Marrocos brinca ao Cavalo de Tróia com a AU?

Por Shannon Ebrahim* – www.iol.co.za (Traducción porunsaharalibre.org)

Marrocos poderia revelar-se um cavalo de Tróia dentro da barriga da UA, servindo para minar a unidade dentro do organismo continental, escreve Shannon Ebrahim.

Esta semana, Marrocos conseguiu o apoio de dois terços dos Estados membros da UA para a re-admissão ao organismo continental. Marrocos poderia, no entanto, provar ser um cavalo de Tróia dentro da barriga da UA, servindo para minar a luta pela autodeterminação do Sahara Ocidental, bem como minar a unidade dentro do próprio organise continental.

Somente os países da África Austral reconheceram os perigos e as contradições que a inclusão de Marrocos na União Africana representou para o continente, votando contra ela.

A maioria dos países que se opuseram à inclusão de Marrocos são liderados por antigos movimentos de libertação que confiaram na solidariedade da OUA na sua luta pela liberdade.

Compreendendo perfeitamente as consequências da inclusão de Marrocos, o ANC, o SACP e até mesmo o EFF rejeitaram firmemente a decisão da UA de re-admitir Marrocos, perguntando como Marrocos se poderia tornar membro quando o povo do Sahara Ocidental continua a sofrer sob a ocupação injusta de Marrocos. Read more

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Jornalistas saharauis, mulheres que desafiam a opressão de Marrocos

mujeres periodistas saharauis

No mundo ocidental a realidade do Sahara Ocidental é desconhecida devido ao black out mediático imposto por Marrocos, ocupante ilegal desde 1975 de um dos territórios mais ricos de África. Este silêncio mediático imposto impede os jornalistas estrangeiros a entrar nos territórios ocupados, e os poucos que conseguem entrar são perseguidos e expulsos como foi o caso mais recente de Robert McShane da revista The Economist.

Os jovens saharauis dos territórios ocupados rompem este silêncio através de vários meios de comunicação social saharauis na Internet, que difundem online e através de aplicações para smartphones.

Num ambiente de extrema vigilância e violência os repórteres saharauis arriscam a sua integridade física diariamente, trabalhando de forma clandestina. Os e as jovens desenvolveram formas de conseguir fazer sair alguma informação e imagens sobre o terror que o seu povo vive sob ocupação marroquina, o saque dos recursos naturais e o apartheid social, económico e político a que estão sujeitos.

Durante o julgamento do grupo de presos políticos de Gdeim Izik que se realizou a mais de 1000km de distância do Sahara Ocidental, em Rabat várias equipas saharauis cobriram os acontecimentos. Vivendo sem condições e sem qualquer tipo de ingresso realizam o impossível. Read more

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