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Presos políticos do grupo Gdaim Izik sofrem maus tratos durante horas

14172037_1470896666260006_1316513359_nFonte: CODAPSO/porunsaharalibre.org

Os 21 presos políticos saharauis do grupo de Gdaim Izik que foram transferidos às 18h da tarde de 31 de Agosto da prisão Salé 1, Rabat para a prisão de El Arjat sem aviso prévio, estiveram a ser revistados e a sua entrada processada durante horas e foram durante esse tempo vitimas de maus tratos.

Eram perto das 2h de dia 1 de Setembro quando os presos políticos foram levados para celas individuais com 2mx3m, foram-lhes dadas três mantas finas e uma almofada. Os seus pertences que tinham na prisão anterior onde passaram cerca de 5 anos, foram-lhes retirados quase na totalidade.

A prisão de El Arjat está a poucos km de distância da prisão de Sale 1 onde estiveram detidos durante os últimos anos. Nem os presos, nem os seus advogados ou famílias foram avisados desta transferência.

No passado dia 29 de Julho, os presos políticos do grupo de Gdeim Izik receberam um documento oficial confirmando que o Tribunal Supremo aceitou o recurso apresentado e que o processo vais ser transferido do Tribunal Militar para o Tribunal Civil, designadamente o Tribunal de Recurso de Rabat.

Cada um dos presos recebeu uma cópia de um documento individual com esta informação referente ao seu processo que foi enviado pelo Procurador Geral do Rei à Administração Geral das Penitenciárias e Reinserção Social de Marrocos.

Aguarda-se agora marcação de data para um novo julgamento.

Recordamos que o grupo de Gdeim Izik foi detido em 2010 após o brutal desmantelamento do acampamento de protesto pacifico que reuniu dezenas de milhares de saharauis no arredores de El Aaiun, capital dos territórios do Sahara Ocidental, ocupados desde 1975 por Marrocos. Durante o julgamento ilegal militar em fevereiro de 2013 os observadores internacionais presenciaram este julgamento político onde as únicas provas apresentadas foram confissões obtidas sob torturas extremas e maus tratos continuados. Os presos políticos têm sentenças que oscilam entre 20 anos a condena perpetua.

É essencial que todo o movimento solidário, associações, instituições politicas, sindicatos e partidos políticos exerçam pressão para a libertação deste Grupo e os restantes presos políticos saharauis, fazendo chegar às Nações Unidas e ao Governo de Marrocos a exigência da sua libertação através de moções, votos e cartas.

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