MINURSO preocupada com “trafego normal” em estrada ilegal

Por Isabel Lourenço / PUSL.- Ontem, quarta feira dia 21 de Outubro, na página oficial da ONU podia-se ler que a MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental) observou essa manhã, a presença de cerca 50 pessoas, homens, mulheres e crianças na zona tampão de El Guergarat que bloquearam o trafego que passa nesta area.

A Missão enviou pessoal adicional para a zona para ajudar a “aliviar quasquer tensões” e desbloquear o trafego.

As Nações Unidas apelaram a todos os intervenientes a exercerem calma e para tomar todas as medidas para aliviar a tensão.

As Nações Unidas recordaram que “o trafego normal de pessoas e comercial não deve ser obstaculizado e que nenhuma acção deve ser tomada para alterar o status quo da zona tampão.

O status quo da zona tampão foi alterado no dia em que Marrocos, ocupante ilegal de partes do Sahara Ocidental, abriu a brecha ilegal de El Guergarat e a MINURSO e as NU não tomaram nenhuma acção para o impedir ou fechar a brecha.

O status quo continuou a ser “alterado” quando Marrocos contruiu uma estrada Asfaltada na brecha ilegal. As NU e a MINURSO nada fizeram.

O Status Quo de que falam as Nações Unidas não é o status quo que está dentros dos acordos assinados. As continuas violações de Marrocos não são punidas. Os Saharauis alertaram através do seu legitimo representante, a Frente Polisario, inumeras vezes ao longo dos anos para esta violação em especifico e nada foi feito.

Mas em todos estes anos apenas sob a liderança do Secretario Geral, Guterres é que se fala em trafego “normal”.

Os saharauis em todo o mundo apoiam estes manifestantes, com alegria e entuasiasmo.

Vemos mulheres saharauis a destruir o alcatrão em Guergarat. Isto Sr. Secretario Geral é um claro sinal que chega!

Os saharauis aguardaram 29 anos que as Nações Unidas assumissem a sua responsabilidade.

Chega!

Como portuguesa sinto vergonha pela acção dos meus compatriotas que ao longo da história souberam lutar pela justiça mas que não aplicam os mesmos valores quando se trata do Sahara Ocidental.

Sinto vergonha porque espero mais. Espero que os meus compatriotas honrem a nossa constituição e a carta e o espirito da ONU.

Sinto vergonha porque sabemos o que é opressão, injustiça, tortura e assasinatos. Sabemos pirque sofremos na nossa pele e na pele dos nossos irmãos africanos durante um longo periodo negro da história.

Sinto vergonha pelo português que está a ocupar um cargo que lhe da oportunidade de impedir mais injustiças e crimes ou ao menos mitigar o que é possivel e no entanto coloca-se ao lado de um regime colonialista na sua pior expressão.