O preso politico saharaui Abdel Jalil Laaroussi termina greve de fome

Abdel Jalil Laaroussi, preso politico saharaui do grupo de Gdeim Izik termina hoje uma greve de fome de dez dias na prisão de Okasha, Casablanca.

A reivindicação de Laaroussi é a transferência para outra prisão.

Abdel Jalil Laaroussi é o único membro do grupo de Gdeim Izik na prisão de Casablanca e está em isolamento absoluto desde 16 de Setembro.

Apesar de ter problemas de saúde graves resultado das torturas extremas a que foi submetido, continua a ser vitima de negligencia médica, sofrendo de perdidas de sangue diarias há anos e tensão arterial extremamente elevada.

No próximo dia 15 de Janeiro terá exames da Universidade mas todos os seus livros foram confiscados de forma a impedir que possa estudar. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

O preso politico saharaui Mohamed Mbarek Lefkir vitima de tortura

O preso politico saharaui Mohamed Mbarek Lefkir do grupo de Gdeim Izik foi sujeito a tortura fisica e psicologica na passada segunda feira, dia 25 de Dezembro, pelos guardas da prisão de Ait Melloul onde se encontra detido desde o passado dia 16 de Setembro.

Lefkir deveria realizar um exame universitário no dia 25 de Dezembro, os guardas que o escoltaram até a uma sala da prisão onde deveria fazer a prova disseram-lhe que se deveria despir e ficar nú para ser autorizado a fazer o teste.

Ao negar-se, o preso politico saharaui foi brutalmente espancado, com fortes golpes na cabeça até perder os sentidos. Os guardas arrancaram-lhe toda a ropa e disseram-lhe que ele era POLISARIO e portanto nunca o iam deixar aprovar um exame ou estudar.

Lefkir que faz parte do grupo conhecido como Gdeim Izik foi sequestrado e vitima de detenção arbitrária em 2010, foi condenado a 25 anos num tribunal militar em 2013 e após a anulação dessa sentença novamente condenado com a mesma sentença este ano. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Gdeim Izik – Mohamed Ayoubi condenado a 20 anos de prisão

A 20 de Dezembro 2017, Mohamed Ayoubi, saharaui do grupo de Gdeim Izik foi condenado a 20 anos de prisão pelo tribunal de recurso de Sale, Rabat.

O caso de Mohammed Ayoubi tinha sido separado do processo do resto do grupo em Junho deste ano e era o único acusado que ainda não tinha recebido sentença do tribunal de recurso.

Ayoubi encontrava-se em liberdade condicional desde o final do julgamento militar em 2013 devido o seu estado de saúde critico.

Ontem o julgamento e leitura de sentença realizaram-se sem a presença de Mohamed Ayoubi, que se encontra em Agadir onde realiza hemodiálise no hospital dessa cidade.

Segundo as informações obtidas pelo PUSL a situação de Ayoubi não sofre alterações e continuará em liberdade condicional. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Pergunta do PCP ao governo português sobre situação dos presos políticos saharauis

Na pergunta dirigida ao Governo (através dos Ministério dos Negócios Estrangeiros) pela Senhora Deputada Carla Cruz, do Grupo Parlamentar do PCP, sobre a “Situação dos presos políticos saharauis”, o PCP questiona o governo se tem conhecimento ou contactou as instituições internacionais sobre este assunto.

O grupo parlamentar do PCP tem dirigido várias perguntas ao governo sobre esta matéria e a grave violação dos direito humanos por parte da força de ocupação marroquina nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

Esta bancada parlamentar tem ainda apresentado votos e moções pela libertação dos presos políticos saharauis e pelo respeito do direito inalienável do povo saharaui à autodeterminação, que tem sido aprovados pela maioria dos deputados dos vários partidos representados na Assembleia da República. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Brahim Ismaili, prisioneiro politico saharaui transferido de prisão

Brahim Ismaili foi hoje transferido para a prisão de Ait Melloul, Marrocos. O activista de direitos humanos e membro do Grupo de Gdeim Izik, tinha realizado uma greve de fome de 36 dias, exigindo a transferencia da prisão de Tiflet 2 para uma prisão mais perto de El Aaiún, Sahara Ocidental.

