Marrocos encurralado pela comunidade internacional

Ban Ki-moon, durante sua visita ao campo de Smara

Ban Ki-moon, durante sua visita ao campo de Smara

Fonte: bez.es – Marta Trejo, 21 de março de 2016

Rabat expulsou ontem 80 trabalhadores da MINURSO em retaliação às declarações do secretário da ONU, Ban Ki Moon, que descreveu como “ocupação” o status do reino Alauíta na região.

Rabat anunciou na sexta-feira (18de de Março) um ultimato de três dias para as Nações Unidas retirarem 84 membros da MINURSO (Missão das Nações Unidas para um referendo no Sahara Ocidental) de Marrocos. Esta reação é devido à recente visita do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao campo de refugiados saharauis de Smara na Argélia, que tem atormentado as tensões do executivo marroquino na sequência de uma declaração do Secretário caracterizando como “ocupação “a atual situação no Sahara Ocidental.

Há duas semanas, Ban Ki-moon visitou a região dos campos para abordar a questão do Sahara Ocidental e retomar as negociações. Antes da sua visita aos campos tinha planeado passar por Rabat, mas Mohamed VI não estava disponível ou disposto a satisfazer o secretário.

Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da RASD sobre os últimos desenvolvimentos

frente polisario21 de março de 2016

A presença marroquina no Sahara Ocidental é uma ocupação militar ilegal.

Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas terminou a sua visita aos territórios libertados e  aos acampamentos de refugiados saharauis no início de março de 2016. O Secretário-Geral das Nações Unidas, em primeiro lugar, deparou-se com uma realidade dolorosa causado pela ocupação marroquina do Sahara Ocidental que se reflete numa diáspora e numa situação de refugiados sofrida pelo povo saharaui por mais de quarenta anos, e observou a necessidade vital de acelerar a solução para permitir que os refugiados saharauis possam exercer o seu direito à autodeterminação, independência e retorno a sua pátria em liberdade e dignidade, e, por outro lado, a necessidade de intensificar e diversificar a ajuda humanitária que lhes é destinada.

Assim que  terminou a visita do Secretário-Geral das Nações Unidas, o governo marroquino embarcou numa campanha frenética. Para isso, mobilizou todos os seus meios de propaganda, meios de comunicação social e um arsenal de falsificações, quimeras, falsidades e acusações derramando a sua ira sobre as Nações Unidas e as suas agências, legitimidade e resoluções internacionais.

Read more

Ayúdanos a difundir >>>