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COMUNICADO GUERGUERAT

A Associação Mexicana de Amizade com a República Árabe Sahraui A.C. (AMARAS), junta-se à condenação internacional no repúdio à violação do cessar-fogo, acordado desde 1991 através da ONU, na zona de El Guerguerat, Sahara Ocidental, levado a cabo na madrugada de hoje, 13 de novembro de 2020, pelo governo marroquino e exército invasor.

As forças de ocupação marroquinas; Ao ignorar os acordos assinados entre a Frente Polisario, Marrocos e as Nações Unidas, abriram a brecha ilegal da Guerguerat e, através de um grupo de bandidos à paisana, atacaram civis saharauis que protestavam pacificamente contra ela.

Esta violação representa uma ruptura e violação irreversível do cessar-fogo

O maior perigo está latente, visto que as forças armadas marroquinas cruzaram o Muro da Vergonha perto da brecha para contornar e circundar a área, apesar do facto de que em 1997-98 as duas partes endossaram o acordo de paz assinado em 1991, com o qual concordaram em aderir ao processo de paz proposto pela ONU, e em não violar o cessar-fogo de forma alguma.

Os trágicos acontecimentos perpetrados esta manhã são precedidos pela falta de palavra do governo invasor, já que no final de 2001, Marrocos tentou usar o Rally Paris-Dakar como cortina de fumaça para abrir a brecha ilegal e, em 2016-2017, a tensão estava prestes a provocar um confronto militar directo entre a FRENTE POLISARIO e o exército invasor. Não deixamos de recordar que o governo ocupante atacou a população civil saharaui numa manifestação pacífica, como é o caso de Gdeim Izik.

O povo saharaui ao longo de todos estes anos viu passar 15 representantes especiais das Nações Unidas, entre eles: James Baker, Peter Van Walsum, Christopher Ross e Horst Kohler, sem que nenhum deles tivesse alcançado qualquer resolução ou plano foi implementado; Marrocos continua a violar os seus direitos humanos e a explorar os recursos naturais dos saharauis.

A presença militar ilegal hoje perpetrada, bem como a repressão que se perpetua contra os pacíficos manifestantes saharauis na faixa de Guerguerat, constituem uma flagrante violação do Acordo Militar n.º 1, conduzindo assim a um confronto. que põe fim definitivamente ao cessar-fogo e inicia um novo conflito militar, a AMARAS:

– Condena a posição vergonhosa que a ONU tem mantido por 47 anos, fingindo que age a favor de o conflito no Sahara Ocidental ser resolvido pacificamente, mas permitindo que o governo invasor e o exército violem diariamente o Direito Internacional e o Direito Humanitário e os direitos humanos da população saharaui.
– Afirma que o governo da RASD e o povo saharaui têm o direito legítimo de defender tanto o seu território como os seus cidadãos, especialmente quando viu o passar dos anos e o seu território continua a ser colonizado e ilegalmente ocupado com o aval de quem deveria garantir-lhes o direito à autodeterminação.
– Exige que a ONU actue através da MINURSO e do Conselho de Segurança para salvaguardar imediatamente a integridade da população saharaui e garantir à FRENTE POLISARIO o despejo das forças invasoras marroquinas do seu território.
– Insta a MINURSO a cumprir o seu compromisso com a celebração do Referendo de Autodeterminação.

Cidade do México, 13 de novembro de 2021

Deputado J. Ricardo Fuentes Gómez Presidente

Lic. Elizabeth Haro Rivera. Secretário Geral