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PUSL.- Segundo várias fontes no terrenos a cidade de El Aaiun vive um momento de grande aumento da pressão do ocupante marroquino contra a população saharaui.

As ruas estão repletas de policias, militares e paramilitares, as casas de activistas de direitos humanos cercadas, os jornalistas e blogueiros saharauis sob ameaça e perseguição.

“Vivemos num campo de concentração” diz Mohamed um jovem saharaui do movimento de desempregados.

” Agora são mais, amanhã podem ser menos e depois mais outra vez. Mas não se enganem todos os dias da nossa vida estamos sob vigilância, ameaça, vitimas de maus tratos, tortura, empobrecimento forçado.” testemunha Selma.

” Isto não tem fim! Ninguém quer saber! Vocês conseguem imaginar o que é viver assim? Cruzarem-se com os vossos torturadores todos os dias na rua? Ter a casa cercada durante dias? Levar os filhos à escola com medo do que lhes vai acontecer? Não estamos seguros em nenhum segundo, nem de dia nem de noite. Invadem as nossas casas, batem-nos, partem tudo. Estou farta! Marrocos tem que sair, isto não é a terra deles e nós não os convidamos” Hayat, mãe de três meninas e um rapaz.