Jornalista saharaui Walid Al-Salik, condenado a 6 anos de prisão

PUSl.- Walid Al-Salik, jornalista saharaui, foi condenado ontem, 9 de outubro, a seis anos de prisão no tribunal de apelação marroquino de El Aaiun, capital do Sahara Ocidental ocupado.

O jornalista saharaui e ativista dos direitos humanos foram acusados ​​dos delitos usuais e não comprovados de “ataques a funcionários públicos, bloqueio de estradas e lançamento de pedras contra policias”. As autoridades marroquinas recorrem sempre às mesmas acusações em relação aos ativistas e jornalistas saharauis, mas sem nunca apresentarem em julgamento qualquer prova ou evidencência excepto os documentos elaborados e escritos pela polícia e / ou falsas confissões.

Al-Salik foi preso no dia 7 de junho deste ano com outros dois ativistas que as autoridades marroquinas espancaram brutalmente na recepção do preso político e jornalista Salah Lebsir, que foi libertado no mesmo dia.

Como pode ser visto no vídeo abaixo, os jovens ativistas e o jornalista Al Salik não atacaram ninguém, mas foram brutalmente espancados no meio da rua por mais de uma dúzia de agentes da polícia marroquina à civil e fardados. Os três cidadãos saharauis foram interceptados no seu carro por um grupo de agentes das forças auxiliares marroquinas, armados com cassetetes que os atacaram, arrancaram de demtro do seu carro e espancaram repetidamente.

Após a brutal intervenção em Smara, Walid Al-Salik foi transferido em 10 de junho para a cidade de El Aaiun e apresentado ao tribunal de apelação ao juiz investigador.

Walid al-Salik Albatal está detido por enquanto na prisão negra de El Aaiun, nos territórios ocupados do Sahara Ocidental, mas provavelmente será transferido para o Reino de Marrocos em clara violação do DIH (Direito Internacional Humanitário), como é prática comum das Forças de ocupação marroquinas

O jovem jornalista já tinha sido condenado em 2016 por participar numa manifestação não violenta e cumpriu 14 meses de prisão.