Uganda – O Clube Pan-Africano manifesta solidariedade com o povo saharaui e condena a repressão e a ocupação marroquinas

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Kampala (Uganda) 24 de julho de 2019 (SPS) – O presidente do Clube Pan-africano de Uganda, Oscar Kasya, expressou na segunda-feira a solidariedade da sua organização para com o povo saharaui, condenando o colonialismo “primitivo” e “ganancioso” marroquino no Sahara Ocidental.

“Desejamos reiterar a nossa posição de que estamos com vocês e sempre ficaremos ao vosso lado porque o mundo sabe que são inocentes, o vosso seu crime são os vossos lucrativos fosfatos, dos quais Marrocos ganha ilegalmente milhões de dólares a cada ano, como com a vossa pesca e outros minerais. O mundo está a observar e a vossa justa luta irá vencer. Vergonha ao colonialismo primitivo, da ganância e da violação dos direitos humanos “, enfatiza a carta.

Na mesma linha, Oscar Kasya afirmou que a sua organização “gostaria, num espírito de solidariedade africana, de condenar nos mais veementes termos a repressão, o assassinato, a exploração e a opressão imerecidos” exercidos contra os saharauis pela ocupação marroquina.

A carta afirma ainda que a sua organização “tomou conhecimento com grande preocupação que quando vocês tomaram às ruas em 19 de julho de 2019 às centenas para celebrar pacificamente uma merecida vitória da equipa de futebol da Argélia na Taça das Nações Africanas, as forças de segurança marroquinas atacaram-vos impiedosamente utilizando cassetetes, gás lacrimogêneo, canhões de água, balas de borracha e pedras. ”

Estes ataques, acrescenta o texto, “infligiram intencionalmente ferimentos fatais e muitos de vós permanecem em estado crítico. Tomamos também conhecimento que muitos cidadãos saharauis inocentes foram presos e detidos em locais desconhecidos pelas forças marroquinas enquanto a vida de uma jovem, Sabah Osman Hamida, de apenas 24 anos, foi atrepolada pelas forças marroquinas com dois carros, o que agora é entendido como um assassinato deliberado. ”

O Clube Pan-africano é um grupo de reflexão nacional composto principalmente por jovens que têm uma grande paixão pelo pan-africanismo no Uganda. Ele mantém discussões intelectuais interativas sobre questões atuais, com o objetivo de analisar os desafios e gerar possíveis soluções.