Congresso espanhol exige resposta “firme” a Marrocos

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Ana Oramas, Coalición Canaria

Conforme publicado pelo jornal espanhol ABC, o Congresso espanhol instou ontem o governo a defender firmemente as águas das Ilhas Canárias e do Sahara Ocidental contra Marrocos. A moção submetida pela Coaligação de Canárias (CC) foi aprovada por unanimidade na câmara baixa e foi apresentada após o aviso na semana passada à ministra das Relações Exteriores, Arancha González Laya, sobre os movimentos do país vizinho.

“As informações fornecidas nesta sede parlamentar não foram tranquilizadoras”, disse Ana Oramas (CC), que pediu “prioridade” na agenda do Presidente do Governo para uma visita a Marrocos e a necessidade de “uma posição firme” da Executivo. Oramas também pediu a promoção do processo de diálogo entre Marrocos e a Frente Polisario para alcançar “uma solução justa, duradoura e mutuamente aceita pelas partes no Sahara Ocidental”.

PP, Cs e Vox lamentaram a posição “fraca” de Pedro Sánchez por não defender a soberania marítima. Guillermo Mariscal (PP) expressou que desconhece “os interesses” defendidos pelo governo do PSOE e da coligação Unidos Podemos (UP) após sua inatividade: “A mordida que ocorreu nas águas espanholas não acordou este governo, ” disse Mariscal, que denunciou que a coligação do governo “continua sem defender os interesses das Canárias”.

De Cs, Carmen Martínez exigiu uma resposta contundente porque, advertiu, Marrocos “considera as águas da Espanha e as do Sahara Ocidental como suas”. Além disso, Martínez lembrou que a Espanha como administrador “de jure” do território do Sahara Ocidental tem as suas obrigações:
“Não é uma opção, é uma obrigação, e a Espanha deve continuar a vigiar o Sahara até à sua descolonização total”.

Por sua parte, Héctor Gómez do PSOE defendeu a gestão do Ministro das Relações Exteriores e acusou o PP de “se dedicar a atacar” o governo. “Quando estão no governo, não agem; quando estão na oposição, criticam”, afirmou Gomez.

Os deputados do PSOE, no entanto, apoiaram a moção.