Parlamento Europeu – Esquerda Unida denúncia situação estudantes e presos políticos saharauis em greve de fome e a expulsão de advogados internacionais

Foto: iueuropa.org

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25 de abril de 2016, porunsaharalibre.org Fonte: Izquierda Unida Europa

Numa pergunta escrita, a vice-presidente do Intergrupo para o Sahara Ocidental e deputada da Esquerda Unida, Paloma Lopez, denunciou à Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, o estado de saúde critico dos estudantes saharauis na prisão de Oudaya, “a sua saúde está-se a deteriorar rapidamente devido às condições na prisão e à sua greve de fome iniciada a 23 de março para denunciar a sua situação. “

Paloma Lopez assinala os graves problemas de saúde dos estudantes, como já publicamos (https://porunsaharalibre.org/pt/2016/04/31o-dia-de-huelga-de-hambre-de-12-estudiantes-saharauis-detenidos/) “As condições de sua detenção não respeitam os direitos humanos”, denuncia Lopez, que apela á UE que atue para acabar com a impunidade das forças de segurança marroquinas e garantir que os direitos fundamentais dos saharauis sejam respeitados.

A deputada expressa também preocupação com a repressão policial a que são submetidos os estudantes saharauis nas universidades de Marraquexe e Agadir que estão a realizar várias ações em solidariedade com seus companheiros detidos. Recordamos que este fim de semana dezenas de estudantes realizaram uma vigília e 24h de greve de fome (https://porunsaharalibre.org/pt/2016/04/decenas-de-estudiantes-saharauis-en-agadir-en-accion-de-solidaridad-y-protesta/).

Na pergunta dirigida a Mogherini , a deputada volta a recordar o caso do Sr. Mohamed Banbari, jornalista preso em Dakhla que foi transferido recentemente para Ait Melloul, como punição pela greve de fome de 30 dias (https://porunsaharalibre.org/pt/2016/04/preso-politico-saharaui-e-jornalista-em-greve-de-fome-desde-3-de-marco/) que colocou em perigo a sua vida.

A vice-presidente do Intergrupo solicitou informações sobre o estado de saúde dos estudantes e Banbari e exige que a UE atue para que possam usufruir dos cuidados médicos de que necessitam.

Já em Janeiro, Lopez tinha colocado uma pergunta sobre a detenção de Mohamed Banbari que teve como resposta por parte de Mogherini, que a UE estava ciente de sua prisão e tinha tido informação por parte do Conselho Nacional (Marroquino) de Direitos Humanos (CNDH) que esse organismo tinha realizado duas visitas para verificar o estado de saúde do Sr. Banbari.

Porunsaharalibre recorda que o CNDH é um organismo criado pelo Reino de Marrocos para evitar a atuação de organizações internacionais estrangeiras nos territórios ocupados e no próprio Marrocos, tendo o governo marroquino expulsado tanto a Amnistia Internacional como a Human Rights Watch, assim como expulsa regularmente todos os activistas de direitos humanos, observadores internacionais, juristas e jornalistas do Sahara Ocidental e de Marrocos.

Nesse sentido foi apresentada uma segunda pergunta pela deputada da Esquerda Unida em que denuncia a expulsão de Marrocos em 7 de abril de um grupo de 8 advogados, entre os quais 5 espanhóis, que se deslocaram a Rabat, e tinham convocado uma conferência de imprensa para exigir justiça para os presos políticos saharauis do grupo de Gdeim Izik (https://porunsaharalibre.org/pt/2016/04/marruecos-detencion-de-una-delegacion-internacional-de-abogados-de-apoyo-a-los-presos-de-gdeim-izik/). Lopez pediu à chefe da diplomacia europeia para condenar esta expulsão e tomar medidas para que os observadores internacionais possam visitar as prisões marroquinas.

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