Regresso faseado da componente civil da MINURSO ao Sahara Ocidental

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13 de julho de 2016, porunsaharalibre.org

A ONU chegou a um acordo com Marrocos para restaurar a “funcionalidade completa” de sua missão no Sahara Ocidental (MINURSO), um processo que começará com o regresso nos próximos dias de um primeiro grupo de 25 funcionários civis, afirmou hoje à Efe um porta-voz da organização.

“Na sequência de discussões construtivas entre a ONU e Marrocos concordaram em restaurar a funcionalidade completa da MINURSO através de um processo gradual”, disse Stephane Dujarric, porta-voz do Secretário-Geral Ban Ki-moon.

A postura firme da Rússia nesta questão dentro do Conselho de Segurança e o facto que a expulsão do contingente civil por parte de Marrocos (ocupante ilegal) criou um grave precedente para todas as missões de paz das Nações Unidas, foram factores determinantes para que França retirasse o seu apoio ao Reino Alauita nesta questão, o que indubitavelmente fez Marrocos recuar na sua intransigência.

Com o regresso da componente civil da MINURSO, esta missão está novamente apta a executar a sua função primordial, ou seja a realização do referendo de autodeterminação.

A questão da marcação de uma data para o referendo está a ser procrastinada há mais de duas décadas e tornou a situação insustentável para o povo saharaui, tanto nos territórios ocupados, como nos campos de refugidos. O continuo adiamento permite a Marrocos a exploração selvagem dos recursos do território, a violação sistemática dos direitos humanos, com detenções arbitrárias, torturas e terrorismo contra a população, assim como um agravamento diário das condições de vida nos campos de refugiados.

Brahim Ghali, presidente da RASD e SG da Frente Polisario recentemente eleito com 93% de votos, está consciente da impossibilidade de continuação deste status quo, como se pode ler em todas as entrevistas e declarações dadas na última semana. A pressão do povo saharaui e o apoio incondicional da maioria dos países da América Latina e África e da União Africana, são determinantes para que a última colónia de África possa finalmente alcançar a independência.

A polémica e confronto com as Nações Unidas e seu Secretário Geral, criada por Marrocos os últimos meses tornam evidente que é necessário e urgente uma postura mais firma contra Marrocos, não só da comunidade internacional como das Nações Unidas

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