A situação tensa em Guergarat

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Por Omar Slama, 29 de agosto de 2016 / porunsaharalibre.org

Os desenvolvimentos na área de Guergarat (extremo sul do Sahara Ocidental) deixa a nú a capacidade da MINURSO para cumprir os seus objectivos: o referendo de autodeterminação, e o principal; o cumprimento do cessar-fogo. A primeira denuncia da Frente Polisario da violação do cessar-fogo por Marrocos já criticava três aspectos mais controversos: Minava o acordo militar No. 1 acordada entre as partes que regula o processo do cessar-fogo, proibindo qualquer acção militar ou criação de instalações na zona tampão (que se estende ao longo de cinco quilómetros do muro marroquino da vergonha), também dá a Marrocos a possibilidade de anexação de uma área fora do cinto e cria uma situação grave de tensão numa área sensível e impede o pleno funcionamento na fronteira mauritana- sahara.

Após esta primeira queixa formal da Frente Polisario nas Nações Unidas, por escrito, o secretário de segurança do Estado, Brahim Ahmed Mahmoud, pediu consultas, ao chefe da MINURSO )Missão das Nações Unidas para um Referendo no Sahara Ocidental) em Tindouf, Dr. Yussef Djedyan, para transmitir o seu forte protesto contra a flagrante violação marroquina ao acordo de cessar-fogo assinado em 1991 entre as partes em conflito. Read more

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Comunicado da Delegação da Frente Polisario em Portugal

frente polisarioDelegaçao da Frente Polisario em Portugal
29 de de agosto de el año 2016

Violação de cessar fogo por parte de Marrocos e escalada de tensão na zona do Sahara Ocidental

Dia 28 de Agosto parte do contingente militar da República Árabe Saharaui Democrática deslocou-se para a zona de Guergarat onde se encontram centenas de militares e civis marroquinos numa clara violação do acordo de cessar-fogo desde o passado dia 11 de Agosto, sem qualquer impedimento por parte da Missão da ONU para o Sahara Ocidental.

A 29 de Agosto o Conselho de Ministros Saharaui responsabilizou as Nações Unidas e o Conselho de Segurança da violação marroquina sem precedentes do cessar-fogo, convidando-os a tomar imediatamente as medidas necessárias para acabar com as práticas desta violação.

O Conselho de Ministros exigiu a retirada de todo o arsenal e militares e elementos civis marroquinos da zona de separação de Guergarat, a sul da República Saharaui, alertando que qualquer inação ou passividade, seria considerado um sinal de luz verde às autoridades de ocupação marroquina para prosseguirem a sua política de intransigência, escárnio e agressão que ameaçam seriamente a paz e a segurança na região “. Read more

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Sahara Ocidental possibilidade de retomar da guerra devido à incúria, irresponsabilidade, ganância e falta de moral e ética da comunidade internacional

mapa bandera rasdPor Isabel Lourenço*, 29 de agosto de 2016 / porunsaharalibre.org

Pode ser que dentro de em breve os Saharauis sejam acusados de terrorismo, de desestabilização da região e da guerra. Pois é falso. E é necessário afirma-lo e relembrar a cronologia para que o povo distraído, e média dependente não seja levado pela manipulação da comunicação social e para que a memória colectiva não seja alvo de Alzheimer.

Em 1991 a Frente Polisario e Marrocos sob os auspícios da ONU celebraram um cessar-fogo da guerra que Marrocos iniciou com a invasão e ocupação ilegal do Sahara Ocidental em 1975, bombardeando a população saharaui com fósforo branco e napalm (crime contra a humanidade que nunca foi punido), a deslocação de centenas de milhares de colonos de marroquinos para os territórios ocupados e a construção do maior muro de separação do mundo com 2720km de extensão. Transformaram a zona na área mais minada per capita do mundo e roubam descaradamente os recursos naturais, esgotam o maior lençol de água fóssil do Norte de África e pescam sem respeitar as normas de sustentabilidade. Assassinam, torturam e fazem desaparecer dezenas de milhares de saharauis, todo isto mesmo depois do cessar-fogo e sob o olhar da Missão da ONU no terreno, único organismo estrangeiro presente visto que o território é isolado do mundo e todos os que o visitam são expulsos. Read more

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O Conselho de Ministros responsabiliza a ONU, pela violação marroquina do cessar-fogo

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Chahid al-Hafed (Campamentos de Refugiados Saharauis), 28/08/2016 (SPS)

O Conselho de Ministros culpou hoje as “Nações Unidas e o Conselho de Segurança da violação marroquina sem precedentes do cessar-fogo, convidando-os a tomar imediatamente as medidas necessárias para acabar com as práticas desta violação “.

Num comunicado divulgado após a sua reunião, o Conselho de Ministros “exigiu a retirada de todo o arsenal e militares e elementos civis marroquinos da zona de separação de Guergarat, a sul da República Saharaui, alertando que qualquer inação ou passividade, seria considerado um sinal de luz verde às autoridades de ocupação marroquina para prosseguirem a sua política de intransigência, escárnio e agressão que ameaçam seriamente a paz e a segurança na região “.

A este respeito, o Presidente da República e Secretário-Geral da Frente POLISARIO disse: “Este comportamento das autoridades de ocupação marroquinas só pode ser entendido como um sinal de sua intransigência, imprudência e desafiando a lei internacional e violação dos seus compromissos internacionais, como reação ao isolamento regional, continental e internacional “. Read more

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Declaração do Secretário-Geral ONU sobre o Sahara Ocidental

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28 de de agosto de el año 2016, porunsaharalibre.org

Após uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, este Domingo o porta voz do SG deu a conhecer a seguinte declaração:

O secretário-geral está profundamente preocupado com a situação tensa que se desenvolveu na faixa tampão no sudoeste do Sahara Ocidental entre o muro marroquino e a fronteira mauritana, como resultado de mudanças no status quo e da introdução de unidades armadas de Marrocos e da Polisário em estreita proximidade uns dos outros.

O Secretário-Geral exorta ambas as partes a suspender qualquer ação que altera esse status quo e para retirar todos os elementos armados de modo a evitar qualquer nova escalada e permitir à MINURSO manter discussões com ambas as partes sobre a situação. O Secretário-Geral sublinha a importância para ambas as partes de respeitar as suas obrigações de acordo com o contrato militar número 1, e a necessidade de respeitar a letra e o espírito do acordo de cessar-fogo. Read more

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