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PUSL.- Ontem, dia 20 de Novembro em El Aaiun, capital do Sahara ocidental ocupado as forças de ocupação (policias e paramilitares e serviços de inteligência), perseguiram todos os menores e jovens nas ruas, retiraram-lhes os telemóveis fazendo buscas nos mesmos.

A repressão incrível que Marrocos está a efectuar sobre a população saharaui nos territórios ocupados, viu um aumento no passado dia 13 de Novembro após a violação de Marrocos do cessar-fogo e o consequente reinicio da Guerra entre a Frente Polisario e o Reino de Marrocos.

As autoridades de ocupação estão confrontadas com a resistência não violenta dos saharauis em todas as cidades dos territórios ocupados, incluindo nas escolas, hospitais e na rua.

Em resposta aumentaram a violência, torturando menores, como foi o caso de Hayat, menina de 12 anos que pelo único motivo de ter desenhado uma bandeira saharaui na bata da escola foi denunciada pela escola à policia que a submeteu a tortura psicológica e física.

Em Bojador várias mulheres da família de Sultana Khaya, inclusive a sua mãe de 75 anos, foram vitimas de espancamentos com objectos.

Detenções, sequestro, torturas e buscas de casa em casa de activistas conhecidos e todos os que têm menos de 30 anos tem sido uma constante desde 13 de Novembro.

Marrocos teme os saharauis, que apesar de toda estas repressões não se calam, nem se mantêm em casa. Marrocos teme a acção não violenta porque é prova viva da força deste povo, mas também teme que de um momento ao outro a guerra que até agora se está a travar ao longo do muro militar marroquino, com 2720km de extensão e com equipamento militar de ponta, possa iniciar-se desde dentro do território ocupado.

Os colonos marroquinos que ultrapassam em muito a população saharaui em número, têm medo, sabem que esta terra não é a sua e sabem que os Saharauis não irão desistir.

Anos de empobrecimento, desaparecimentos forçados, sequestros, torturas, violações, detenções arbitrárias, discriminação nas escolas e hospitais e desemprego levaram os saharauis a ter muito pouco ou nada a perder e tudo a ganhar.

“Não os podes tratar demasiado mal, porque senão não têm nada a perder” disse na antiga Roma um dono de escravos. Uma verdade absoluta porque não há ninguém mais perigoso que o homem que não tem nada a perder e tudo a ganhar.