Sahara Ocidental, Ban Ki Moon, Marrocos, UE, Suécia

collage18 de março de 2016 – Por Isabel Lourenço / porunsaharalibre.org

Nos últimos tempos temos visto um número impressionante de noticias relacionadas com a ocupação ilegal do Sahara Ocidental por Marrocos nos meios de comunicação social “tradicionais” e “oficiais”.

Evidentemente que não são publicadas as atrocidades diárias cometidas pelas forças de repressão e ocupação nos territórios ocupados, não são noticia os feridos, os violentados, os desaparecidos, nem os presos. Não são noticia as crianças saharauis que não têm assistência médica nos hospitais do colonizador, nem as crianças a quem faltam nutrientes e medicamentos nos campos de refugiados.

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Entrevista a Mohamed Zrug, delegado da Frente Polisario no Brasil

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18 de março de 2016 – porunsaharalibre.org

“porunsaharalibre.org” entrevistou Mohamed Zrug, delegado da Frente Polisario no Brasil. Um jovem diplomata que estudou em Havana e Barcelona. No meio de uma crise diplomática entre Marrocos e o SG das Nações Unidas e um dia após a reunião de emergência do Conselho de Segurança convocada pelo SG da ONU, Mohamed Zrug dá-nos uma análise clara sobre a luta e desafios do povo saharaui e o seu legitimo representante a frente Polisario

Sr. Zrug, estudou em Havana e Barcelona. É representante da Frente Polisario no Chile e está agora no Brasil, um saharaui que vive grande parte de sua vida no exterior, um refugiado mais ?

Parte do povo saharaui é  refugiado, desde que em 1975, Marrocos invadiu militarmente o território. Seguido do bombardeamento da aviação; as nossas cidades foram cercadas e nossas casas invadidas; centenas foram executados em centros de detenção ou no deserto ou simplesmente desapareceram. Muitos outros, milagrosamente “ressuscitaram” após 16 e 24 anos a vegetar em prisões secretas marroquinas em Agedez e Galet Maguna. Hoje estas pessoas contam ao mundo e às novas gerações de saharauis, o alto custo pago na busca da liberdade. O grupo de prisioneiros políticos,  ativistas civis de Gdeim Izik condenados por um tribunal militar, com sentenças que variam de 20 anos de prisão a prisão perpetua, estão a lutar a partir de suas celas, uma das páginas mais heroicas do desafio e heroísmo de um povo, eles decidiram colocar suas vidas e ideais primeiro, não se submetendo à humilhação. O calvário da Família Mbarek Daoudi, de Dambar e das mães dos 15 jovens mortos em 2005 é uma prova disso. Se isso não bastasse, Marrocos dividiu o nosso país com um muro militar de 2,725 km e colocou no nosso território, mais de sete milhões de minas, que continuam a ceifar vidas inocentes.

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