Julgamento de Gdeim Izik 8º dia – “A tortura é metódica para nos quebrar”

gdeim izik

No 8º dia de julgamento de Gdeim Izik foram interrogados Abdallahi Toubali, Sidahmed Lemjeyid e El Bachir Khadda no tribunal de Sale, Rabat.

Durante o testemunho de Abdallahi Toubali o juiz pediu-lhe que assinasse duas folhas de papel em branco olhando para o lado, para ver se era possível faze-lo de olhos vendados e mãos algemadas como tinha denunciado Toubali.

Os advogados de defesa opuseram-se visto que evidentemente as condições e circunstâncias não eram as mesmas, mas mesmo assim o juiz não alterou a sua posição.

Toubali assinou e o juiz declarou ser a mesma assinatura, assumindo um papel de especialista em caligrafia.

Este episódio é apenas um mais do julgamento político do Grupo de Gdeim Izik, que parece ser um beco sem saída para Marrocos.

Não conseguem provar nem crime nem culpados e por isso transformam o caso numa caça às bruxas como fazia a inquisição e os regimes fascistas.

Abdallahi Toubali declarou-se inocente e disse “… ninguém fala das nossas vitimas do nosso sofrimento há mais de 40 anos”, a única esperança é que a ONU amplie a competência Minurso para proteger os direitos humanos nos territórios ocupados do Sahara Ocidental e implemente o referendo.

Toubali era membro do comitê de diálogo do acampamento e explicou que o campo nasceu devido à marginalização e repressão do povo saharaui, a população tinha exigências sociais. Read more

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