Protesto pela expulsão de 2 advogadas franceses do processo de Gdeim Izik

O Observatório Internacional de Advogados em Risco (OIAD) publicou o seu protesto contra a expulsão da sala do tribunal na terça-feira, 16 de maio, das advogadas da Ordem de Paris, Olfa Ouled e Ingrid Metton, que participaram no julgamento do grupo de Gdeim Izik em Marrocos.

Ambas as advogadas faziam parte da defesa colectiva dos mais de vinte prisioneiros politicos saharauis conhecidos como grupo de Gdeim Izik, um processo particularmente sensível em Marrocos.

De acordo com a Acção Cristã contra a Tortura (ACAT França) os réus, neste caso, foram presos, torturados e condenados a longas penas de prisão devido à sua participação no campo de protesto Sahrawi Gdeim Izik em 2010, com base em confissões extraídas sob tortura. O Comitê contra a Tortura das Nações Unidas condenou Marrocos a 12 de dezembro de 2016 na sequência de uma queixa apresentada por Naâma Asfari, um dos detidos Gdeim Izik.

Na audiência de 16 de maio, os advogados de defesa anunciaram que os presos saharauis não iriam continuar a participar neste processo e retiram-se uma a um, depois de dirigir uma palavra final ao tribunal. O juiz negou a palavra às duas advogadas de Paris. As duass advogadas, foram retiradas da sala à força pela polícia.

No protesto publicado pela OIAD a organização denuncia este acto de violência física contra os dois advogados no exercício das suas funções e apela às autoridades marroquinas a respeitar os Princípios Básicos sobre o Papel dos Advogados, adoptados pelas Nações Unidas em Havana, em 1990.

O que é OIAD?

O Observatório Internacional de Advogados em Risco foi fundada pelo Conseil National des Barreaux (França), o Bar de Paris (França, ordem de adovogados), o Conselho Geral Espanhol dos Advogados (Espanha) e do Consiglio Nazionale Forense (Itália). Destina-se a fornecer monitoramento constante em torno da situação dos advogados no mundo em risco por causa do legítimo exercício da sua profissão e prestar assistência aos advogados cuja vida, liberdade ou prática profissional estão ameaçadas.

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