Zimbabué contra a readmissão de Marrocos em AU

zimbabweFuente: The Herald Por Mabasa Sasa

O Zimbabwe e vários países com ideias semelhantes opuseram-se à imediata readmissão de Marrocos na União Africana enquanto continuar a colonizar a República Árabe Saharaui Democrática.

Marrocos colonizou a RASD, que chama de Sahara Ocidental, em 1975, pouco depois que esse país ganhou a independência da Espanha.

Desde então, Marrocos reivindicou a posse do território, suprimindo a Frente Polisario e marginalizando a cidadania geral da RASD.

A então OUA reconheceu a RASD como um território soberano em 1982, o que levou Marrocos a retirar-se do bloco dois anos depois.

No ano passado, na Cimeira Intermédia da UA em Kigali, Ruanda, o Rei Mohammed VI de Marrocos pediu formalmente uma readmissão.

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Declaração do Congresso Nacional Africano sobre a Readmissão do Reino de Marrocos à União Africana (UA)

COMUNICADO DE IMPRENSA

O Congresso Nacional Africano (ANC) assinala a lamentável decisão da União Africana (UA) de readmitir o Reino de Marrocos à organização.

O bloco de 54 membros votou esmagadoramente para readmitir Marrocos após um longo debate na 28ª Cúpula da UA na capital etíope de Addis Abeba na segunda-feira. Trinta e nove dos 54 estados aprovaram o regresso de Marrocos à UA.

Esta decisão representa um retrocesso significativo para a causa do povo saharaui e a sua busca pela autodeterminação e independência no Sahara Ocidental. O Sahara Ocidental é um dos últimos postos coloniais de África.

O ANC goza de laços fraternos de longa data com a Frente Popular para a Libertação de Saguia el-Hamra e Rio de Oro (POLISARIO) e com a República Árabe Saharaui Democrática (RASD).

O ANC observa que esta decisão abre o caminho ao Reino de Marrocos para tomar o seu lugar entre a comunidade das nações e para desfrutar os benefícios da adesão UA, enquanto o povo saharaui continua a sofrer sob uma injusta ocupação de sua terra ancestral.

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Aumento da repressão contra jornalistas no Sahara Ocidental

periodistas saharauis

Equipe de mídia e outros grupos de comunicação social saharaui alertam para uma nova vage de detenções, condenações, ataques físicos e represálias contra jornalistas saharauis, e instam as organizações internacionais de direitos humanos para colocar pressão sobre Marrocos para respeitar o direito à liberdade de informação no Sahara ocupado.

Em 2016 foram vários os jornalistas internacionais expulsos à forças dos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

O reino de Marrocos quer silenciar e isolar o povo saharaui, para permitir vender uma imagem que não corresponde à verdade.

Este território não é comparável em termos de isolamento a nenhum outro, rodeado por um muro de 2720km altamente fortificado militarmente, e com apenas duas entradas terrestres com postos fronteiriços ilegais marroquinos, sem presença de nenhuma organização internacional no terreno, nem consulados nem embaixadas e com um contingente de paz da ONU (MINURSO) que foi expulso em 2016 e ainda não conseguiu atingir de novo a sua capacidade total . No entanto a MINURSO também não é garante de segurança uma vez que é totalmente ineficaz no cumprimento da sua tarefa assignada em 1991 e que continua por concretizar, a realização de um referendo pela autodeterminação. O Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos desde 1975, é praticamente inacessível para os meios de comunicação e observadores internacionais de direitos humanos, dezenas de jornalistas e observadores estrangeiros foram expulsos do território ou foi-lhes negada a entrada. Em Janeiro de 2017 foi expulso à força, Robert McShane, jornalista do jornal “The Economist” e ameaçado.

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Intergrupo do Parlamento Europeu condena julgamento e exige libertação imediata do presos de Gdeim Izik

Num comunicado o Intergrupo para o Sahara Ocidental do parlamento europeu no qual estão várias dezenas de deputados de todos os grupos politicos e países, emitiu um comunicado no qual condena o julgamento e exige a libertação de todos os presos do grupo de Gdeim Izik. Apela à todos os estados membros que actuem junto de Marrocos, exigindo a libertação destes activistas saharauis de direitos humanos.

