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A Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental (AAPSO) numa nota sobre a actual situação no

Sahara Ocidental:

  •  rejeita a decisão unilateral dos EUA e espera que o já eleito e próximo Presidente norte-americano volte a colocar o país em consonância com os princípios das Nações Unidas e defenda com convicção o direito dos povos à autodeterminação;
  • exorta o Secretário-geral da ONU e o Conselho de Segurança a enfrentar com determinação o processo negocial necessário para criar as condições que permitam a realização de um referendo de autodeterminação através do qual o povo do Sahara Ocidental possa exprimir a sua vontade quanto ao seu futuro, nomeadamente procedendo com urgência à nomeação do seu Enviado Pessoal para esta questão;
  • condena o silêncio do governo português sobre os últimos acontecimentos relativos ao Sahara Ocidental e exorta-o a tomar uma posição clara e a agir diplomaticamente de acordo com os princípios do Direito Internacional e com a experiência, que mereceu consenso nacional, de apoio ao processo de autodeterminação de Timor-Leste;
  • chama a atenção para a escalada de actos de intimidação e repressão por parte do regime marroquino sobre os saharauís que vivem no seu país, militarmente ocupado por Marrocos, atitudes estas que se somam a tantas outras que têm conduzido a desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, tortura, julgamentos ilegais, entre outras formas de agressão, ao longo das últimas décadas;
  • pede, secundando muitas outras organizações, que o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a Cruz Vermelha Internacional cumpram as suas obrigações, no quadro dos respectivos mandatos, para com o povo do Sahara Ocidental;
  • exprime a sua profunda e sentida solidariedade para com o povo saharauí, e apela a que esta se fortaleça, em todos os cantos do mundo, incluindo em Portugal, como contribuição para que a liberdade seja alcançada o mais depressa possível.

A AAPSO termina a sua declaração reafirmando que “nenhum povo pode ser livre enquanto oprimir outros povos” e que não pode, por isso, ser conivente, sob nenhuma forma, com a ocupação marroquina do Sahara Ocidental.