Dois símbolos de Gdeim Izik. Em despedida de Deida Uld Esid


Por: Conx Moya. Haz lo que debas, 25 de janeiro de 2018

Deida Uld Esid cuja idade se perde na longa noite da memória beduína. Nayem Elgarhi, 14 anos de idade Várias gerações os separaram. Qual é o ano de nascimento quando se trata de defender a dignidade e o direito de um povo existir? Deida e Nayem. Os dois, saharauis de El Aaiún ocupado. Os dois, tão diferentes, mas tão iguais, decidiram abandonar a espera e passar para a ação direta. Eles fizeram parte dessa maré em que milhares de saharauis denunciaram a sua situação em uníssono com a comunidade internacional.

Deida e Nayem deixaram a sua existência diária na cidade ocupada, superando a raiva e o tédio para renovar o desejo de lutar contra a opressão marroquina. Deida, ancião e Nayem, quase uma criança … Várias gerações os separaram, mas isso não significa nada. Em seus olhos, a mesma chama foi vislumbrada, a esperança de finalmente unir todos os saharauis em sua terra independente e livre. Os olhos cansados ​​de Deida aguardavam com curiosidade e otimismo o que estava por vir. Nos olhos de Nayem, curiosos e um pouco assustados, ficaram tão pouco tempo …

Deida e Nayem, dois símbolos de Gdeim Izik. Duas atitudes, duas decisões, duas esperanças, duas certezas. O presente encarnou em um ancião sábio e o passado mantido em uma criança que não mais será. Read more

Ayúdanos a difundir >>>

Advogados saharauis o rosto da justiça

Por Isabel Lourenço (Observadora Internacional – Colaboradora de PUSL) / Jornal Tornado

Ser advogado em Marrocos não é fácil, não devido à dificuldade do curso, nem de encontrar clientes, é difícil porque a justiça, a lei no papel não é a aplicada na sala do tribunal.

Defender presos políticos saharauis é algo que nenhum advogado anseia em Marrocos, onde o código penal mantém a prisão como uma penalidade por uma variedade de ofensas de expressão não violentas implementadas por muitos anos, como cruzar as “linhas vermelhas” de Marrocos: entre elas “atacar” o Islão, a monarquia, a pessoa do rei e a família real, e “incitar contra a integridade territorial de Marrocos”, uma referência à soberania que Marrocos defende ter sobre o Sahara Ocidental. Incitar pode ser algo tão simples como dizer publicamente Sahara Ocidental em vez da terminologia imposta pelo estado “províncias do sul” ou “Sahara Marroquino”.

Os advogados que têm a coragem de o fazer sofrem ameaças, insultos e problemas de toda a ordem, sobretudo se vivem nos territórios ocupados do Sahara Ocidental e são Saharauis, é esse o caso de Bachir Rguibi Lahbib, Mohamed Boukhaled, Bazaid Lehmad e Mohamed Fadel Lili.

Há alguns anos a esta parte os presos políticos saharauis são transferidos dos territórios ocupados para prisões no interior do reino de Marrocos uma clara violação do Artigo 76 da 4.ª Convenção de Genebra. Esta nova realidade obriga os advogados a percorrer centenas de km para poder ver os seus clientes na prisão ou defende-los em tribunal, num país onde os julgamentos chegam a ser adiados consecutivamente e onde os saharauis não têm meios para pagar aos seus advogados tudo são obstáculos acrescidos. Read more

Ayúdanos a difundir >>>