direitos humanos.

Marrocos não quer testemunhas internacionais do que se passa nos territórios ocupados é por isso que expulsa uma e outra vez as diferentes pessoas que viajam como observadores e como também não permite a presença de meios de comunicação que possam informar diretamente.

Desde o sindicato das comissões de base das Canárias (Co. Bas) queremos expressar, igualmente, o nosso apoio à campanha internacional que diferentes organizações estão a desenvolver para que o conselho de segurança das nações unidas aprove a ampliação de competências da MINURSO (missão das nações unidas para o referendo no Sahara Ocidental) para o referendo. Que inclua a vigilância dos direitos humanos no Sahara Ocidental. Lembramos que é a única missão que não tem essas competências.

As torturas, desaparecimentos forçadas de pessoas, as detenções, julgamentos sumários, a repressão e a proibição a manifestar-se e expressar-se é uma constante que sofrem dia a dia as e os saharauis dos territórios ocupados por parte do exército e da polícia de Marrocos.

A esta falta de liberdades e regime opressivo acrescenta-se o roubo dos seus recursos económicos beneficiando da exploração das minas de fosfatos e da pesca, bem como das explorações agrícolas.

Por um lado a MINURSO encontra-se no território sem possibilidade nem vontade de agir na vigilância e proteção dos direitos humanos transformando esta missão das nações unidas em meros espectadores sem possibilidade de ação, e por outro lado a Espanha faz abandono da sua Responsabilidade como administradora deste território não autónomo tornando-se cúmplice.

É por isso que, desde esta organização sindical, pedimos ao governo de Espanha que realize todas as performances necessárias para que o povo saharaui exerça o direito à sua livre autodeterminação e junto com o conselho de segurança das nações unidas amplie as competências da MINURSO e trabalhe para a realização do referendo, para que as e os saharaui decidam sobre o seu futuro.

Canárias, em 23 de julho de 2019