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PUSL.- Como publicado em vários meios espanhóis, na conferência de Imprensa online esta terça feira , Sidi Wagal, secretário-geral do Ministério da Segurança e Documentação da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), avisou que irá haver seguramente uma escalada da guerra que resultou do fim do cessar fogo no passado dia 13 de Novembro após o ataque das forças Marroquinas contra civis saharauis na zona tampão. Segundo o artigo da Euro Press, Wagal não descarta que isso leve a uma intervenção da Argélia e da Mauritânia.

Esta semana o exercito argelino realizou vários exercícios perto de Tindouf região onde se encontram os campos de refugiados. Esta região argelina faz fronteira com o Sahara Ocidental e Marrocos .

Os campos de refugiados serão sem dúvida um dos possíveis alvos do exercito marroquino que durante os 16 anos de guerra de 1975 a 1991 bombardeou várias vezes os civis saharauis com Napalm e fosforo branco e em Novembro passado não hesitou mais uma vez em atacar civis saharauis desarmados. “Todos sabemos que depois desta escalada toda a região ficará exposta”, afirmou antes de esclarecer que a “estratégia marroquina” afecta também as fronteiras da Argélia e da Mauritânia.

Segundo as declarações publicadas na imprensa Wagal caracteriza a política marroquina como “expansionista” o que significa que todos os cenários são possíveis. Recordamos que as FAR já atacaram alvos na Mauritânia que causaram victimas civis perante a absoluta impassividade das Nações Unidas. Desde Novembro passado Marrocos colocou 12000 minas anti pessoais na zona tampão sem ter tido qualquer tipo de represália ou aviso por parte das Nações Unidas.

Todas as acções de Marrocos tendem a envolver os países vizinhos e a agravar uma situação que poderia ser evitada se as resoluções das Nações Unidas e o acto constitutivo da União Africana fossem respeitadas por Marrocos e a Comunidade Internacional.

É evidente a unidade dos saharauis e a determinação deste povo em não parar a guerra até reconquista do território que foi ilegalmente ocupado por Marrocos em 1975.