O estado de saúde de Brahim Ismaili é preocupante devido às doenças pre-existentes e a debilitação física resultante da greve de fome prolongada.

Ismaili, está agora na mesma prisão que Sidahmed Lemjeyid, Mbarek Lefkir e Mohamed Bani do grupo de Gdeim Izik. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

O preso político saharaui Ahmed Sbaai denuncia tortura

Testemunho de Ahmed Sbaai, defensor dos direitos humanos e prisioneiro político saharaui (Gdeim Izik Group) sobre os dez dias que passou num wc da prisão central de Kenitra.

Enquanto o mundo se preparava para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Estado marroquino também o celebrou, mas à sua maneira,

Assim, em 4 de dezembro de 2017, fui arrastado para um pequeno wc, assim como o meu companheiro do mesmo grupo, Sidi Abdallahi Abbahah, que também foi atirado para outro wc, não muito longe de mim. Era um espaço muito pequeno com odores e insetos nauseabundos e um pequeno respiradouro que permitia a entrada de frio durante a noite. Estes wc estão no segundo andar chamado * Bairro do Arrependimento *. Todos os prisioneiros são presos de delito comun, que gritam dia e noite, batem nas portas e há um cheiro intenso de fumo de cigarro. A isso, devO acrescentar que as lâmpadas estavam acessas toda a noite. A comida estava suja e não me permitiram ter os meus pertences ou trocar de roupa durante 10 dias nem lavar-me, não conseguia distinguir o odor corporal do cheiro da retrete. Isso só agravou a minha já precária saúde porque tenho dificuldade em respirar, problemas cardíacos e alergias. Tinha comichão em diferentes partes do meu corpo. Todas as noites, eu estava a sufocar e não consegui encontrar ninguém para me ajudar. Impediram-me de entrar em contato com o meu advogado. Proibiram-me ter folhas e uma caneta para escrever às autoridades e organizações para intervir para me tirar desse pesadelo. Anunciei que tinha iniciadouma greve de fome aberta no primeiro dia e ainda estou em greve. Eu estava com fome e frio, e acima de tudo, não tinha notícias da minha família que moram em El Aaiún, no Sahara Ocidental. Não pude ver meu pai por sete anos em violação da lei penal da prisão marroquina no. 93/28 e de todas as normas e convenções relacionadas com os direitos dos prisioneiros em relação às suas famílias. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

URGENTE – Observadora noreguesa expulsa do Sahara Occidental

Photo by Ida Bergstrøm/UIB

A Sra. Tone Sørfonn Moe, observadora norueguesa foi expulsa hoje às 12h50, hora local de El Aaiun, capital do território não-autônomo do Sahara Ocidental pelas autoridades marroquinas.

Tone é um estudante de direito norueguesa e foi observadora internacional no julgamento Gdeim Izik, realizado no tribunal de recurso em Salé, Marrocos entre 2016/2017, e é credenciada pela Fundación Sahara Occidental, uma organização que monitora os Direitos Humanos e a situação de os prisioneiros políticos saharauis. Tone deveria observar um processo judicial contra um grupo de prisioneiros políticos em Marraquexe em 12 de dezembro, que foi adiado.

Ela viajou de Agadir para El Aaiún, capital do Sahara Ocidental, no domingo passado, 10 de dezembro.

Às 12h50 de hoje a Sra. Moe envio o seguinte texto:

“De acordo com a polícia, os observadores internacionais não são bem-vindos. De acordo com a polícia, não cheguei de forma legal. Expliquei ao agente civil que cheguei a El Aaiun de táxi de Agadir, e que sou observadora internacional. Fui abordado no meu hotel por cerca de 20 a 25 policiais não uniformizados. 10 desses agentes à civil estavam a filmar-me e a tirar fotografias. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Familia do preso politico saharaui Abdallahi Abbahah denuncia tortura

A familia do preso politico Abdallahi Abbahah denunciou hoje a tortura a que este activista saharaui foi submetido desde dia 4 de Dezembro.

