Gdeim Izik: Bourial e Ismaili denunciam manobras marroquinas

Mohammed Bourial foi o terceiro a depor na segunda-feira dia 20 de Março , no caso Gdeim Izik. Bourial começou o seu depoimento explicando o que era o campo de Gdeim Izik. Gdeim Izik era um movimento que consistia de milhares de saharauis que construíram tendas no deserto, e tinham reivindicações sociais. Bourial era chefe do comitê de diálogo e explicou como esse comitê e o governo chegaram a um acordo dois dias antes do desmantelamento. Esperava-se que o ministro do interior viesse ao acampamento com 9 tendas para organizar um censo da população no acampamento, para que o governo pudesse responder às reivindicações colocadas pela população saharaui. O governo não cumpriu a sua promessa, e as pessoas no acampamento foram surpresas com o ataque; Que ocorreu de madrugada. Bourial afirmou:

“O campo Gdeim Izik revelou a política do ocupante Marroquino, e como eles marginalizam o povo do Sahara Ocidental e roubam nossos recursos. Gdeim Izik é obresultado da marginalização de todos os saharauis pela ocupação de Marrocos do Sahara Ocidental. O acampamento durou 28 dias. Não houve crimes, nem violencia. O ocupante marroquino atacou no dia 8 de novembro mulheres, crianças, idosos e homens “.

Bourial negou todas as acusações e afirma que “aquele que deveria ser julgado, é quem ordenou o ataque ao campo de Gdeim Izik, não nós“. Read more

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Gdeim Izik: Sidi Abdallahi Abaha acusa Marrocos

Sidi Abdallahi Abahah foi o segundo acusado a ser interrogado.

Abdallahi Abahah não começou a depôr antes que o deixassem falar com os seus advogados, algo que tem sido dificultado aos presos politicos saharauis. Dois dos advogados de defesa nunca foram autorizados a falar com os seus clientes

Abdallahi começou por dizer que o único representante do povo saharaui é a Frente Polisario e que quer a autodeterminação do Sahara Ocidental.

“Dizeram-nos que o tribunal militar seria justo e no final condenaram-nos sem provas este julgamento esta a ser igual.”

Diz que se recusou a fazer a pericia forense porque a sua advogada tinha exigido um médico independente em conformidade com o protocolo de Istanbul.

O julgamento não pode continuar sem que a pericia forense esteja terminada, disse Abdallahi.

Ao ser interrompido respondeu ao juiz que todos eles estão inocentes e estiveram mais de 6 anos presos agora era a vez dele falar, e disse que falava em seu nome e em nome de todos os presos politicos e do povo saharaui. Read more

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