Brasil – Associação de Solidariedade e pela Autodeterminação do Povo Saharaui, protesta contra violações aos direitos humanos dos saharauis

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PUSL.- Desde o início da ocupação do território do Sahara Ocidental pelo Reino do Marrocos, em 1975, os saharauis têm sido vítimas de humilhações, agressões físicas, prisões injustificadas, torturas e condenações injustas por tribunais marroquinos. Esses fatos ocorrem cotidianamente e só são tornados de conhecimento público graças à difusão de imagens captadas por cidadãos saharauis que resistem à ocupação, já que o Marrocos impede o livre exercício do jornalismo nos territórios que invadiu.

Um saharaui que tem documentado a violência policial no Sahara Ocidental, Walid Elbatal, e Mohamed El Ghazal foram violentamente agredidos e presos na cidade de Smara quando chegavam à casa onde se comemorava a libertação, depois de quatro anos de prisão, de Salah Lebsir. Desmentindo as versões das autoridades marroquinas, um vídeo mostra claramente que os dois saharauis foram abordados e violentamente agredidos por policiais à paisana, sendo o veículo em que estavam sido cercado por viaturas da polícia de ocupação.

Contra Elbatal foram forjadas, apesar das evidências mostradas pelo vídeo, acusações de obstrução do trânsito, ameaça a funcionários públicos e posse de arma. Ele foi condenado a seis anos de prisão, sentença posteriormente reduzida a dois anos. Ghazal está foragido.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos está investigando os fatos. A Associação de Solidariedade e pela Autodeterminação do Povo Saharaui, com sede em Brasília, protesta contra essa e outras violações aos direitos humanos dos saharauis que vivem nos territórios ilegitimamente ocupados pelo Marrocos.