PUSL.- Marrocos recebeu nos últimos 7 anos mais de 15.000 milhões de euros da UE em ajuda ao desenvolvimento. Se apenas o item dedicado à migração for levado em conta, Rabat é atualmente o segundo maior beneficiário de fundos da UE, atrás da Turquia.

Desde 2016, o Reino de Marrocos beneficiou de 346 milhões de euros de fundos da UE para reforçar os seus controlos nas fronteiras e servir os migrantes, dos quais 200 milhões de euros já foram pagos.

Tendo em conta os últimos acontecimentos ocorridos na fronteira entre Ceuta e Marrocos e o uso vergonhoso e cruel que Marrocos faz da emigração, enchendo de barcos as costas do sul de Espanha e das Canárias, sempre que quer pressionar Espanha e com o fim de obter apoio da União Europeia, ou pelo menos não ser acusado pela ocupação ilegal do Sahara Ocidental, deixam claro que esses fundos não são utilizados para os fins para que foram concedidos.

A União Europeia deve rever a sua política de subsídios com o Reino de Marrocos, exigindo clareza e transparência na utilização destes subsídios, ao mesmo tempo que estes devem ser sujeitos ao estrito respeito pelos direitos humanos.

A União Europeia não pode continuar a injetar dinheiro em Marrocos e ignorar quando viola as suas próprias leis e as leis internacionais relativas aos direitos da população saharaui no Sahara Ocidental ocupado, bem como à sua própria população e migrantes que através das máfias que contam com o beneplácito das autoridades marroquinas, ao tentar chegar à Europa em busca de um futuro melhor para si e para suas famílias.

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