Intergrupo Sahara Ocidental – Comunicado de imprensa

Bruxelas, 30 de Janeiro de 2017

O Intergrupo Sahara Ocidental apela à UE para condenar o julgamento em curso de 24 activistas saharauis que foram presos após o acampamento de protesto pacífico de Gdeim Izik em 2010. Os prisioneiros começaram ser julgados em um tribunal civil em Rabat. Os prisioneiros já haviam sido julgados num tribunal militar, descrito pela Amnistia Internacional como “uma espantosa aberração da justiça”. Eles estão presos continuamente desde 2010, muitas vezes em condições desumanas, com base em provas obtidas sob tortura.

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Marrocos foi admitido como membro na União Africana

Marrocos foi admitido esta segunda-feira na União Africana tornando-se assim no quinquagésimo quinto país da organização panafricana. Apesar das reservas de alguns Estados sobre o pedido de adesão de Marrocos, trinta e nove países pronunciaram-se a favor da admissão do país.

É assim o membro mais recente da União Africana.

Aguarda-se agora qual a actuação de Marrocos neste organismo, no qual a RASD (República Árabe Saharaui Democrática) é membro fundador.

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28ª Cimeira da UA elege como sucessor de Zuma, o chadense Faki Mahamat

A 28° Cimeira de chefes de Estado da União Africana de 30 e 31 de Janeiro tem na sua agenda o pedido de adesão de Marrocos e elegeu os vários cargos diretivos da organização pan-africana.

A cimeira foi precedida desde 25 de Janeiro pela 30° Sessão Ordinária do Conselho Executivo, reunido em Addis Abeba, na Etiópia, onde se localiza a sede da UA.

Numa comunicação de 13 de novembro de 2016 os Representantes Permanentes da Nigéria, do Zimbabwe, do Sudão do Sul, da Namíbia, do Uganda, de Moçambique, do Malawi, do Lesotho, da África do Sul, da Argélia e do Quênia colocaram questões concretas a UA sobre a legalidade da adesão de Marrocos à União.

Durante a passada semana foi publicado o parecer do gabinete do conselheiro jurídico da União Africana, com respostas às questões levantas que indica todas as contradições e dificuldades para aceitar a adesão de Marrocos à União Africana caso o reino alauita não terminar a ocupação do Sahara Ocidental e permitir ao povo saharaui eleger a sua autodeterminação.

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Marrocos pretende aderir à União Africana para sair do seu isolamento internacional

Addis Abeba (Etiópia), 28/01/17 (SPS)

O ministro dos Negócios Estrangeiros saharaui, Mohamed Salem Ould Salek afirmou que Marrocos quer aderir à União Africana (UA) para romper o isolamento em que se encontra no continente Africano e as Nações Unidas, por causa de sua política de ocupação.

“O pedido de Marrocos para aderir à União Africana mostra o caos no país que está isolado internacionalmente por causa da sua política de ocupação”, disse Ould Salek, sexta-feira, numa conferência de imprensa na sede da União UA em Adis Abeba, como parte das reuniões preparatórias da Cimeira de chefes de Estado e de Governo da UA, que terá lugar em 30 e 31 de Janeiro na capital etíope.

“A RASD não nega o direito de Marrocos aderir à União Africana como qualquer outro país em África, mas considera, no entanto, que esta admissão contradiz os princípios, visão e espírito da organização pan-Africana contidos no Acto Constitutivo da União “, insistiu.

O ministro de negócios estrangeiros saharaui disse que a ratificação pelo Parlamento de Marrocos, da Constituição, “coloca a obrigação de cumprir com este documento fundamental, que enfatiza o respeito pelas fronteiras herdadas do colonialismo.”

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Para Key Bay: Polisario receia que a rota entre Tarfaya e Fuerteventura servem para exportação ilegal

Las Palmas, 01/28/17 (SPS)

A Polisário Frente através do seu vice-representante das Ilhas Canárias, Mohamed Said, expressou na sexta-feira a sua preocupação com a possibilidade de que a futura linha marítima que liga o porto marroquino de Tarfaya a Fuerteventura se va tornar uma “rota negra” para exportação ilegal de produto do Sahara Ocidental.

