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PUSL.- Durante as noite de dia 14 e 15 de Novembro, grupos de Comando Marroquinos invadiram casas de famílias saharauis, maltrataram e torturam famílias inteiras e detiveram jovens de forma arbitrária na tentativa de amordaçar os protestos nas ruas dos territórios ocupados contra a ocupação marroquina e em apoio à Frente Polisario.

Segundo nos informou Hmad Hamad, vice-presidente da ONG CODAPSO, confirma-se a detenção arbitrária dos jovens Ahmed Elgargar e Mohamed Abidha na noite de dia 14, sábado, o que levou mais jovens para as ruas exigindo a sua libertação.

Tanto Ahmed Elgargar como Mohamed Abidha foram vitimas de tortura e o seu paradeiro não era conhecido após a sua detenção arbitrária.

Também o grupo de Comunicação Equipe Média lançou um alerta no Twitter onde se pode ler:

“Comandos especiais invadem as casas dos saharauis. Dezenas de jovens foram detidos, maltratados e torturados pelas forças de ocupação marroquinas em campanhas de detenção em grande escala.
Marrocos está a violar o Direito Internacional Humanitário
@MINURSO__ preferiu calar a boca”

https://twitter.com/Equipe_Media/status/1328003287178747906?s=09

O contingente da MINURSO, Missão de Paz das Nações Unidas, continua no terreno, mas continua a deixar Marrocos perpetrar todas as violações de direitos humanos contra os saharauis sem intervir ou pelo menos emitir algum som sobre o assunto.

Al Gargarat , outro meio de comunicação saharaui no terreno , também tem difundido imagens e vídeos sobre as manifestação de jovens saharauis e a perseguição policial, assim como Bentili, RASD TV e outros.

As imagens e vídeos circulam na Internet e os apelos para proteger a população civil saharaui nos territórios ocupados à comunidade internacional, às Nações Unidas, União Africana e União Europeia multiplicam-se sem até agora terem tido eco.

Os vários decisores políticos como é o caso de António Guterres, Secretário Geral das Nações e Josep Borrell, Alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros continuam preocupados com o “restabelecimento do tráfego” na Zona Tampão de Guergarat mas não estão preocupados com as vidas humanos em perigo.

De facto segundo as notícias publicadas por Marrocos o tráfego “foi reestabelecido” narrativa que não condiz com a preocupação e apelos do Secretário Geral e do Alto Representante das Nações Unidas.

SMARA

 

DAKHLA