Há dez dias Sidi Abdallahi Abbahah e Ahmed Sbaai, dois dos presos do grupo de Gdeim Izik detidos na prisão de Kenitra, Marrocos, foram colocados em isolamento total.

A familia de Abdallahi Abbahah falou com ele hoje após a sua saida do isolamento e denunciaram as torturas a que foi sujeito este preso politico, condenado a prisão perpetua.

O local em que esteve em isolamento era um wc, infestado e com dejectos, esteve os dez dias nesse local minusculo com as luzes acessas dia e noite. Os guardas insultavam-no e humilhavam-no continuamente e sofreu ameaças e tortura psicológica.

Desde o dia 4 de Dezembro que está em greve de fome aberta.

A sua situação de saúde é muito grave, e tem os olhos inflamados e continuamente a lacrimejar devido à exposição continua à luz. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Julgamento de recurso do grupo de estudantes saharauis adiado


Foi adiada a sessão do julgamento processo de recurso interposto pelo grupo de 15 estudantes saharauis detidos na prisão de Marraquexe.

A sessão que teve inicio com vários horas de atraso, serviu apenas para informar que o julgamento iria ser adiado para 16 de Janeiro de 2018.

Este grupo de estudantes foi condenado a 22 de Junho do ano passado, tendo 11 estudantes penas de 3 e 4 estudantes penas de 10 anos de prisão.

PUSL tem acompanhado este processo desde a detenção destes jovens em 2016.

Para mais informações consultar o relatório publicado e os artigos. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Amnistia Internacional lança ação urgente no caso Gdeim Izik

A Amnistia Internacional junta-se às denúncias e recursos interpostos por diversas organizações internacionais e ONGs que exigem a proteção dos presos políticos saharauis do Grupo Gdeim Izik. A Amnisitía Internacional coloca o foco no caso do prisioneiro Abdeljalil Laaroussi que, de acordo com as famílias do prisioneiro, está em um estado de saúde muito débil.

A situação médica de Abdeljalil Laaroussi já é conhecida desde o primeiro julgamento militar. Abdeljalil Laaroussi denunciou nos dois processos, civil e militar, a tortura que sofreu às mãos das forças marroquinas, mostrando as marcas no seu corpo e o estado sério de saúde, como publicamos repetidamente em PUSL (ver artigo).

O PUSL pede a todos os nossos leitores que se juntem à campanha da Amnistia Internacional e escrevam cartas denunciando e alertando sobre a situação séria em que os prisioneiros políticos saharauis de Gdeim Izik se encontram.

Veja: campanha da Amnistia Internacional Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Brahim Ismaili, El Bachir Khadda e Hassan Dah presos políticos saharauis terminam greve de fome após 33 e 38 dias

De acordo com Malika Ismaili, o seu pai entrou em contato com ela ontem por telefone, para informar que suspendeu a sua greve de fome e que as autoridades marroquinas prometiam atender as suas reivindicações.

Brahim Ismaili, prisioneiro político saharaui do grupo Gdeim Izik iniciou sua greve de fome no dia 1 de novembro e terminou 38 dias depois, após de ter sido transportado em situação extremamente crítica para o Hospital em Rabat, onde recuperou a consciência.

O Sr. Ismaili foi repetidamente punido por exigir seus direitos mais básicos. Ele foi colocado em total isolamento e numa ala de psiquiátrica durante sua greve de fome.

As autoridades marroquinas chegaram até a fazer uma declaração pública onde se diziam que “a falta de interação positiva entre alguns detidos e sua obstinação em fazer greves de fome apesar da vontade da instituição de facilitar suas condições de detenção e preservar sua saúde , obriga a a administração a aplicar o regulamento apropriado contra eles “. Não especificando o que era a” regulamentação apropriada contra eles “. Read more

Ayúdanos a difundir >>>
1 2