Em conferência de imprensa, segundo a EFE expedição, Said agradeceu o trabalho dos deputados do Parlamento Europeu em defesa do Sahara Ocidental e o cumprimento do acórdão do Tribunal de Justiça Europeia do último 21 de dezembro, que estabelece que os acordos comerciais entre a União Europeia e Marrocos não podem ser aplicados no território ocupado.
O Eurodeputado do grupo ecologista Equo, Florent Marcellessi, partido que junto da IUC, denunciou o último dia 14 a passagem do navio,”Key Bay” pelo porto de La Luz e Las Palmas com óleo de peixe a partir de El Aaiun para França, ele observou que o acórdão do tribunal europeu é “histórico”.

Reconhece-se que o território ocupado do Sahara Ocidental pertence a Marrocos e a comercialização dos seus produtos deve ser autorizada pelo povo saharaui, Marcellessi, que disse que o seu partido deu início a uma série de ações para assegurar o cumprimento indicada .

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Presidente da RASD em Addis Abeba para Cimeira da UA

RASD - UA

Chahid El Hafed, 28/01/17 (SPS)

O Presidente da República Árabe Saharaui Democrática e Secretário-Geral da Frente POLISARIO, Brahim Gali, chegou sexta-feira a Addis Abeba (Etiópia) para participar na  XXVIIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA.

Acompanha o presidente  uma delegação saharaui importante composta pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Salem Ould Salek, ministro Conselheiro da Presidência da República, Naama Jumai, o vice-ministro da MAE encarregado de Assuntos Africanos, Jalil Hamdi Mayara, a Ministra dos Assuntos Sociais e Promoção da Mulher, Ms. Mahfuda Rahal, o Governador do Wilaya de Laayoune, Mohamed Yeslem Beissat, o SG da União Nacional das Mulheres saharauis, Fatma Mehdi, o embaixador em Adis Abeba, Lamine Baali e os assessores da Presidência, Abdati Breika e Kerbach Muloud

O trabalho da Cimeira da UA começará na segunda-feira sob o lema “2017, explorar o dividendo demográfico, através do investimento na juventude” na presença de um grande número de líderes e chefes de governo africanos.

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UA anuncia decisão sobre adesão de Marrocos após 31 de Janeiro

UA

UA anuncia decisão sobre adesão de Marrocos após 31 de Janeiro. Parecer jurídico da UA muito critico em relação às premissas poderem ser cumpridas

Num comunicado oficial a União Africana informa que o Presidente da Comissão da União Africana, Sua Excelência Dr. Nkosazana Dlamini Zuma recebeu uma delegação do Reino de Marrocos, liderada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Salaheddine Mezouar. Reuniram-se na quinta-feira, 26 de janeiro de 2017, na sede da UA, à margem da 28ª Assembleia Ordinária de Chefes de Estado e de Governo.

O Presidente da Comissão e o Ministro discutiram o estado do pedido de Marrocos para aderir ao Acto Constitutivo e aderir à União Africana. O Presidente informou o Ministro e a sua delegação sobre as medidas já tomadas em conformidade com os procedimentos previstos no Acto Constitutivo.

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Kamal Laaroussi, 8 anos saharaui: o meu pai é inocente

Testemunho de um menino saharaui vitima da ocupação marroquina.

Kamal Laaroussi tem 8 anos, é saharaui, vive em El Aaiun e é filho de Abdeljail Laaroussi, preso político do grupo de Gdeim Izik. 23, 24 e 25 de Janeiro esteve em Sale, perto de Rabat com a sua família, o seu pai esta preso nessa cidade há mais de 6 anos a cerca de 1000km de distância de El Aaiun. Marroquinos organizados e orientados pela inteligência marroquina atacaram as famílias na concentração pacífica de apoio aos presos em frente ao tribunal onde o grupo de Gdeim Izik estava a ser julgado. Kamal foi um dos agredidos.

 

 

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